Trump pode estender novamente prazo de venda do TikTok nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a possibilidade de estender novamente o prazo para que a empresa chinesa ByteDance conclua a venda das operações do TikTok no país. O prazo atual vence em 19 de junho e já foi prorrogado duas vezes. A exigência faz parte de uma determinação prevista em lei federal, baseada em alegações de risco à segurança nacional.

Preocupações com segurança e exigências legais

Uma lei dos EUA exige que o TikTok tenha um novo dono no país, que não seja chinês, devido a suspeitas de que a empresa chinesa ByteDance, que controla o aplicativo, possa colocar em risco a privacidade dos 170 milhões de usuários americanos e a segurança dos dados.

O algoritmo do TikTok personaliza o conteúdo exibido a cada usuário com base em seus interesses. O governo dos EUA teme que esse sistema possa ser usado para espalhar desinformação ou coletar dados pessoais, como localização e hábitos dos usuários.

Essa preocupação vem do fato de que, na China, empresas podem ser obrigadas por lei a colaborar com o governo na entrega de dados. Apesar dos investimentos do TikTok em segurança e transparência, e de negar ter compartilhado dados com a China, a desconfiança das autoridades americanas persiste.


TikTok nos EUA e na China (Foto: reprodução/OLIVIER DOULIERY/Getty Images Embed)


Andamento das negociações e possíveis acordos

Havia um plano para transformar o TikTok nos EUA em uma empresa independente, com sede no país e controlada por investidores americanos. Mas as negociações foram interrompidas depois que a China se opôs, especialmente após os EUA anunciarem tarifas mais altas sobre produtos chineses.

Fontes ligadas aos investidores dizem que as negociações continuam e que o prazo vai até 19 de junho. Mas tudo depende de um acordo entre EUA e China, sobre principalmente as tarifas. Trump afirmou que não pretende reduzir as taxas apenas para negociar, mas pode flexibilizá-las como parte de um acordo maior.

Há também divergências políticas internas. Alguns senadores questionam a autoridade de Donald Trump para adiar a lei, como já fez em outras ocasiões, e levantam dúvidas sobre a legalidade do acordo em negociação.

Trump determina tarifa total sobre importação de filmes produzidos fora dos EUA

Durante a noite de domingo (4), Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para anunciar que orientou o Departamento de Comércio e o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) a implementar uma tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros importados pelos EUA.

Segundo ele, a indústria cinematográfica americana estaria em declínio acelerado, com outros países oferecendo vantagens para atrair produções que antes eram feitas em solo americano. Como resposta, Trump afirmou ter autorizado oficialmente o início do processo para estabelecer essa tarifa, com o objetivo de incentivar que os filmes sejam novamente produzidos nos Estados Unidos.

Dificuldades de produção e baixo retorno financeiro

Diversas cidades ao redor do mundo têm atraído produções cinematográficas e televisivas com generosos incentivos fiscais, levando muitos estúdios a deixarem Hollywood em direção a destinos como por exemplo Toronto e Dublin. Em reação a essa fuga de produções, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, propôs um pacote de créditos fiscais para incentivar o retorno das filmagens ao estado.


Postagem de Donald Trump na rede Truth Social (Foto: reprodução/X/eixopolitico)

Apesar de Hollywood não estar em colapso, a indústria enfrenta desafios. A venda de ingressos nos EUA continua em queda desde a pandemia, com menos grandes lançamentos nos cinemas e uma mudança no comportamento do público, que passou a consumir mais conteúdo via streaming. 

A bilheteria doméstica, que chegou a quase US$ 12 bilhões em 2018, despencou para pouco mais de US$ 2 bilhões em 2020 e, desde então, não conseguiu ultrapassar a marca de US$ 9 bilhões anuais, com o número de estreias ainda bem abaixo dos níveis pré-pandemia.

Serviços de Streaming

Embora os principais serviços de streaming sejam, em sua maioria, dos grandes estúdios de Hollywood, poucos conseguiram se tornar lucrativos até agora. A Netflix é uma exceção e há pouco tempo o Disney+ e o Max também começaram a registrar lucro.

