STF abre exposição sobre o golpe de 8 de janeiro em programação especial

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma programação especial nesta quinta-feira (8), marcando os três anos dos ataques contra a democracia do dia 8 de janeiro de 2023, quando os prédios dos três Poderes da República foram vandalizados.

Hoje ocorreu a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, parte dos atos promovidos pelo STF desde que o ato antidemocrático ocorreu, a fim de fortalecer o compromisso do Brasil com a democracia, principalmente após os anos de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de estado.

O golpe de 8 de janeiro

De 2018 a 2022, o cenário político e social no Brasil passou por uma mudança tão desproporcional que preocupa a todos, visto que hoje as pessoas deixam de ouvir uns aos outros por cogitar seu posicionamento político, até mesmo desejando e justificando que atrocidades deveriam acontecer ou ter acontecido por votarem em determinada pessoa, ao invés de outra.

Esse fato e problema social foi mencionado por Fachin na abertura da exposição, ao afirmar que o ato do 8 de janeiro foi premeditado e pautado pela negação de diálogo; em outras palavras, o afastamento social e a reclusão em uma bolha fez com que um grupo de pessoas decidisse que ir até o local dos Três Poderes da República e depredar tudo o que vissem pela frente, seria o melhor modo de “mostrar a verdade” e “recuperar a democracia”.


Fachin fala sobre as ações do golpe de 8 de janeiro (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)


O presidente da Corte elogiou também o trabalho do ministro Alexandre de Moraes ao conduzir as investigações do golpe antidemocrático, mantendo-se firme em seu ofício, ainda que tivesse que sacrificar questões familiares e pessoais. Os trabalhos de Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, e do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, também foram mencionados e exaltados por Fachin, sendo esse último indicado para entrar no Supremo após o anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barros.

Retorno dos julgamentos do 8 de janeiro

Com a volta pós-recesso em fevereiro, o tribunal retornará com os julgamentos referente à invasão e vandalismo que ocorreu na sede dos Três Poderes. Ao todo, 1.734 processos foram abertos sobre os atos de 8 de janeiro, com crimes como golpe de Estado, dano ao patrimônio, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito tendo sido apontados.

Até o momento, 1.399 réus foram responsabilizados pelo Supremo Tribunal Federal, estando 179 presos, fora 810 condenações de acusados por participação nos crimes, e houve aval para 564 acordos de não-persecução penal (reparação de danos, prestação de serviços à comunidade ou pagamento de multa ao invés de estabelecer um processo criminal).

Estão em fase final 346 ações penais, além de 98 denúncias realizadas pela Procuradoria-Geral durante a etapa de defesa prévia, em sua maioria devido financiadores das ações ilegais.

Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à sede da Polícia Federal para cumprir pena

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) e retornou à sede da Polícia Federal, em Brasília, onde segue cumprindo pena determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele estava internado há cerca de nove dias em um hospital particular da capital federal, após apresentar complicações de saúde que exigiram acompanhamento médico e procedimentos clínicos. A liberação ocorreu após avaliação da equipe médica responsável, que considerou o quadro estável.

A internação aconteceu enquanto Bolsonaro já se encontrava sob custódia da Justiça. Segundo informações divulgadas por fontes oficiais, o ex-presidente deu entrada no hospital com sintomas relacionados a problemas gastrointestinais, que se agravaram nos dias anteriores à internação. Durante o período, ele permaneceu sob escolta da Polícia Federal, seguindo os protocolos de segurança adotados para pessoas privadas de liberdade em tratamento médico fora do sistema prisional.

Internação e acompanhamento médico

De acordo com boletins médicos divulgados ao longo da semana, Bolsonaro passou por exames clínicos e procedimentos para estabilizar o quadro de saúde. Entre as intervenções realizadas, esteve uma cirurgia considerada de média complexidade, além de acompanhamento contínuo para controle de dores e prevenção de complicações.

A equipe médica avaliou que, apesar da necessidade de cuidados, o estado de saúde do ex-presidente evoluiu de forma satisfatória, permitindo a alta hospitalar. A decisão levou em consideração não apenas o quadro clínico, mas também a possibilidade de continuidade do acompanhamento médico dentro da estrutura disponibilizada pela Polícia Federal.

