Canadá e União Europeia agem contra tarifas dos EUA e crise global

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reuniu-se nesta quinta-feira (10) com Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão da União Europeia. O encontro abordou temas econômicos e de segurança de interesse mútuo entre Canadá e União Europeia (UE). A conversa reforçou a cooperação bilateral diante de desafios globais. Questões como comércio, investimentos e geopolítica estiveram na pauta

O recente encontro entre líderes políticos teve como principal foco a imposição de tarifas comerciais e a ameaça constante de medidas comerciais consideradas “injustificadas” por parte dos Estados Unidos.

Durante as discussões, destacou-se a necessidade de enfrentar os impactos negativos dessas tarifas em setores estratégicos da economia canadense, especialmente nas indústrias automotiva, de aço e alumínio.

Encontro de líderes da União Europeia e Canadá

O ex-governador do Banco do Canadá, Mark Carney, ressaltou a importância de medidas para mitigar os efeitos dessas tarifas, enfatizando que elas prejudicam a competitividade da economia do país. O primeiro-ministro reafirmou seu compromisso em combater essas tarifas, buscando proteger os trabalhadores e as empresas canadenses, além de reforçar a economia nacional diante das adversidades impostas pelo cenário global.


Parlamento Europeu com as Bandeiras dos 27 países, membros da união Europeia (Foto: Reprodução/Thierry Monasse/Getty Images embed)


Além das questões econômicas, o encontro também abordou temas de relevância internacional, com destaque para a situação da Ucrânia. Carney e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram sobre a necessidade urgente de continuar apoiando a Ucrânia em sua defesa contra a invasão russa.

Ambos reforçaram a importância da cooperação entre o Canadá e a União Europeia para fortalecer a segurança transatlântica e enfrentar desafios geopolíticos emergentes.

Acordo União Europeia e o Canadá

Os líderes expressaram satisfação com o progresso das parcerias entre o Canadá e a UE no campo da defesa e segurança, ressaltando que a colaboração entre as nações é essencial para garantir a estabilidade global. A União Europeia e o Canadá têm trabalhado conjuntamente para implementar sanções contra a Rússia, bem como fornecer suporte militar e humanitário à Ucrânia.

Diante desse contexto, a reunião reforçou a posição do Canadá em relação ao comércio internacional e à segurança global. A defesa de um comércio justo e equilibrado, juntamente com o compromisso contínuo com a estabilidade internacional, demonstra o papel ativo do país na cena global.

Assim, as decisões tomadas nesse encontro poderão influenciar significativamente o futuro das relações comerciais e políticas internacionais do Canadá, consolidando sua posição como um ator relevante nas dinâmicas globais atuais.

Guerra Comercial: Tarifas de 84% imposta aos EUA pela China entram em vigor

Conforme anunciado pelo Ministério das Finanças da China, a tarifa de 84% sobre os produtos importados dos EUA, passam a valer a partir de hoje, quinta-feira (10). A taxa é uma retaliação às medidas adotadas por Donald Trump, que elevou as tarifas contra o país asiático em, 104%. 

Os produtos norte-americanos afetados com a cobrança imposta pelo governo chinês, vão desde alimentos até aeronaves civis. Entre eles, os itens mais impactados são: microchips, carros, soja, além de produtos farmacêuticos. 

O comércio entre os EUA e a China se intensificou no final da década de 1990. Segundo estudos, somente em 2024, o valor exportado pelo país norte-americano ao país asiático ultrapassou a casa de US$143 bilhões de dólares.


Anúncio das tarifas retaliatórias pela China contra os EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/@bandjornalismo)

Em contrapartida, a China exportou para os EUA o equivalente a US$ 438 bilhões de dólares. As exportações variam de brinquedos, eletroeletrônicos, vestuário, equipamentos industriais e matérias-primas para a produção de produtos manufaturados. 

A China informou que apesar de não querer entrar em guerra comercial contra os EUA, permanecerá na luta até o fim.

Manifestações do governo chinês 

Vários integrantes do governo de Xi Jinping, presidente da China, têm se manifestado contra as políticas adotadas por Donald Trump, principalmente contra as tarifas impostas pelos EUA e que têm gerado pânico nas bolsas de valores ao redor do mundo. 