No entanto, vários outros streamings ainda operam no vermelho. E medidas como tarifas ou restrições comerciais sobre produções estrangeiras podem, na prática, acabar complicando ainda mais a atuação dos próprios estúdios americanos no mercado global.

Zelensky comemora acordo com EUA sobre terras raras

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, utilizou suas redes sociais na data de ontem, quinta-feira (01), para comemorar o acordo firmado entre a Ucrânia e o governo de Donald Trump. O pacto celebrado envolve a exploração de “Terras Raras”, ajuda financeira e apoio militar.

Zelensky  informou que o acordo está à espera de ratificação por parte do parlamento ucraniano, Verkhovna Rada, composto por 450 deputados e, garantirá que não haja atrasos para entrar em vigor o quanto antes. 

O mandatário ainda informa que, durante o processo de negociações, iniciado em fevereiro deste ano (2025), as cláusulas vigentes mudaram significativamente. Conforme o presidente ucraniano, “este é um acordo verdadeiramente igualitário que cria uma oportunidade para investimentos na Ucrânia”. 

Em seu discurso, Zelensky comemora que o Fundo Financeiro de Recuperação será realizado sem pendência de dívidas. E que tanto a Ucrânia quanto os EUA tendem a ganhar com esta parceria. 


Pronunciamento do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre o acordo firmado com os EUA (Vídeo: reprodução/Instagram/@zelenskyy_official)


Volodymyr Zelensky aproveitou a oportunidade para agradecer aos representantes ucranianos pelo empenho empregado para que o acordo fosse aceito. 

Reunião no Vaticano

A reunião que pôs fim a meses de espera para assinatura do acordo entre EUA e Ucrânia, ocorreu durante o funeral do Papa Francisco, em 26 de abril (2025). Segundo Zelensky, o encontro com o presidente Donald Trump no Vaticano foi fundamental para que as negociações avançassem.


Reunião entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump, Vaticano, Roma (Foto: reprodução/X/@@ZelenskyyUa)

Ainda, conforme Zelensky, a assinatura do acordo para exploração de “Terras Raras” tornou-se viável naquele momento, classificado como “histórico” e que outros resultados, decorrentes deste encontro, estão em andamento. 

Sanções à Rússia

Algumas das regiões denominadas como “Terras Raras” ucranianas, encontram-se em áreas sob controle da Rússia. Frutos da atuação russa na guerra contra a Ucrânia em curso desde 2022. Estima-se que, atualmente, o governo de Vladimir Putin detém 18% do leste da Ucrânia.

Cidades fronteiriças com a Rússia, como Donetsk, Zaporíjia, Kherson, Luhansk, Mariupol, além da Crimeia, são dominadas pelo exército de Putin e possuem minerais raros a serem explorados. 


Mina de grafite, Zavallya, Ucrânia (Foto: reprodução/Olena Koloda/Getty Images Embed)


Com o acordo firmado entre EUA e Ucrânia na data de ontem, quinta-feira (01), essas áreas serão disputadas entre os países envolvidos. Algumas já estão sob sanções econômicas internacionais e novas sanções serão postas em prática. 

Após a assinatura do acordo com os EUA, Volodymyr Zelensky anunciou novas sanções as empresas sediadas nestes territórios. Em sua fala, o presidente ucraniano informa que tais sanções serão contra a Rússia, em decorrência da guerra e que, serão sincronizadas com as sanções mundiais já em curso. 

A lista de sanções inclui: 36 empresas, produtora de titânio, que atendem à produção militar russa; 106 entidades localizadas na Crimeia, Donetsk e Luhansk, envolvidas na ocupação russa e mais dezenas de civis, alguns ucranianos que, segundo Zelensky são propagadores de informações prejudiciais à Ucrânia. 

Até o momento, não houve manifestação por parte do governo de Vladimir Putin, presidente russo, sob quais providências serão tomadas referente aos últimos acontecimentos. 

EUA e Ucrânia firmam acordo estratégico para exploração de “Terras Raras”

Representantes dos EUA e da Ucrânia assinaram na data de ontem, quarta-feira (30), um acordo de parceria bilateral referente à exploração de “Terras Raras” ucranianas. Com duração de dez anos, o pacto visa a reconstrução do país do leste europeu, prejudicado pela guerra contra a Rússia, em curso desde 2022. 

