Trump mostra imagem do Congo como prova de “genocídio branco” na África do Sul

A agência de notícias internacional Reuters, publicou em suas redes sociais, na data de ontem, quinta-feira (22), informação sobre a imagem utilizada por Donald Trump para denunciar suposto “genocídio branco” na África do Sul. Conforme informou, a foto refere-se a conflitos armados ocorridos na República Democrática do Congo, outro país do continente africano.

A imagem foi retirada de um vídeo reportagem, gravado em fevereiro (2025), pela Reuters, sobre a guerra civil congolesa. Conflito armado entre forças governamentais e o grupo M23, em guerra há mais de uma década e que tem como palco Goma, cidade no leste do país.

Ao lado do presidente sul africano Cyril Ramaphosa, no salão oval da Casa Branca, Donald Trump segura várias imagens impressas para denunciar suposto “Genocídio Branco” ocorridos na África do Sul. Em seu discurso, Donald Trump, ao mostrar a  imagem declara: “Esses são todos fazendeiros brancos que estão sendo enterrados.”


Presidente Donald Trump segurando foto sobre conflito na República Democrática do Congo para denunciar suposto “genocídio branco” na África do Sul (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Ramaphosa contestou as alegações do presidente americano, informando que não há genocidio de fazendeiros brancos em seu país. Declara, ainda, que a maioria dos homicídios ocorridos são de pessoas negras e que está trabalhando  para melhorar as condições de vida na África do Sul.

Encontro na Casa Branca

Na última quarta-feira (21), o presidente americano Donald Trump se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no salão oval da Casa Branca, em Washington D.C, nos EUA.  Na pauta, o encontro entre os líderes, trataria das relações comerciais entre os dois países. Assunto comentado por Ramaphosa em publicação nas redes sociais, antes do encontro.


Publicação sobre as expectativas sobre o encontro entre Donald Trump e Cyril Ramaphosa (Vídeo: reprodução/X/@CyrilRamaphosa)

No entanto, após os cumprimentos formais, Donald Trump pediu para que seus assessores apagassem as luzes do salão oval para que vídeos sobre suposto genocídio de brancos, ocorridos na África do Sul, fossem apresentados ao presidente sul africano. Em diversos vídeos e fotos, Donald Trump declarou que se tratava da morte de milhares de fazendeiros brancos e que estes sofriam perseguição no país de Ramaphosa devido à cor da pele. 

Em tom de surpresa e constrangimento, o presidente sul africano declarou  que nunca viu os vídeos apresentados e que gostaria de saber em qual local teria acontecido os fatos. Enfatizando que as cenas ocorreram na África do Sul, Donald Trump alegou que fazendeiros brancos estão fugindo do país para não serem mortos e que suas terras estão sendo confiscadas.

Ao entregar as imagens a Cyril Ramaphosa, o presidente americano declarou: “Temos milhares de histórias falando sobre isso, temos documentários e notícias (…) é preciso responder a isso.”

De acordo com a Reuters, a afirmação do presidente americano sobre “genocídio de fazendeiros brancos” baseia-se em uma teoria da conspiração, propagada desde 1994, com o fim do apartheid e que vem ganhando força nas última década. 

Asilo nos EUA para afrikaners

Em 12 de maio (2025), Donald Trump recebeu nos EUA um grupo de 59 sul-africanos brancos, a fim de conceder status de refugiados, sob a alegação de que os fazendeiros estão sofrendo perseguição na África do Sul.  Anteriormente, em fevereiro (2025), fundamentado nessas alegações, Donald Trump assinou uma Ordem executiva, cortando assistência financeira dada ao país sul africano pelos EUA. 


Publicação sobre a chegada de refugiados sul-africanos aos EUA (Foto: reprodução/X/@@statedeptspox)

No encontro com Ramaphosa, na última quarta-feira (21), Donald Trump reafirmou a convicção de que há um genocídio branco no país e que o assunto precisa de maior atenção por parte das autoridades sul-africanas. 