Pedido de prisão domiciliar foi negado

Durante o período de internação, a defesa de Bolsonaro entrou com um pedido de conversão da pena para prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente necessitava de cuidados médicos contínuos e que o ambiente hospitalar seria o mais adequado para sua recuperação.

O pedido, no entanto, foi analisado e negado pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Na decisão, o magistrado considerou que, apesar da condição de saúde, não havia elementos suficientes que justificassem a substituição do regime de cumprimento da pena. O entendimento foi de que a estrutura disponível na sede da Polícia Federal é capaz de garantir o acompanhamento médico necessário, sem comprometer a segurança ou o cumprimento das determinações judiciais.

Retorno à custódia da Polícia Federal

Após receber alta, Bolsonaro deixou o hospital sob escolta e foi reconduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O deslocamento ocorreu de forma reservada, sem a presença de apoiadores ou manifestações nas imediações.

A Polícia Federal informou que o ex-presidente continuará sendo monitorado e que qualquer nova necessidade médica será avaliada conforme os protocolos estabelecidos. A instituição reforçou que o cumprimento da pena segue dentro dos parâmetros legais e sob supervisão constante.



Repercussão política e institucional

A notícia da alta hospitalar e do retorno de Bolsonaro à custódia repercutiu entre aliados e opositores. Parlamentares ligados ao ex-presidente manifestaram críticas à decisão do Supremo, reiterando argumentos sobre a condição de saúde do ex-mandatário. Já representantes de outros partidos defenderam a atuação das instituições e ressaltaram a importância do cumprimento das decisões judiciais.

Especialistas em direito constitucional avaliam que o caso reforça a autonomia do Judiciário na condução de processos envolvendo autoridades públicas, mesmo diante de pressões políticas e repercussão nacional. Para analistas, a situação também evidencia o desafio de equilibrar garantias individuais com o interesse público e o respeito às decisões judiciais.

Situação segue sob monitoramento

Segundo informações oficiais, o estado de saúde de Jair Bolsonaro é considerado estável, e não há, até o momento, previsão de novas intervenções médicas. A defesa informou que continuará acompanhando o quadro clínico e poderá apresentar novos pedidos à Justiça caso haja mudanças significativas no estado de saúde do ex-presidente.

Enquanto isso, Bolsonaro segue cumprindo pena na sede da Polícia Federal, sob monitoramento contínuo, em um dos capítulos mais recentes e sensíveis da relação entre o ex-chefe do Executivo e o sistema de Justiça brasileiro.

Réveillon do ex-presidente Bolsonaro será em hospital de Brasília

Nesta terça-feira (30), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro precisou retornar ao centro cirúrgico para mais um procedimento relacionado à crise de soluços persistentes. O procedimento consiste em um reforço no bloqueio do nervo frênico.

Bolsonaro deve passar o Réveillon no Hospital DF Star, em Brasília, onde está internado desde a véspera do Natal,  na quarta-feira (24), onde passou por uma cirurgia de correção de uma hérnia inguinal bilateral.

Por decisão judicial que permitiu ao ex-mandatário sair da cadeia para passar por uma cirurgia, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente foi condenado a vinte e sete anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

 Em coletiva realizada no sábado (27), a equipe médica chefiada pelo doutor Cláudio Birolini, no Hospital DF Star, em Brasília, explicou a situação de saúde de Jair Bolsonaro e não descartou possíveis futuras cirurgias para o ex-presidente. Com isso, Bolsonaro pode passar tanto o Natal quanto o Réveillon internado no hospital se recuperando desses procedimentos. 

Natal e réveillon no hospital para Jair Bolsonaro

Como dito anteriormente, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, na quarta-feira (24), para a preparação de uma cirurgia de correção de uma hérnia inguinal bilateral, realizada na quinta-feira (25), dia do Natal. Segundo o médico Cláudio Birolini, o procedimento ocorreu bem e sem intercorrências.

No sábado (27), a equipe médica realizou outro procedimento para tratar os soluços persistentes do ex-presidente, com um bloqueio do nervo frênico no lado direito.