 A assinatura do ato era uma condição exigida pelo presidente americano Donald Trump ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenski, desde fevereiro deste ano (2025), em troca de apoio financeiro-militar. Na ocasião, o encontro realizado no salão oval da Casa Branca foi encerrado devido a conflito de interesses entre as partes. 

Segundo autoridades ucranianas, o acordo pode ser assinado após passar por consideráveis ajustes, uma vez que, o acordo inicial era visto como unilateral, favorecendo principalmente os EUA. Desta vez, segundo o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, o pacto firmado favorece ambas as partes.

Repercussão

Desde sua assinatura, o acordo está sendo amplamente divulgado. Nas redes sociais, tanto o governo de Donald Trump quanto de Volodymyr Zelensky comentaram sobre o assunto. 

A Ministra da Economia ucraniana, Yulia Svyrydenko, em uma sequência de postagens, detalhou os termos do acordo firmado, declarando que a parceria não tira o controle das “Terras Raras” da Ucrânia.


Publicação inicial sobre o acordo entre EUA e Ucrânia feita por Yulia Svyrydenko (Foto: reprodução/X/2@Svyrydenko_Y|)

Pelo lado americano, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, analisou a parceria como histórica e essencial para acelerar a recuperação econômica ucraniana.


https://twitter.com/BessentSco42680/status/1917718468725555315
Publicação do Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, relacionada ao acordo firmado (Foto: reprodução/X/@BessentSco42680)

Além das autoridades diretamente envolvidas na assinatura do ato, diversos integrantes dos governos americano e ucraniano celebraram a assinatura do acordo, que, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, “sinaliza o comprometimento do governo Trump com uma Ucrânia livre, soberana e próspera”.

Termos do acordo 

O principal pacto firmado pelo acordo é a criação de um Fundo de Investimento entre os dois países, o qual atrai investimentos multilaterais para a Ucrânia. Fortalecendo a economia, alavancando a criação de empregos e a cadeia de suprimentos. 

O fundo está na média de 50/50, será gerido pelos dois países igualitariamente e ambos determinarão onde investir e como investir, sem voto dominante. 

Um segundo ponto muito comentado é sobre o controle referente às “Terras Raras”. De acordo com Yulia Svyrydenko, a soberania ucraniana não será afetada, uma vez que todos os recursos territoriais continuarão sob o domínio do país. 

Referente ao que e onde extrair, Svyrydenko enfatiza que será determinado exclusivamente pela Ucrânia e está “claramente estabelecido” no pacto. 

Dois outros pontos, não menos importantes estabelecidos, referem-se às empresas estatais ucranianas, que permanecerão sob domínio e supervisão do governo do país, e a adesão da Ucrânia à União Europeia, que não foi contemplada no acordo. Deixando a cargo ucraniano aderir ou não à organização


Scott Bessen, Secretário do Tesouro dos EUA e Yulia Svyrydenko, Ministra da Economia da Ucrânia, assinando o acordo firmado entre os dois países. (Foto: reprodução/X/@USTreasury)


A divulgação dos termos do acordo é, em tese, importante para tranquilizar autoridades mundiais, organizações multilaterais, mercado financeiro e instituições públicas e privadas.  Uma vez que, entendia que ao firmar um pacto com os EUA sobre suas “Terras Raras”, a Ucrânia perderia o controle de uma parte considerável de seu território.

Terras raras

As “Terras Raras” ucranianas são áreas produtoras de elementos utilizados nas produção de computadores e smartphones, além de equipamentos médicos. São denominadas de “Terras raras”, pois os elementos encontrados nessas áreas são difíceis de serem encontrados na natureza, em geral. 

A Ucrânia possui 5% de toda a reserva de materiais raros existentes no mundo, classificados pela União Europeia. Dos 30 elementos classificados como raros, os ucranianos possuem 21 deles.