A África do Sul, sofreu por décadas, de 1948 a 1994, segregação racial sob o regime do Apartheid. Regime onde brancos teriam privilégios negados à população negra e à várias minorias étnicas. Direitos como acesso a serviços básicos eram negados além da separação entre áreas habitadas por brancos e por negros. Nelson Mandela foi uma das figuras mais emblemáticas na luta contra o Apartheid, tornando-se presidente da África do Sul de 1994 a 1999.

As declarações de Donald Trump sobre um suposto genocídio branco de fazendeiros tem alimentado debates em âmbito global e gerado crise diplomática entre EUA e África do Sul.


Funcionários da Embaixada de Israel são assassinados nos EUA

Na noite desta quarta-feira (21), dois funcionários da Embaixada de Israel nos Estados Unidos foram mortos a tiros após deixarem um evento no Museu Judaico, em Washington D.C. As vítimas foram identificadas como Sarah Lynn Milgrim, cidadã americana, e Yaron Lischinsky, israelense nascido na Alemanha.

O casal deixava um evento promovido para jovens profissionais judeus, com o tema de celebração da herança judaica e a discussão de ações de ajuda humanitária para moradores de Gaza, quando foram atingidos a queima-roupa por disparos. Ambos foram mortos no local.

Prisão e motivação

Horas após o ataque, um homem de 30 anos, identificado como Elias Rodriguez, foi preso suspeito pelo crime. Segundo a polícia, ele foi visto transitando de forma suspeita antes dos disparos. Ao ser detido, o homem, que não possui antecedentes criminais, gritou “Palestina livre” e, segundo os agentes, demonstrou-se consciente de seus atos, indicando onde havia descartado a arma do crime.


Ataque a funcionários da Embaixada de Israel (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Conforme a polícia de Washington D.C., Rodriguez disparou contra quatro pessoas e tentou invadir o prédio onde o evento acontecia, sendo impedido pela segurança.

Repercussão

Autoridades se pronunciaram mediante a tragédia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o ataque como “assassinato antissemita” e anunciou reforços na segurança nas embaixadas israelenses pelo mundo. Danny Danon, o embaixador de Israel na ONU, chamou o crime de “ato de terrorismo antissemita perverso” e declarou inaceitável o ataque a diplomatas.

Nos Estados Unidos, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, e a procuradora interina do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, foram ao local após o crime. O diretor do FBI, Kash Patel, informou que o escritório regional também foi acionado e pediu orações pelas vítimas e suas famílias.

 O presidente Donald Trump também se pronunciou em solidariedade às famílias das vítimas e condenou o antissemitismo:

 Esses assassinatos horríveis em D.C., claramente motivados por antissemitismo, precisam acabar agora. O ódio e o radicalismo não têm lugar nos EUA.”

As vítimas

Sarah Milgrim era funcionária do departamento de diplomacia pública da embaixada, segundo seu perfil no LinkedIn, e conduziu pesquisas sobre iniciativas de construção de paz em Israel e na Palestina. Cresceu em Kansas City e, após sua escola do ensino médio ser alvo de vandalismo com suásticas, se posicionou contra o antissemitismo.

Yaron Lischinsky atuava como assistente de pesquisa e de aliança comprada, e planejava pedir Sarah em casamento na semana seguinte, em viagem a Jerusalém.

Em nota, a Embaixada de Israel nos EUA lamentou a perda do casal, descrevendo-os como jovens no auge da vida.

“Cúpula Dourada”: Trump anuncia construção de escudo antimísseis para proteger os EUA

O presidente Donald Trump, em entrevista a repórteres da Casa Branca, na data de ontem, terça-feira (20), apresentou um projeto idealizado desde o início de sua posse presidencial. Trata-se do “Golden Dome”, escudo antimísseis no valor de US$175 bilhões de dólares, previsto para conclusão até o final de seu mandato, em janeiro de 2029.

O “escudo” visa proteger os EUA de ataques, sejam terrestres ou espaciais, de grandes potências, incluindo China e Rússia. Será integrado aos sistemas de defesa já existentes no país e ficará a cargo do vice-chefe de operações espaciais do Pentágono, general Michael Guetlein.