O porta-voz das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, é um dos que têm utilizado suas redes sociais para comentar sobre as atitudes do Governo Trump. Em suas últimas postagens, publicou que não permitirá que “ninguém tire o direito legítimo do povo chinês ao desenvolvimento.” 

Jian, ressalta que as medidas adotadas pela China são para “salvaguardar a soberania” do país contra, o que ele chama, de atitude “unilateral”, “protecionista” e de “intimidação econômica” realizada pelos EUA. 


Publicação do porta-voz das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, em relação à política tarifária adotada pelos EUA (Foto: reprodução/X/@SpoxCHN_LinJian)

Lin Jian também utilizou as redes sociais para informar que a tarifa de 84% sobre as exportações estadunidenses entraria em vigor nesta data, quinta-feira (10). 

Retaliação do governo Trump

Após o anúncio realizado pelo governo de Xi Jinping sobre o aumento da tarifa de 34% para 84% sobre os produtos exportados pelos EUA ao país asiático, Donald Trump prometeu nova retaliação. 

Desta vez, o presidente norte-americano prometeu retaliar os produtos exportados pela China para os EUA em 125%, com início imediato. A nova cobrança foi anunciada em sua conta na rede social.


Publicação de Donald Trump, em tradução livre, anunciando nova cobrança tarifária contra a China (Foto: reprodução/Truth/@realDonaldTrump)

Após o anúncio feito pelo presidente Trump, a China informou que não recuará em suas decisões. Colocando o mundo em alerta sobre uma possível retaliação do governo de Xi Jinping contra os EUA, acirrando ainda mais a guerra comercial e econômica com impactos locais e mundiais.

Trump afirma que China aceitará acordo comercial em breve

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (8) que acredita na possibilidade de um acordo comercial com a China, enfatizando que Pequim deseja uma resolução, mas enfrenta dificuldades para iniciar as negociações.

As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tarifas entre as duas maiores economias do mundo, com ameaças de novos impostos sobre produtos chineses.

China busca acordo comercial, mas enfrenta obstáculos

Trump afirmou que a China deseja “desesperadamente” alcançar um acordo comercial com os Estados Unidos, mas não sabe como iniciar as negociações. O presidente americano mencionou que espera uma ligação do líder chinês, Xi Jinping, para dar continuidade às conversas.

Pequim, por sua vez, tem reiterado sua oposição às tarifas impostas por Washington e enfatizado a necessidade de resolver as disputas comerciais por meio do diálogo e respeito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês destacou que o país tomará as medidas necessárias para defender seus interesses legítimos.


Priscila Caneparo e o economista Bruno Cotrim comentam sobre a guerra comercial que os Estados Unidos e a China estão travando (Vídeo: reprodução/YouTube/@SBT NEWS)

Além disso, especialistas apontam que o prolongamento das tensões entre os dois países pode impactar negativamente a economia global. Investidores e mercados observam com cautela os desdobramentos das negociações, enquanto cadeias produtivas inteiras seguem sendo afetadas pela incerteza tarifária.

EUA utilizam tarifas como ferramenta de acordo

Trump tem utilizado as tarifas como uma ferramenta estratégica para pressionar a China a aceitar termos mais favoráveis nas negociações comerciais. O presidente americano estabeleceu prazos para que Pequim retire suas tarifas recíprocas, ameaçando impor novos impostos que poderiam elevar as tarifas totais a 104%.


Trump diz que irá subir ainda mais as taxas contra o país asiático (Vídeo:Reprodução/YouTube/@UOL)


Além disso, Trump mencionou que está aberto a fazer acordos para reduzir tarifas, desde que os Estados Unidos recebam algo em troca. Ele citou a possibilidade de um acordo relacionado ao TikTok como exemplo, embora tenha esclarecido que não há negociações em andamento nesse sentido.

Analistas políticos destacam que essa retórica agressiva faz parte da estratégia eleitoral de Trump, que busca reforçar sua imagem de líder firme perante o eleitorado americano. Mesmo com os riscos diplomáticos envolvidos, o presidente insiste em manter o tom de desafio, apostando na recuperação da indústria nacional como trunfo político.