Entre os minerais encontrados nas “Terras Raras” estão o ítrio, utilizados na produção de displays de televisores, supercondutores e ligas metálicas. O samário, componente importante na  produção de motores elétricos e dispositivos eletrônicos. O disprósio, utilizado para produzir componentes de reatores nucleares. O túlio, voltado para produtos médicos. O lutécio, aumentando a resistência e a durabilidade de ligas metálicas. 

Além dos minerais mencionados acima, as “Terras Raras” também possuem lítio, utilizado na produção de dispositivos eletrônicos e veículos elétricos. E, segundo o governo de Volodymyr Zelenski, a Ucrânia possui por volta de 450 mil toneladas desse mineral. 

 O titânio, outro mineral raro,  utilizado na área mecânica, na construção de motores de aeronaves e foguetes, também é altamente cobiçado pelas grandes potências mundiais. 

De acordo com estudos realizados pelo ISW (Instituto de Estudo da Guerra) os territórios ucranianos onde estão concentrados a maioria dos minerais raros, estão sob domínio ou invasão russa. 

Na imagem abaixo, são as áreas sinalizadas em vermelho.


Áreas de cidades ucranianas sob controle russo – 30 de abril de 2025 (Foto: reprodução/ISW)

O acordo firmado entre EUA e Ucrânia, para exploração desses territórios por parte do governo americano, em partes, retira a dependência dos EUA de países asiáticos, uma vez que a guerra comercial entre EUA e China não tem previsão de término momentânea. 

Os próximos passos e desdobramentos da assinatura deste acordo e como a Rússia se portará diante dele, serão conhecidos nos próximos dias, fazendo com que as atenções mundiais se voltem a esta questão.

Agentes de Trump prendem imigrantes ilegais em suas casas, em Chicago

Agentes do Serviço de Imigração e do Controle de Alfândega (ICE) estão indo de porta em porta para prender imigrantes ilegais na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. A ação, que teve início no domingo (26), é resultado de uma operação nacional do governo Trump, que envolve também outras agências federais da cidade.

De acordo com Tom Homan, responsável pelo controle de imigração da Casa Branca, em entrevista à CNN, a operação realizada na cidade é voltada para criminosos. Homan citou, como exemplo, integrantes de gangues venezuelanas. 


Agentes de Trump realizam operações em Chicago (Vídeo: reprodução/ Youtube/ Folha de SP)

Em nota, a agência federal comunicou que as prisões realizadas foram feitas para cumprir a lei de imigração dos EUA e para preservar a segurança nacional. As operações também contaram com a cooperação do FBI; do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF); da agência antinarcóticos (DEA) e do Serviço de Delegados dos EUA.

Políticas anti-imigração de Donald Trump 

As operações registradas no estado de Illinois fazem parte das políticas anti-imigração do governo do republicano. Donald Trump, que está no seu mandato há uma semana, começou a aplicar as ações desde o primeiro dia em que tomou posse do cargo executivo. 

As ações se estenderam também para os estados da Geórgia, da Califórnia e do Texas. Em Austin, a Administração de Repressão às Drogas declarou estar ajudando o Departamento de Segurança Interna, no cumprimento da aplicação da lei de imigração dos EUA. Segundo o balanço diário do ICE, no domingo, foram registradas 2.373 prisões.

Brasileiros deportados 

A deportação dos imigrantes em situação ilegal nos EUA foi iniciada na sexta-feira (24). Entre os grupos expulsos do país, 88 brasileiros também foram deportados. Eles chegaram em Manaus na última sexta-feira com algemas nas mãos e nos pés.

Os brasileiros relataram casos de violência e humilhação por agentes de imigração, durante voo de volta para o Brasil. De acordo com a Polícia Federal, o uso de algemas faz parte do protocolo padrão da imigração americana em voos com deportados. O Itamaraty se pronunciou e afirmou que cobrará explicações ao governo americano, pela situação dos brasileiros deportados ao chegarem no Brasil.



EUA prende mais de 100 imigrantes em boate

Imigrantes foram presos pelas autoridades americanas na boate, em Colorado Spring, neste domingo, (27). A ação é conforme a atitude política determinada pelo Presidente Donald Trump.