“Ele interceptará mísseis, incluindo aqueles lançados do outro lado do mundo ou do espaço.” Donald Trump

Ainda, segundo Donald Trump, o Canadá, parceiro comercial e país fronteiriço dos EUA, tem interesse em participar do projeto, por querer proteção também ao seu território.

O “Golden Dome”, ou “Cúpula Dourada” em tradução livre, precisa ser aprovado pelo Congresso dos EUA antes de ser sancionado pelo presidente americano e é inspirado no “Domo de Ferro” israelense.

Apresentação do Golden Dome 

De acordo com informações publicadas em suas redes sociais, o governo Trump anunciou que a construção do sistema de defesa será incluída no “Projeto Grande e Belo”, visando garantir a segurança dos EUA.


Publicação sobre a apresentação do Golden Dome  (Vídeo: reprodução/Instagram/@potus)


Conforme declarou o general Michael Guetlein, o sistema terá capacidade para destruir mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos. Segundo ele, a construção do projeto é necessária, uma vez que, os “inimigos dos EUA”, possuem um sistema armamentístico cada vez mais moderno, capaz de atingir o país em uma hora. 

“Nossos adversários modernizaram rapidamente suas forças nucleares, construindo mísseis balísticos capazes de transportar ogivas nucleares e mísseis hipersônicos capazes de atingir os EUA em uma hora, viajando a 9,6 mil km por hora” Michael Guetlein

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, compartilha do mesmo discurso de Guetlein e acrescenta que o sistema antimíssil protegerá o país, também, de drones. Sejam eles “convencionais ou nucleares”.

Projeto Grande e Belo

O projeto idealizado por Donald Trump, “Grande e Belo”, foi anunciado pelo presidente americano em abril (2025), em comemoração aos seus cem dias de mandato. Visa não só cortes fiscais, mas também maior rigor na segurança nacional e reforma nos gastos públicos do país. 

Para Trump, a aprovação deste projeto garantirá a prosperidade econômica dos EUA, trazendo o país novamente à “era dourada” e fortalecendo a segurança do território americano.


Publicação com informações sobre o “Projeto Grande e Belo” (Foto: reprodução/X/@WhiteHouse)

Enquanto a ala conservadora do país apoia cortes mais rigorosos nas contas públicas, a ala de oposição a Trump sinaliza a não aceitação de tais medidas, uma vez que, segundo os Democratas, a população de baixa renda será a mais afetada com as restrições impostas.

Nova lei nos EUA: Trump aumenta proteção a vítimas de pornografia de vingança

Na segunda-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou a primeira lei federal focada no combate à pornografia de vingança e à disseminação de imagens íntimas criadas por inteligência artificial. A cerimônia ocorreu no Rose Garden da Casa Branca e contou com a presença da primeira-dama Melania Trump, defensora ativa do projeto.

A nova lei, batizada de Take It Down, visa responsabilizar plataformas tecnológicas que hospedam esse tipo de conteúdo e orienta autoridades policiais sobre como processar os casos. Antes disso, a legislação federal previa punições apenas para conteúdos realistas envolvendo crianças. Contudo, adultos continuavam expostos a lacunas legais que variavam de estado para estado.

Mobilização da Casa Branca

Melania Trump teve papel decisivo na aprovação do projeto. Por isso, durante a cerimônia, o presidente a incentivou a fazer uma assinatura simbólica da lei. Em seu discurso, Trump afirmou que essa será a primeira legislação federal voltada ao combate de imagens explícitas, inclusive fictícias, divulgadas sem o consentimento das pessoas envolvidas.

Ele aproveitou o momento para comentar, com bom humor, que também é alvo frequente de manipulações com IA. Ainda assim, destacou que o assunto é sério e afeta diretamente a dignidade das vítimas.

Vítimas participam do evento

O evento contou com a presença de duas jovens vítimas: Elliston Berry e Francesca Mani. Ambas sofreram com a exposição indevida de imagens e atuam ativamente na luta por mais proteção legal. Berry já havia participado de um discurso no Congresso, como convidada da primeira-dama.