Post da equipe médica informando o estado de saúde Bolsonaro e que ele ficaria até após o réveillon no hospital (Vídeo: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)


Já na segunda-feira (29), Jair Bolsonaro passou por um novo procedimento de bloqueio do nervo frênico, desta vez no lado esquerdo, na tentativa de controlar as crises de soluço que ainda persistiam. No mesmo dia, foi avaliada a realização de uma endoscopia digestiva alta para os dias seguintes, antes do Réveillon.

O médico Cláudio Birolini também afirmou que Bolsonaro tem apresentado episódios de apneia do sono. A previsão inicial seria liberar o presidente no dia primeiro de 2026. No entanto, com a persistência dos soluços, não há uma previsão exata para quando ele será liberado para retornar à prisão.

Atual situação de Jair Bolsonaro

Nesta terça-feira (30), Michelle Bolsonaro publicou nos stories de suas redes sociais sobre o estado de saúde de seu marido, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Na publicação, ela informou que Bolsonaro apresentou um quadro de soluços persistentes por volta das 10h da manhã, que não cessaram até aproximadamente 14h40 da tarde. Diante disso, a equipe médica do Hospital DF Star, em Brasília, comandada pelo médico Cláudio Birolini, optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico para tentar controlar os soluços. 


Print de rede social de Michelle Bolsonaro (Foto: reprodução/Instagram/@michellebolsonaro)


Para concluir, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sofrido diversas consequências de saúde em decorrência da facada sofrida em 2018. A partir de abril de 2025, ele foi hospitalizado várias vezes para tratar dores abdominais, obstrução intestinal, hérnia inguinal bilateral, acompanhamento clínico de pressão arterial e crises de soluços persistentes.

O ex-presidente deve passar o Réveillon internado em observação e, caso a crise de soluços seja controlada, deve ser liberado para retornar à prisão da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, no dia 1º ou 2 de janeiro de 2026.

Bolsonaro é internado em hospital para realizar cirurgia de hérnia

Jair Bolsonaro (PL), deixou a Superintendência da PF em Brasília nesta quarta-feira (24), véspera de natal, e foi internado no Hospital DF Star, que fica a cerca de 5 a 7 minutos da Superintendência, para realizar uma cirurgia para hérnia inguinal bilateral.

O ex-presidente é internado após autorização do STF e do ministro Alexandre de Moraes para deixar a sede da Polícia Federal, onde está preso atualmente. Bolsonaro deixou a sede da PF por volta das 9h30, e chegou ao hospital em cerca de cinco minutos. Esta é a primeira vez em 32 dias que o mesmo deixa a prisão.

Internação e cirurgia

A cirurgia interventiva de hérnia inguinal bilateral será a oitava cirurgia de Jair. A expectativa é de que a equipe médica chegue a Brasília nesta quarta-feira (24), o procedimento cirúrgico irá ocorrer no dia do natal (25).


PF levando Jair Bolsonaro ao hospital DF Star em Brasília (Foto: Reprodução/SERGIO LIMA/Getty Images Embed )


Em entrevista à CNN, o cirurgião Cláudio Birolini e a equipe médica responsável pela cirurgia de Bolsonaro, estimam ao menos uma semana de internação após a cirurgia. O procedimento cirúrgico é considerado seguro, de baixo risco, com recuperação rápida e geralmente costuma durar cerca de três horas.

Determinações de segurança

Alexandre de Moraes detalhou as determinações de segurança e como será cada etapa da internação do ex-presidente. 

  • Estabeleceu que a transferência de Bolsonaro para o hospital deveria ocorrer sem aparição pública e de maneira discreta, com desembarque feito pelas garagens do hospital.
  • Determinou segurança e fiscalização 24 horas por dia, com no mínimo dois policiais federais posicionados na porta do quarto, contando também com equipes dentro e fora do hospital.
  • Moraes proibiu a entrada de telefones celulares, computadores e quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto onde Bolsonaro está instalado, exceto, claro, os equipamentos médicos. 
  • O ministro autorizou que Michelle Bolsonaro (PL) acompanhe Jair Bolsonaro. Os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro também pediram para ser acompanhantes do pai, mas o pedido foi negado por Moraes. Os filhos podem recorrer a visitas mediante prévia autorização judicial.