Foi a maior operação para restringir os estrangeiros ilegais nos Estados Unidos, e conforme a Administração Antidrogas dos EUA (DEA), sigla em inglês, foram presos 114 imigrantes. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

Procuradora informa prisão de imigrantes ilegais

Embora a prisão tenha ocorrido na boate subterrânea, não há informação específica sobre a origem dos estrangeiros.

“Esta manhã, ( o DEA) prendeu mais de 100 estrangeiros ilegais em uma boate subterrânea frequentada por terroristas da Tda e MS-13″, disse a procuradora-geral dos EUA. Pam Bondi, no X.

“Cocaína, metanfetamina e cocaína rosa foram apreendidas e duas pessoas foram presas com mandados existentes”, acrescentou Bondi.


Operação que prendeu imigrantes (Vídeo: reprodução/X/@DEAROCKYMTNDiv)


Ocupantes já haviam sido informados pela DEA

Vários avisos já tinham sido comunicados aos ocupantes da boate subterrânea pela Dea. Já que o presidente Donald Trump garantiu expulsar os imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Na boate, havia cerca de 200 pessoas, sendo 114, ilegais. A Dea informou ainda que eles foram colocados no ônibus para processamento e com chances reais de deportação.

Sobre imigração

Desde que o presidente Donald Trump assumiu em 20 de janeiro, as agências intensificaram as ações de fiscalização para acabar com a presença de estrangeiros irregulares nos Estados Unidos.
Um dia antes dessa operação, foram presas 800 pessoas que estavam em condições ilegais no país. Conforme informou o Departamento de Imigração dos EUA, agências e autoridades estaduais da Flórida.

A imigração é um fenômeno demográfico. Ao entrar em outro país que não é o seu de origem. Nos EUA, muitas pessoas entram visando ficar por tempo indeterminado e se estabelecer financeiramente.
E uma das áreas mais vigiadas do mundo é ao sul do México, por onde os estrangeiros entram fazendo a travessia ilegal por um rio.

Implante contraceptivo masculino mostra resultados promissores em testes australianos

Um novo método contraceptivo masculino, chamado de Adam, apresentou eficácia de pelo menos 24 meses nos primeiros testes clínicos em humanos, que é a fase número 1 de testes, realizados na Austrália. A informação foi divulgada pela Contraline, empresa de biotecnologia que desenvolveu o produto.

O Adam é composto por um hidrogel à base de água que é inserido nos ductos deferentes, que são os canais responsáveis por transportar o esperma. A aplicação é considerada pouco invasiva, leva aproximadamente dez minutos e é feita com anestesia local.

O hidrogel atua como uma barreira física, bloqueando a passagem dos espermatozoides e resultando em azoospermia, ou seja, a ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado.  

Estudos primários

Os primeiros testes envolveram 25 voluntários, dois participantes alcançaram 24 meses de azoospermia, mesmo partindo de uma alta contagem de espermatozoides no início do estudo.


Medicamento Adam ainda em fase de testes (Foto: reprodução/Contraline)

Segundo a Contraline, não houve registro de efeitos contrários graves associados ao implante durante o período de acompanhamento. Os efeitos colaterais observados foram semelhantes aos que costumam ocorrer em procedimentos como a vasectomia sem bisturi.

A Contraline destaca que o hidrogel foi desenvolvido para se degradar naturalmente no organismo após certo tempo, possibilitando a recuperação da fertilidade e oferecendo uma alternativa reversível aos preservativos e à vasectomia.

Futuro do medicamento

Em dados foram divulgados no sábado (26) durante a reunião anual da Associação Americana de Urologia, a Contraline informou ainda que obteve autorização regulamentada na Austrália para dar início à fase 2 dos testes clínicos, prevista para começar no terceiro trimestre de 2025, com a participação de 30 a 50 voluntários.

O Adam continua sendo definido como um experimento e ainda não recebeu aprovação para uso comercial de agências regulatórias, como a FDA, que supervisiona medicamentos e alimentos nos EUA.

Especialistas ressaltam que são necessários estudos adicionais para confirmar a segurança e principalmente a capacidade de reversão do implante.