A nova lei não apenas criminaliza essas práticas, como também inaugura um caminho legal mais firme diante dos riscos trazidos pela inteligência artificial.


O presidente Donald Trump ao lado de sua esposa Melania Trump comunicaram a nova lei (Vídeo: reprodução/X/Nick Sortor)

Avanço diante de novos desafios

Com essa medida, os EUA começam a enfrentar os impactos da IA no campo dos direitos individuais. Entretanto, especialistas alertam que ainda é necessário um esforço conjunto entre estados, empresas de tecnologia e sociedade. A nova lei representa apenas o primeiro passo de uma longa jornada pela segurança digital.

Além disso, a velocidade com que as tecnologias evoluem exige que o sistema legal acompanhe essas mudanças com agilidade. Sem atualizações constantes, brechas podem ser exploradas e novas formas de assédio digital surgirão. Por isso, a criação de políticas públicas eficazes e o debate contínuo sobre ética e privacidade devem caminhar lado a lado com a inovação.

Trump acusa Beyoncé e outras celebridades de receberem propina para apoiar campanha de Kamala Harris

Donald Trump fez uma série de acusações contra a ex-candidata à presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris. Por meio de publicações na rede social criada pelo próprio presidente americano, Truth Social, o republicano alegou nesta segunda-feira (19) que a cantora Beyoncé recebeu propina de US$ 11 milhões (cerca de R$ 56,6 milhões) para apoiar a campanha de Harris na corrida presidencial de 2024.

Trump alega que o suposto pagamento foi feito para garantir a participação surpresa da cantora em um comício de Kamala em Houston, no Texas, durante a campanha. Ele afirmou que Beyoncé e outras celebridades foram pagas ilegalmente no que seria parte de um “golpe eleitoral”


Beyoncé e Kamala ((Foto: reprodução/Jordan Vonderhaar/Getty Images Embed)


De acordo com reportagens, Beyoncé recebeu 11 milhões de dólares para subir ao palco, endossar rapidamente Kamala e sair sob vaias por nunca ter se apresentado, nem mesmo com uma música! Lembrem-se: os democratas e Kamala pagaram ilegalmente milhões de dólares a ela por não fazer nada além de dar um endosso entusiasmado a Kamala”, escreveu o republicano.

Embora Trump não tenha citado as supostas reportagens, continuou “ISSO É UM GOLPE ELEITORAL ILEGAL DO MAIS ALTO NÍVEL! É UMA CONTRIBUIÇÃO DE CAMPANHA ILEGAL!”. Ele também acusou outras celebridades que demonstraram apoio ao Partido Democrata além de Beyoncé

Bruce Springsteen, Oprah, Bono e, talvez, muitos outros têm muito o que explicar!”, escreveu em letras garrafais.

O ex-presidente declarou horas antes que pretende abrir uma investigação sobre ações dos “artistas antipatriotas”. “candidatos não podem pagar por ENDOSSOS, e foi exatamente isso que Kamala fez, disfarçado de pagamento por entretenimento”, escreveu, em postagens realizadas no domingo (18).

Além disso, foi um esforço muito caro e desesperado para artificialmente inflar o número reduzido de pessoas em seus eventos, isso não é legal! Foi uma forma corrupta e ilegal de se aproveitar de um sistema quebrado”, disparou.

Fake news

Tina Knowles, mãe de Beyoncé, já havia negado em novembro de 2024, rumores de que a filha teria recebido dinheiro para participar do comício. A primeira acusação veio da comentarista política conservadora Candace Owens. Na ocasião, a postagem foi marcada pelo Instagram como fake news e foi removida da plataforma.


Mãe de Beyoncé, Tina Knowles, de 71 anos (Foto: reprodução/JB Lacroix/Getty Images Embed)


“Isso se chama Informação Falsa”, escreveu Tina Knowles em postagem no Instagram.