Hong Kong tem maior queda desde 1997 com tarifas de Trump

Nesta sexta-feira(4), o mercado financeiro de Hong Kong, teve uma queda, gerando um colapso e culminando num tumulto. Sendo referência da cidade, o índice Hang Seng, despencou 13%, tendo sido a maior queda desde 1997. Conforme o divulgado, a retaliação da China contra as tarifas impostas pelo então presidente Donald Trump, obrigou os investidores a enfrentar essa nova realidade que vem ocorrendo no mundo pós-eleições americanas, o conflito que era comercial virou um conflito total.

Crise econômica

Conforme o informado, os índices caíram absurdamente na capital da China, além do Hang Seng ter caído 13%, ainda teve um índice que costuma acompanhar as ações de tecnologias chinesas que obteve uma queda de 17% por cento. O estrategista de ações do país, Patrick Pan, informou que percebe que “é um dia difícil”, ele lembrou ainda que parece estar havendo uma guerra tarifária completa, e que posteriormente pode ser uma tempestade perfeita para a pressão de realização dos lucros.


O presidente da China Xi Jinping falando no the great hall of the people (Foto: Reprodução/Ken Ishi Pool/Getty Images Embed)


Trump resiste a reversão

Apesar de ter tido essa situação no mercado de ações da China, Trump não parece estar cedendo a uma possibilidade de reverter esses preços, a pressão feita para reverter tarifas, portanto devido a isso, não existe previsão para o fim dessa turbulência no mercado. Li Xuetong, um veterano que trabalha no mercado financeiro de Hong Kong, tendo já 15 anos de experiência trabalhando na Shenzhen Enjoy Investment, disse que não está conseguindo dormir bem desde quando as ações caíram.

Guerra comercial

Existe uma preocupação, quanto há uma escalada da guerra comercial entre os países da China e dos EUA, as duas maiores economias presentes no mundo atualmente, e isso pode acarretar numa queda nos planos do crescimento de Pequim, mesmo tendo em vista que esta havendo uma avaliação para que se haja a antecipação de gastos se tendo estímulos, se houver desentendimentos entre os países em questão pode ocorrer um conflito que acabe sendo prejudicial para o mercado financeiro.

Trump insiste em tarifas como “remédio” e exige “pagamento alto” para suspensão

O presidente americano, Donald Trump, anunciou que países terão que pagar um alto valor para a suspensão de tarifas e que as mesmas são uma espécie de “remédio”. A polêmica da aplicação tarifária sobre diversos países marcaram o primeiro final de semana do mês de abril e nesta segunda-feira (7).

Inquietação mundial

O recado tarifário abalou boa parte dos setores econômicos de diversos países ao redor do mundo e também gerou retaliações de países que receberam as tarifas. A China, o qual é a principal nação que disputa o poder hegemônico mundial com os Estados Unidos, anunciou que vai adotar um princípio de reciprocidade econômica.

As ações asiáticas sofreram uma perda considerável, mas isso não abateu Trump, que relatou estar otimista com as ações adotadas. O presidente dos Estados Unidos disse que vários líderes europeus e asiáticos o procuraram tentando reverter sua decisão e negociar as questões tarifárias com a economia norte-americana. 

Ainda fica a dúvida para diversos setores do mercado financeiro internacional sobre a permanência das tarifas, podendo ser medidas temporárias ou uma nova forma de regime. Assessores econômicos de Trump buscaram apresentar as novas medidas como uma reorganização do planejamento comercial global, encabeçada pelos Estados Unidos. 

Scott Bessent, secretário do Tesouro do governo Trump, relatou que cerca de 50 países iniciaram negociações com os Estados Unidos desde a entrevista da última quarta-feira (2). Também foi anunciado que as tarifas ficarão em vigor por “dias e semanas”, mantendo assim a dúvida sobre o futuro do comércio mundial.