Negociações comerciais com EUA são negadas pela China

O porta-voz do governo chinês, He Yadong, informou nesta quinta-feira (24) por meio de uma coletiva de imprensa, que não há acordos entre EUA e China relacionados à política tarifária de Donald Trump

Segundo Yadong as alegações do presidente americano em relação ao assunto, são inverídicas e pediu para o presidente Trump “ouvir as vozes racionais” ecoadas pela comunidade internacional. 

 He Yadong, funcionário do Ministério do Comércio, ressalta ainda, que a questão começará a ser resolvida quando os EUA suspender as tarifas impostas à China de forma unilateral. 

Negociações estagnadas 

Anteriormente o Ministério do Comércio da China, através de suas redes sociais, declarou que “para desatar um nó, ninguém é mais adequado do que aquele que o amarrou”, fazendo uma alusão de que foi o próprio governo americano o causador dessa situação.

Em uma sequência de publicações, o MOFCOM responde ao governo americano, informando que a China está aberta ao diálogo e que não houve negociações entre os países. 


Resposta do Ministério do Comércio da China ao governo Trump (Foto: reprodução/X/@MOFCOM_China)

Apesar do presidente Donald Trump alegar na data de ontem, quarta-feira (23) de que mantinha diálogos diários com o governo de Xi Jinping em busca de resolver o conflito tarifário entre os dois países, essa nova declaração chinesa aumenta as tensões econômicas em escala global, desestabilizando o mercado financeiro. 

Abertura comercial da China 

Enquanto não há um posicionamento definitivo sobre as políticas tarifárias impostas pelos EUA e como será resolvido o conflito com o país asiático,  o presidente chinês, Xi Jinping realiza acordos comerciais com diversos países. Seja na China ou diretamente em visita aos parceiros comerciais. 


Presidente chinês Xi Jinping em acordo comercial com o presidente queniano William Ruto e suas respectivas esposas (Foto: reprodução/Instagram/@maoning_mfa)


Recentemente, a fim de atrair investidores estrangeiros, a Agência Reguladora de Planejamento Estatal da China diminuiu o número de empresas restritas a atuar no país. A medida visa alavancar a economia nacional gerando renda e empregos ao povo chinês. 

Por meio de sua “Iniciativa Cinturão e Rota” o país asiático vem investindo bilhões de dólares em países em desenvolvimento, especialmente no Sul Global, a fim de expandir sua influência nesses países e, fortalecer acordos bilaterais e multilaterais. 

Trump afirma manter contato diário com a China em meio a tensões internacionais

O presidente americano Donald Trump, em entrevista a jornalistas na Casa Branca, na última quarta-feira (23), informou que seu contato com autoridades chinesas é diário e que mantém uma boa relação com o país asiático. 

A declaração de Trump ocorre em meio à guerra comercial deflagrada pelo governo americano após as tarifas impostas a dezenas de países em todos os continentes serem anunciadas. As taxas variam de 10% a 245%, sobre a importação de produtos diversos. 

No caso da China, a tarifa inicial era de 34%. Em meio às retaliações tarifárias entre EUA e China, atualmente as taxas impostas aos chineses pelos americanos podem chegar a até, 245%.

De acordo com um documento explicativo divulgado pelo Governo Trump recentemente, o aumento da taxa ao país asiático ocorre devido à soma tarifária aplicada pelos EUA à China. No caso, são 125% de tarifa recíproca, 20% relacionado à crise do fentanil e uma tarifa que varia de 7,5% a 100% sobre determinados produtos, relacionados à Seção 301  da Lei de Comércio Americana.

Apesar das conversas diárias com o governo de Xi Jinping, Donald Trump diz que as tarifas serão reduzidas, mas que não chegarão a zero e que, apesar de manter uma boa relação com o líder chinês, entende que a China possui um comércio “muito unilateral”. Ainda assim, espera chegar a um acordo ou definir um preço em breve. 

Respeito mútuo 

Apesar das declarações do presidente Donald Trump de que mantém conversas amistosas com o presidente chinês Xi Jinping diariamente, Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, vê a guerra tarifária entre os dois países com preocupação. 

Em declaração aberta, na data de ontem, quarta-feira (23), Bessent ressaltou que “America First” não significa “América sozinha ou isolada” e fez um apelo ao respeito e colaboração comercial entre os países. 