Infelizmente, outras plataformas sem integridade ainda mantêm isso no ar. A mentira é que Beyoncé teria recebido 10 milhões de dólares para falar em um comício em Houston para a vice-presidente Kamala Harris, quando, na verdade, Beyoncé não recebeu um centavo sequer para falar no comício de Kamala Harris em Houston”, declarou.

Ataques à Biden

As acusações de Trump vieram menos de 24 horas após o fim dos ataques do político à Joe Biden e a manifestação de apoio ao democrata em meio ao diagnóstico de um câncer agressivo. Antes de mudar o foco dos ataques para Kamala, o republicano criticou duramente Joe Biden por meses.

Durante a campanha, Trump zombou da saúde do ex-presidente e questionou suas capacidades cognitivas. Ele também imitou seus gestos e o apelidou de  “Joe sonolento”.

Governo Trump realiza primeira viagem de autodeportação de imigrantes

Nesta segunda-feira (19), foi feito o primeiro voo de autodeportação de imigrantes ilegais, partindo dos Estados Unidos, rumo à Honduras e Colômbia. De acordo com um comunicado do governo, 64 pessoas foram levadas de volta à seus países de origem. Essa ação é uma iniciativa do governo Trump, que visa incentivar os imigrantes ilegais no país a voltarem para sua nação originária, para que assim, possam obter documentos legais.

A autodeportação

Foi feita a primeira viagem de imigrantes dos Estados Unidos, que se autodeportaram de volta para seus países de origem. O voo partiu de Texas, nos EUA, e levou 64 pessoas para Honduras e Colômbia, como foi informado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (19).

Hoje, o DHS realizou seu primeiro voo do Projeto Volta ao Lar, com 64 pessoas que voluntariamente decidiram se autodeportar para seus países de origem, Honduras e Colômbia”, disse o DHS, em comunicado.

Segundo o anúncio, os imigrantes, que saíram dos EUA por conta própria, receberam de ajuda o valor de US$ 1 mil (R$5,6 mil), e ainda possuem a possibilidade de poder voltar aos Estados Unidos, de maneira legal.


Imigrantes saindo do aeroporto em que chegaram, em Honduras (Foto: reprodução/ORLANDO SIERRA/AFP/Getty Images Embed)


Dos 64 imigrantes que retornaram à seus países de origem, 38 foram pra Honduras. Essas pessoas irão aproveitar de um programa governamental chamado “Irmão, Irmã, Volte para Casa”, que inclui um dinheiro extra no valor de US$ 100 para maiores de idade, vouchers de alimentação e também um incentivo para buscar emprego. Os outros 26 imigrantes colombianos também possuem serviços sociais para auxiliá-los.

As medidas de Trump

Desde sua segunda campanha presidencial, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha como sua principal pauta a deportação de imigrantes ilegais no país. Quando assumiu o cargo, começou a pôr em prática as medidas para mandar os imigrantes de volta à suas origens.


Foto de Donald Trump (Foto: reprodução/Nathan Posner/Anadolu/Getty Images Embed)


Uma das medidas foi criar um projeto que apresenta uma escolha aos migrantes: deixar os Estados Unidos de maneira voluntária, contando com apoio e assistência financeira do governo, ou permanecer e sofrer pressão do governo.

Essa pressão está ligada à multas, encarceramento e até expulsão do país. Essas medidas de Trump visam acelerar a expulsão dos imigrantes ilegais, principalmente com um custo inferior ao de voos de deportação normais.

Filha de Donald Trump dá à luz a seu primeiro filho e revela nome do herdeiro

Tiffany Trump, filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu à luz a seu primeiro filho com o empresário Michael Boulos nessa quinta-feira (15). O anúncio foi feito nas redes sociais, onde o casal revelou o nome do bebê: Alexander Trump Boulos.

Filha de Donald Trump anuncia nascimento de Alexander Trump Boulos nas redes sociais

A filha de Trump, Tiffany Trump, de 31 anos, anunciou nessa quinta-feira (15) o nascimento de seu primogênito com o empresário Michael Boulos, de 27 anos. A filha do presidente dos Estados Unidos, Donald , compartilhou a novidade nas redes sociais com uma foto do pezinho do bebê.