Donald Trump faz anúncio sobre tarifas (Vídeo: reprodução/X/ @factpostnews)

Ilhas com tarifas

Mas as novas ações econômicas aplicadas pelo governo de Trump não só abalaram a estrutura econômica, como também gerou curiosidades em determinados territórios tarifados. É o caso das Ilhas Heard e McDonald, território australiano que fica entre Madagascar e a Antártica, não possuindo habitantes humanos, mas apenas a fauna local como leões-marinhos e aves aquáticas.

Tarifa imposta pelos EUA fragiliza bolsas asiáticas

As tarifas impostas pelo presidente americano começaram a vigorar neste fim de semana para fortalecer a economia dos EUA, a medida que afetou a bolsa de valores asiáticas, pretende aumentar o superávite do país diminuindo a importação e aumentando a arrecadação.

As tarifas “Já estão trazendo bilhões de dólares”, postou o presidente dos Estados Unidos na sua rede social Truth Social. Para Trump “São uma coisa linda de se ver”. Essa tomada de decisão tarifária foi para reverter os déficits financeiros com a China, União Europeia e outros países.

Os países asiáticos sentiram quase de imediato a ação do presidente americano. Abriram em queda as bolas da Coreia do Sul (-4,34%); Hong Kong(-10%), além da bolsa Nikkey 225 do Japão que teve queda de (-8,3%) nas ações; as negociações futuras foram suspensas.


Foto destaque: Donald Trump durante evento (Foto: reprodução/Instagram/@RealDonaldTrump)

Trump justifica aumento das tarifas

O presidente Donald Trump tomou atitudes por meio de tarifas para o fortalecimento dos Estados Unidos da América para ações estratégicas na indústria nacional; em medida de barganha; redução do déficit comercial e potencial arrecadatório.

Sobre a industrial, por exemplo, o objetivo é valorizar o setor, priorizando produtos fabricados nos EUA e fortalecendo a economia.

Para o aumento da segurança nas fronteiras, A medida de barganha é vista como uma estratégia para negociar pautas de interesse dos EUA. Já a redução do déficit comercial está alinhada com uma promessa do presidente devido o país estar gastando mais com importação do que arrecadação. Os países alvos que os EUA tem déficit comercial são o México, Canadá e a China.

O potencial arrecadatório imposto pela tarifa pode elevar a arrecadação do país, porém, depende da reação dos outros países e o volume de importação gerados no cenário global do segmento comercial

Trump dá uma alfinetada na gestão de Biden

Donald Trump ainda aproveitou e deu uma cutucada na antiga gestão presidencial democrata: ”O superávit com esses países cresceu durante a “presidência” do sonolento Joe Biden. Vamos reverter isso, e reverter rapidamente. Algum dia as pessoas perceberão que as tarifas, para os Estados Unidos da América, são uma coisa muito linda'”, escreveu o presidente.

Governo afirma que irá se proteger de tarifas dos EUA

Após Donald Trump anunciar que irá taxar uma tarifa de 10% em todos os produtos brasileiros exportados, o Congresso Nacional se reuniu para discutir medidas para defender a economia brasileira. Foi aprovado um projeto que estabelece critérios para decisões unilaterais de outros países não impactarem tanto o Brasil. Esse projeto foi anunciado pelo atual presidente do brasileiro, Lula nesta quinta-feira (3).

O anúncio do presidente

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um comunicado, durante um evento em Brasília, que o país irá tomar todas as medidas possíveis para se proteger das tarifas impostas pelo governo americano. O presidente dos Estados, Donald Trump, anunciou que faria taxações sobre produtos exportados de outros países, para os EUA. Nessa situação, o Brasil acabou recebendo uma taxação de 10%.


Presidente Lula, durante seu pronunciamento, em Brasília (Foto: reprodução/Ton Molina/NurPhoto/Getty Images Embed)


Lula disse que um projeto de reciprocidade comercial já foi aprovado pelo Congresso Nacional. O presidente brasileiro ainda aproveitou para defender o multilateralismo e o livre comércio, dizendo que não há mais lugar para protecionismo no mundo de hoje.