Flávio Bolsonaro visita ex-presidente na prisão e fala sobre estado de saúde do pai

Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, nesta terça-feira (16), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o pai está “bem, sem soluços e até mais animado”. Jair Bolsonaro segue cumprindo pena no local após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Na segunda-feira (15), os advogados de Jair Bolsonaro solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes autorização para a realização de uma cirurgia, após exames de ultrassonografia realizados no último domingo (14). De acordo com a defesa, o procedimento seria necessário para correção de hérnias. A declaração ocorre em meio a um pedido da defesa do ex-presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorização urgente de um novo procedimento cirúrgico.

Histórico de problemas de saúde

Desde o episódio da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro enfrenta complicações recorrentes no intestino e já passou por diversos procedimentos médicos. Crises frequentes de soluço, segundo aliados, seriam uma das consequências do atentado.



Flávio Bolsonaro concede entrevista à imprensa após visitar o pai (Vídeo: reprodução/YouTube/SBT News)


De acordo com Flávio, o ex-presidente apresentou melhora nos últimos dias e demonstrou bom humor durante a visita. Apesar de afirmar que o pai apresentou melhora no quadro de saúde, Flávio Bolsonaro cobrou celeridade na autorização do procedimento e criticou o fato de pedidos médicos estarem sendo submetidos à perícia da Polícia Federal por determinação do STF.

“Ele estava bem hoje, bem humorado, bem disposto. [Estava] o Jair Bolsonaro que eu conheço, que passa tranquilidade, que mostra segurança”, disse o senador ao deixar a Superintendência da PF.

Conversa sobre o PL da Dosimetria

Durante o encontro, Flávio e Jair Bolsonaro também discutiram o Projeto de Lei da Dosimetria, que propõe a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O senador voltou a defender a proposta e afirmou que o ex-presidente vê a iniciativa como uma forma de amenizar o sofrimento de pessoas que considera injustamente punidas.

Esta foi a primeira visita de Flávio Bolsonaro ao pai após a suspensão da Lei Magnitsky, imposta pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o senador, o tema não foi tratado durante a conversa. Após a visita de Flávio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve na Superintendência da Polícia Federal, mas não falou com a imprensa.

Nesta quarta-feira (17), uma equipe médica da Polícia Federal realizará uma perícia em Jair Bolsonaro. O laudo servirá de base para a decisão do STF sobre a autorização, ou não, da cirurgia solicitada pela defesa.

PL da dosimetria: relator afirma que tempo de prisão de Bolsonaro pode cair

Nesta terça-feira (09), o deputado Paulinho da Força, do partido Solidariedade-SP, falou no Salão Verde da Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que foi incluído na pauta para votação da Casa. O projeto propõe rever e reduzir as penas impostas aos condenados pela trama golpista e pelos atos de 8 de janeiro. O texto altera trechos da Lei de Execução Penal e do Código Penal, promovendo mudanças significativas na forma como as punições passam a ser calculadas.

O deputado Paulinho da Força afirmou que o PL considera a remição de pena, que reduz o tempo de prisão de acordo com as horas de trabalho e de estudo. Atualmente, a cada três dias de trabalho, o preso pode remir (abater) um dia da pena. Já a cada 12 horas de estudo, divididas em pelo menos três dias, também é possível reduzir um dia da pena. Durante a coletiva, o relator afirmou que o tempo de prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, em regime fechado, cairia para dois anos e quatro meses.

Projeto de Lei (PL) da Dosimetria 

O novo texto substituiu a ideia original do PL da anistia, que previa o perdão total. Com a proposta do PL da Dosimetria, a medida passa a tratar de uma revisão das penas, e não de um perdão completo pelos crimes cometidos em 8 de janeiro ou pelos condenados da trama golpista. E o principal objetivo seria realizar um novo cálculo e a modulação das penas.


Senado votando na PL da Dosemetria (Vídeo: reprodução/YouTube/TV Senado)


O substitutivo apresentado pelo relator traz transformações importantes na dosimetria das penas. O texto prevê a unificação dos crimes de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e acaba com a soma das penas desses dois crimes.