O primogênito de Tiffany Trump e seu marido Michael Boulos (Foto: reprodução/Instagram/@tiffanytrump)

Bem-vindo ao mundo nosso doce menino, Alexander Trump Boulos. Nós te amamos além das palavras! Obrigado por entrar em nossas vidas! 15.05.2025”, escreveu Tiffany no Instagram. A avó do bebê, a atriz Marla Maples e ex-esposa de Trump, também comentou na publicação: “Não há alegria maior no mundo! Michael e Tiffany, esta avó ama tanto vocês! Arrasou, minha menina!”.

Anúncio feito durante discurso presidencial

O anúncio da gravidez havia sido feito pelo próprio Donald Trump em outubro de 2024, durante um evento no Detroit Economic Club. Ao avistar o sogro da filha na plateia, o empresário libanês Massad Boulos, Trump compartilhou com o público.

“Ele é pai do marido da Tiffany, Michael, que é um rapaz excepcional, e ela é uma jovem excepcional. Ela vai ter um bebê. Então, isso é ótimo”


Tiffany Trump e seu marido Michael Boulos (Foto: reprodução/Instagram/@tiffanytrump)

Michael Boulos pertence a uma influente família de empresários libaneses com negócios na Nigéria. Ele e Tiffany se conheceram em 2018, em um clube da atriz Lindsay Lohan na ilha de Mykonos, na Grécia. O pedido de casamento aconteceu em janeiro de 2021, um dia antes de Trump deixar a presidência após seu primeiro mandato.

Casamento com inspiração familiar

Na época do noivado, Tiffany celebrou o momento especial com uma declaração

Foi uma honra celebrar muitos marcos e ocasiões históricas com minha família aqui na Casa Branca, nenhuma mais especial do que meu noivado com meu incrível noivo, Michael! Me sentindo abençoada e animada para o próximo capítulo!”.

O casal oficializou a união em novembro de 2022, em uma luxuosa cerimônia em Palm Beach, na Flórida, em uma das propriedades da família Trump. O bolo do casamento chamou atenção por ser inspirado no modelo feito para o casamento de Donald Trump com Marla Maples, com impressionantes 2,13 metros de altura.

Donald Trump anuncia Investimento de 14, 5 bilhões entre Etihad, Boeing e GE durante a vista aos Emirados Árabes

Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (15), em visita oficial a Abu Dhabi, investimento de U$ 14,5 bilhões entre Etihad, Boeing e GE para compra de Aeronaves boeing 787 e 777x produzidas nos EUA equipadas com a marca GE. Os contratos fazem parte de uma ampla estratégia para ampliar os investimentos nos Estados Unidos.

Casa Branca confirma acordos

A casa branca informou investimentos entre a Etihad, Boing e GE de U$ 14,5 bilhões para compra de Aeronaves boeing 787 e 777x fabricadas nos EUA e equipadas de motores GE. Embora Boeing e GE, não fazerem comentários, e, a Etihad não ter respondido, imediatamente, a um pedido de comentário.

“Com a inclusão do 777X de última geração em seu plano de frota, o investimento aprofunda a parceria de longa data na aviação comercial entre os Emirados Árabes Unidos e os EUA, impulsionando a fabricação norte-americana e fomentando as exportações”, disse a Casa Branca.


Donald Trump e Sheikh Zayed (Foto: reprodução/Instagram/@thewhitehouse)

Sobre as empresas envolvidas no acordo

No mês passado, o presidente executivo da Ethiad, Antonoaldo Neves, falou que planejava adicionar de 20 a 22 novos aviões, ainda este ano, com a pretensão de expandir sua frota para mais de 170 aeronaves até 2030 e, com isso, impulsionar a estratégia de diversificação econômica de Abu Dhabi.

A Etihad, antes de Neves assumir o comando, passou por uma reestruturação de vários anos e uma mudança na administração. A empresa pertence ao fundo soberano ADQ de Abu Dhabi, com patrimônio de US$225 bilhões.