O projeto

Na noite de quarta-feira (2), foi aprovado, pela Câmara dos Deputados, um projeto que estabelece critérios para a reação do Brasil, perante imposições e barreiras comerciais, feitas contra os produtos nacionais. O projeto dará ao poder Executivo instrumentos legais, para reagir a possíveis medidas feitas por países ou blocos econômicos, que prejudiquem o Brasil. O projeto já foi aprovado pelo senado e agora aguarda sanção presidencial. A votação no Congresso ocorreu imediatamente após o anúncio da taxação de Trump.


Foto do Congresso Nacional (Foto: reprodução/Ton Molina/Bloomberg/Getty Images Embed)


Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a ‘reciprocidade comercial’ não reflete a realidade”, disse o governo, adicionando que ainda possui diálogo aberto com os Estados Unidos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) fizeram uma nota na noite de quarta-feira (2), que as tarifas dos Estados Unidos violam os compromissos do país com a Organização Mundial do Comércio. O governo também acrescentou que os EUA registraram superávit comercial em sua relação com o Brasil, no ano de 2024, de aproximadamente US$7 bilhões no caso de bens s de US$28,6 milhões em bens e serviços.

EUA não aumentará tarifas sobre Cuba, Coreia do Norte e Rússia

Em contrapartida, à guerra comercial que vem ocorrendo ao redor do globo, em especial após as taxas altíssimas impostas pelos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Donald Trump, foi anunciada uma “taxa recíproca” pela Casa Branca, e países como Belarus, Cuba, Coreia do Norte e Rússia estão fora das altas tarifas imposta pelos EUA.

Tarifas dos EUA

Foi imposto pelo país uma tarifa de 10% sobre a maioria dos produtos importados, podendo variar entre países. A China, por exemplo, apesar de ser o país que mais fornece produtos para o país, recebeu uma taxação de 54% sobre todos os produtos exportados.

Segundo o presidente estadunidense, a decisão ocorreu para que os Estados Unidos não permaneçam com uma “política de rendição econômica unilateral” mediante a guerra econômica que vem ocorrendo.

A Casa Branca inclusive compartilhou uma série de elogios feitos sobre as tarifas, onde é dito que os trabalhadores estadunidenses se irão se beneficiar após passarem anos de abuso com seus parceiros comerciais, como a China.

Trump explanou que será aplicada uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações para os EUA, mas que outros países receberiam taxas mais altas. Nesta lista de “tarifas recíprocas”, alguns países não aparecem, como Cuba, Coreia do Norte e Rússia.

Em resposta às altas tarifas dos EUA, diversos países estão reavaliando sua relação com o país, como a união que China, Coreia do Sul e Japão estão formando, a “PL da reciprocidade” que está sendo analisada no Brasil, e o Canadá, que irá tarifar em 25% os produtos estadunidenses


Canadá impõe nova tarifa sobre os Estados Unidos (Vídeo: reprodução/X/@hassinhadi)

Porque da não taxação

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, informou à Fox News que a taxação não foi aplicada para países como Belarus e Rússia, pois não havia uma comercialização direta com os países, e que estes são sob sanções.

Contudo, durante a avaliação anual de ameaças, as agências de inteligência dos EUA disseram que as principais ameaças potenciais de Estados-nação para o país são a China, Coreia do Norte, Irã e Rússia. Inclusive, o presidente Trump já ameaçou tomar novas medidas comerciais sobre Moscou.

Tarifaço de Trump: saiba quais produtos do Brasil serão afetados

Como parte de um novo pacote de tarifas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) que os produtos importados do Brasil serão taxados em 10%. A medida afetará diversos países e setores, estabelecendo uma alíquota mínima de 10% para os importados.

Trump citou o Brasil como um dos países que sofrerão as taxações, junto com a União Europeia, China, Japão e outras nações do continente asiático. No entanto, Canadá e México, que eram cogitados para entrar na lista, não foram mencionados.

Medida atinge exportações brasileiras

Com superávit comercial de US$ 7 bilhões em bens com o Brasil no ano passado, o governo brasileiro argumentou que, somando os serviços, o saldo positivo americano sobe para US$ 28 bilhões, tornando o Brasil o terceiro maior parceiro comercial com superávit para os EUA.