Ainda, segundo  Bessent, a China precisa mudar e sabe disso. Informando que os EUA estão dispostos a ajudar pois é necessário reequilíbrio. 


Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA em declaração no IIF (Vídeo: reprodução/X/@SecScottBessent)

Além de Bessent, Jerome Powell, presidente do Banco Central Americano (FED), também avalia que as políticas tarifárias de Donald Trump precisam de equilíbrio para não sobrecarregar o sistema financeiro do país. 

Resposta chinesa

 Enquanto os EUA estão otimistas com um possível acordo comercial e tarifário com a China, Lin Jian, Vice-diretor do Departamento de Informação do Ministério de Relações Exteriores da China, declarou em suas redes sociais que o Governo Trump estão “empurram as relações internacionais de volta para a lei da selva”. 

Para Jian, os EUA violam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) ao utilizar “tarifas como armas” e que a China, “não busca apenas os seus interesses”, mas  “as regras do sistema internacional”.  


Publicação de Lin Jian sobre a política tarifária de Donald Trump (Foto: reprodução/X/@SpoxCHN_LinJian)

Em outra publicação, Lin Jian, declara que os EUA perderam o apoio popular, isolando-se da comunidade internacional e que os países precisam se unir para defender o multilateralismo e as boas relações comerciais. 

Em meio a guerra comercial entre EUA e China, o presidente Xi Jinping anunciou a flexibilização tarifária à investidores estrangeiros de diversos setores visando o fortalecimento do comércio interno e do setor industrial chinês.

Jeremy Renner lança livro e relembra acidente quase fatal

O ator Jeremy Renner, de 54 anos, revelou detalhes sobre o grave acidente sofrido em 1º de janeiro de 2023, nos Estados Unidos, quando foi atropelado por seu próprio limpa-neve de 6,3 toneladas. O episódio quase lhe custou a vida e é agora narrado em seu livro de memórias intitulado My Next Breath (em tradução livre, Meu Próximo Suspiro), com lançamento previsto para 29 de abril.

A obra foi escrita como forma de cura emocional e traz lembranças marcantes do momento em que o astro de Os Vingadores teve mais de 35 ossos quebrados.

Durante o acidente, Renner tentava impedir que o veículo atingisse seu sobrinho de 27 anos. A atitude heroica resultou em sérios ferimentos, incluindo uma lesão na cabeça tão intensa que, segundo ele, foi possível ver seu olho esquerdo com o olho direito. Apesar da gravidade, o ator sobreviveu e hoje compartilha sua história de superação com o público.

Livro é usado como ferramenta de recomeço

Segundo Jeremy Renner, escrever My Next Breath foi um processo catártico. A reconstituição dos fatos e dos sentimentos enfrentados ao longo da recuperação foi descrita como intensa, mas necessária. Ele afirma que a obra representa não apenas uma narrativa pessoal, mas também um símbolo de força e transformação.


Livro My Next Breath de Jeremy Renner (Foto: reprodução/Instagram/@jeremyrenner)


Além das dores físicas, o ator destaca as marcas emocionais deixadas pelo acidente. A relação com sua filha, Ava, de 12 anos, teve papel fundamental em sua reabilitação. “Você tem que ser meus braços e minhas pernas”, teria dito à menina, ao pedir que ela o ajudasse durante o tratamento.

Renner busca curar a si e aos outros

O livro também aborda a preocupação de Jeremy com os impactos causados ao seu sobrinho. O ator acredita que, ao melhorar, pode ajudar o jovem a lidar com o trauma vivido. “Se eu o curar, ele me cura. É uma coisa linda”, disse em entrevista à People. A força de Renner e seu desejo de transformação se refletem ao longo de todo o livro, que deve atrair tanto os fãs quanto leitores em busca de histórias inspiradoras de superação.


Jeremy Renner foi gravemente por um limpa-neves em janeiro de 2023
(Foto: reprodução/YouTube/ABC News)

My Next Breath se junta a outras obras de memórias que retratam eventos extremos, oferecendo uma perspectiva íntima sobre os desafios físicos e emocionais enfrentados por uma celebridade após um acidente de grandes proporções.