Conforme o planejamento, Neves disse que 10 das novas aeronaves deste ano serão Airbus A321LRs – o lançamento foi na segunda-feira – e começarão a operar já em agosto. Sobre as outras aeronaves, inclui seis Airbus A350s e quatro Boeing 787s.

A Boeing, inclusive, fechou seu maior negócio de aviões de fuselagem larga com a Qatar Airways que fez pedidos firmes:  160 jatos e opções de compra de outros 50, no valor de US$96 bilhões, segundo a Casa Branca.

Trump assina acordo com príncipe saudita que garante investimento de US$ 600 Bi

Na última terça-feira (13) o presidente dos Estados Unidos Donald Trump desembarcou na Arábia Saudita em uma viagem motivada pelo interesse saudita em investir na economia americana. A princípio, o montante que será investido será de US$ 600 Bi (aproximadamente R$ 3,36 trilhões) em energia, defesa, mineração e outras áreas por um período de 4 anos.

Recentemente o príncipe da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, declarou seu interesse em investir em território americano, algo que foi confirmado por Donald Trump em entrevista. Os líderes firmaram e assinaram um acordo nesta terça-feira.

O acordo

De acordo com um informativo divulgado pela Casa Branca dos Estados Unidos, o país concorda em vender aos árabes um pacote de armas no valor de US$142 Bi (aproximadamente R$ 796.5 Bi na cotação atual). Este acordo abrange negócios com pouco mais de uma dúzia de empresas de defesa americana, sendo elas de defesa aérea e de mísseis, força aérea e avanços espaciais, segurança marítima e comunicações. A operação é vista como o maior acordo de cooperação em defesa.

Em discurso realizado durante a sessão do Fórum de Investimento EUA-Saudita, o príncipe Mohammed Bin Salman comentou sobre as oportunidades e os próximos passos dos investimentos.

Hoje esperamos oportunidades de investimento no valor de US$600 bilhões, incluindo acordos no valor de US$300 bilhões que foram assinados durante este fórum. Trabalharemos nos próximos meses na segunda fase para concluir os acordos e aumentar o valor para US$1 trilhão.

Em uma visita a um salão de exibição, Trump foi flagrado conversando com Yaser al-Rumayyan, governador do fundo soberano da Arábia Saudita, Amin Nasser, presidente executivo da Aramco e com Khalid A. Al-Falih, atual ministro de investimento saudita.


Vídeos detalham como foi o Fórum de Investimento EUA-Saudita (Vídeo: Reprodução/X/noFrontMilitar)

Relação entre Trump e Mohammed Bin Salman

Em uma reunião com o príncipe herdeiro e governante da Arábia Saudita, Trump cita a relação entre os dois e diz acreditar que realmente gostam um do outro. O presidente ainda o chamou de amigo e disse que os dois têm uma boa relação. Para o presidente, o investimento saudita será a porta para a criação de novos empregos em território americano.

Trump e os líderes empresariais que o acompanham na viagem seguirão de Riad rumo ao Catar na quarta-feira (14), partindo para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira.

China reduz taxas sobre produtos dos EUA e impulsiona relação comercial

O Ministério das Finanças da China anunciou nesta terça-feira (13) que reduzirá as tarifas de importação sobre os produtos dos EUA de 34% para 10% a partir desta quarta-feira (14). Além disso, cancelará a taxa adicional de 91% que havia sido imposta em duas rodadas de medidas ao longo da guerra tarifária. 

O acordo que, a princípio, durará por um período de 90 dias foi anunciado na madrugada desta segunda-feira (12). A decisão é fruto das negociações comerciais que aconteceram no último fim de semana em Genebra, na Suíça, entre os representantes das duas maiores economias do mundo e levaram à trégua temporária da guerra comercial.  

Um comunicado oficial de Pequim diz que “a redução significativa das tarifas bilaterais entre a China e os EUA está alinhada com as expectativas dos produtores e consumidores de ambos os países e favorece as trocas econômicas e comerciais entre a China e os EUA e a economia global”


Representantes chineses e norte-americanos anunciam a trégua comercial de 90 dias (Reprodução/X/@jornal_cultura)

Os Estados Unidos reduzirão as tarifas extras impostas à China de 145% para 30%. 