Ainda não se sabe quais produtos serão atingidos pelas taxas anunciadas nesta quarta-feira (2), mas, segundo o governo brasileiro, os produtos mais exportados para os Estados Unidos em 2024 incluem:

  • Óleos brutos de petróleo;
  • Produtos semimanufaturados de ferro ou aço;
  • Café não torrado;
  • Pastas químicas de madeira;
  • Ferro fundido bruto;
  • Aeronaves acima de 15.000 kg;
  • Outras gasolinas;
  • Aeronaves entre 7.000 kg e 15.000 kg;
  • Carnes bovinas congeladas;
  • Produtos semimanufaturados de ligas de aço.

Implementação das tarifas e possíveis retaliações

As novas tarifas entrarão em vigor a partir de sábado (5). Já as conhecidas “tarifas recíprocas” começarão a valer na próxima quarta-feira (9). Ainda não se sabe se o aço brasileiro, que já foi taxado em 25%, sofrerá impacto adicional.


 Projeto de Lei da reciprocidade (Reprodução/YouTube/TV Senado)


Com rápida resposta às novas tarifas impostas pelos EUA, o Senado e a Câmara brasileira aprovaram o Projeto de Lei da Reciprocidade, que autoriza o governo a responder a tarifas contra produtos brasileiros em caso de:

  • Descumprimento de acordos comerciais;
  • Aplicação de sobretaxas contra o Brasil;
  • Exigência de requisitos ambientais mais rígidos para exportação de produtos brasileiros.

A decisão de Trump foi apelidada pelo republicano de “Dia da Libertação”, alegando que as tarifas vão reduzir a entrada de produtos estrangeiros no mercado americano. A medida, no entanto, amplia tensões comerciais e pode gerar retaliações de países afetados, incluindo o Brasil.

Donald Trump promete aplicação de tarifas em produtos da União Europeia

Os líderes europeus estão enfrentando tensões comerciais com os Estados Unidos devido às ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas sobre produtos europeus, é o que promete o presidente Donald Trump em uma entrevista, embora não tenha dado uma data, declarou que “com certeza” irá acontecer, o que acabou por impactar o mercado de ações europeu, segundo site G1.

Eles não levam os nossos carros, não levam os nossos produtos agrícolas: eles não levam quase nada, e nós pegamos tudo”, disse Trump justificando sua decisão de impor tarifas à UE. As taxas devem entrar em vigor nesta terça-feira (4).


Vídeo sobre taxas que Trump deve impor ( Vídeo: reprodução/@uolnews)

Diálogo com líderes do Canadá e México

Donald Trump Planeja nesta terça-feira realizar telefonemas separados, com primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para uma discussão sobre as tarifas que anunciou.

Em resposta, a União Europeia afirmou, que “responderá com firmeza”, caso venha a ser taxada pelos Estados Unidos, segundo a Comissão Europeia, as tarifas baixas promovem o crescimento e também a estabilidade econômica.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou que uma guerra tarifária seria uma “corrida para o abismo” e destacou a importância de negociar com os EUA para evitar uma escalada nas tensões comerciais. 

O bloco europeu ainda declarou que as relações comerciais e investimentos os Estados Unidos são mais importantes e globais e por isso devem ser fortalecidas, um porta voz fez uma declaração à EuroNews que “as tarifas criam perturbações econômicas desnecessárias e promovem a inflação, sendo prejudiciais para todas as partes”.

Já o ministro da Indústria da França, Marc Ferraci, sobre a necessidade de uma resposta ao que chamou de “ameaças” de Trump, afirmando que é crucial que os EUA esteja preparados para reagir.

Reações do México, Canadá e China

Os países, Canadá e México prometem retaliar, caso as promessas de Donald Trump venham a se cumprir.  A presidente do México Claudia Sheinbaum falará sobre seus planos esta semana, enquanto Trudeau falou sobre tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos dos EUA.

A China também pode ser atingida por uma taxa de 10%, e promete contramedidas correspondentes, não especificando quais serão estas ações. Trump respondeu que pode aumentar ainda mais as tarifas em caso de retaliação.