Em entrevista concedida nesta terça-feira, o presidente Donald Trump disse que conseguia se ver negociando os detalhes finais de um acordo comercial entre os dois países diretamente com o presidente chinês Xi Jinping. 

Trump afirmou que as taxas de importação dos produtos chineses não devem retornar ao índice de 145% ao fim dos três meses de trégua. 

Análise do momento

Especialistas do mercado financeiro receberam muito bem o anúncio do hiato das tarifas recíprocas entre China e EUA. Contudo, economistas e analistas acreditam que o acordo deve ter efeitos ainda limitados para alavancar investimentos e o comércio internacional.

De acordo com o g1, especialistas dizem que a trégua não é uma questão definitiva e pode mudar ao fim dos 90 dias. 

Welber Barral, ex-secretário do comércio exterior e sócio-fundador da BMJ Consultores Associados, diz que “é um prazo relativamente curto”. Barral afirma que, por enquanto, não haverá grandes efeitos nos mercados ou nos negócios; é um período para que China e EUA tentem um acordo mais amplo, que envolva o acesso a mercados e outros temas, além da redução da tarifa propriamente dita. 

Para o diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Leonardo Monoli, a trégua é um teste decisivo para o futuro das relações comerciais entre China e EUA, enquanto o mercado observa os efeitos da decisão na economia do mercado internacional. 

Parece que evitaram o pior cenário, de fracasso nas negociações. Com isso, abrem um caminho para tentar algo positivo.

Leonardo Monoli

Efeitos imediatos da trégua

O mercado financeiro reagiu positivamente ao acordo entre Pequim e Washington e o dólar voltou a ganhar força. Os riscos da economia reduziram após análise dos investidores. 

Os títulos públicos dos EUA, as Treasuries, subiram com otimismo e houve valorização das commodities nas bolsas de valores ao redor do mundo.

André Valério, economista sênior do Inter, avalia que “é um acordo ainda recheado de detalhes a serem explicados, mas já é um avanço considerável e os mercados se mostram bastante aliviados desde o anúncio”

Como a trégua diminui as incertezas acerca do crescimento da economia global, os riscos de uma recessão e de uma estagflação (inflação alta e crescimento econômico baixo) diminuíram bastante. Essa era uma das grandes preocupações do banco central dos EUA (Fed) na última decisão sobre os juros. 

Ao g1, a analista de renda variável da Rico, Bruna Sene, afirma que “o movimento pode ser visto como uma correção do mercado, ajustando os excessos após reagir a uma desaceleração mais pronunciada do dólar”. Para ela, a recuperação da moeda ainda não significa uma retomada mais estrutural, o que leva à cautela dos investidores nas negociações. 

Os analistas ainda observam o desenrolar do acordo definitivo entre China e EUA. Qualquer desavença pode desestabilizar o mercado nos próximos três meses e provocar o aumento da volatilidade dos investimentos. 


Impacto da guerra comercial no mercado de exportação brasileiro (Reprodução/YouTube/Band Jornalismo)

Segundo Hudson Bessa, economista e professor da Fipecafi, o anúncio do acordo melhorou o humor dos empresários e do mercado, mas isso não significa um aumento dos investimentos ou de compras internacionais a longo prazo. 

Do lado da China

De acordo com a InfoMoney, os futuros contratos de minério de ferro atingiram uma máxima em mais de cinco semanas nesta quarta-feira, graças ao acordo entre China e EUA para reduzir as tarifas. A ação aumentou as esperanças de uma solução mais definitiva para a disputa comercial. 

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), da China, fechou o dia com alta de 2,43%, a 737 iuanes (US$ 102,16) a tonelada, o maior valor desde 7 de abril. 

O minério de ferro de referência para junho na Bolsa de Singapura subiu 2,3% para US$101,8 a tonelada, o maior valor desde 3 de abril.