Assim, é aplicada a chamada regra do concurso formal próprio. Ou seja, de uma norma do Direito Penal que se aplica quando uma única ação gera dois ou mais crimes. Nesses casos, não ocorre a soma das penas: aplica-se somente a pena do crime mais grave, com um aumento limitado, impedindo o acúmulo de condenações.

Outras pontos do substitutivo

Outro ponto incluído no substitutivo é o artigo 359-V, que prevê a redução de um terço a dois terços da pena para crimes cometidos quando enquadrados de participação em uma multidão. Esse novo artigo pode beneficiar a maioria dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. No entanto, essa regra só se aplica aos condenados que não tenham exercido papel de liderança nem atuado no financiamento dos atos, conforme afirmou o relator do substitutivo.


Post do deputado Paulinho da Força falando sobre a PL da Dosimetria (Vídeo: reprodução/Instagram/@deputadofederalpaulinho)


Para concluir, o texto atual prevê que a pena privativa de liberdade seja executada progressivamente, com a transferência do preso para um regime menos rigoroso quando o preso tiver cumprido entre 16% e 70% do tempo de prisão. Esse percentual varia de acordo com a gravidade do crime e com a reincidência do condenado.

Já o novo texto propõe que a pena privativa de liberdade seja executada progressivamente, com a transferência para um regime menos rigoroso quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto (1/6) da pena no regime anterior e apresentar mérito que indique a progressão.

Flávio Bolsonaro confirma candidatura à Presidência e diz que decisão é definitiva

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (9) que sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026 é “irreversível”. A declaração foi feita após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue detido na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após decisão judicial.

De acordo com Flávio, não há mais espaço para mudanças na estratégia política da família. “Não vamos voltar atrás”, disse o senador ao deixar o local. A afirmação vem após semanas de especulação sobre possíveis desistências condicionadas a negociações políticas, especialmente diante de pressões internas da própria base bolsonarista.

Consolidação da candidatura e aval de Jair Bolsonaro

Flávio afirmou que sua decisão está alinhada à vontade do pai, que, segundo ele, teria pedido unidade na condução do projeto político de 2026. O senador reforçou que a pré-candidatura representa a manutenção da força do bolsonarismo no cenário nacional, mesmo com Jair Bolsonaro impedido de disputar cargos eletivos e enfrentando desafios jurídicos significativos.

Nas últimas semanas, aliados chegaram a sugerir outras alternativas, como a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No entanto, a manifestação direta de Flávio, somada ao apoio explícito do pai, coloca o senador como principal representante do grupo político no pleito do próximo ano.

Reações políticas e impacto no cenário eleitoral

A confirmação imediata de Flávio movimentou aliados e adversários. Integrantes da base conservadora passaram a defender a união em torno da sua candidatura, enquanto setores mais moderados da direita avaliam com cautela o impacto da escolha no diálogo com o centro político.


Flavio Bolsonaro diz que não vai desistir da candidatura (Foto: reprodução/X/@g1)


A oposição também reagiu: líderes partidários afirmam que a definição do nome bolsonarista antecipa debates e reposiciona a disputa presidencial, que deve ganhar intensidade já no início de 2026. Analistas apontam que a entrada de Flávio no páreo aumenta a polarização e pode influenciar tanto alianças regionais quanto estratégias de campanha das demais siglas.

Próximos passos e expectativas para a disputa de 2026

Com a candidatura definida, Flávio deverá iniciar uma agenda nacional para ampliar apoios, consolidar palanques estaduais e apresentar propostas que permitam manter coesa a base eleitoral construída pelo pai ao longo dos últimos anos.

Ao mesmo tempo, permanece a pressão sobre o desempenho econômico e político do governo federal, elemento que, segundo aliados do senador, deve ser explorado como parte central da narrativa bolsonarista. A pouco menos de um ano da eleição, o anúncio “irreversível” do senador marca um novo momento da disputa presidencial e reposiciona as forças da direita em um cenário que tende a ser altamente competitivo. 

PL suspende salário de R$ 46 mil de Bolsonaro após condenação definitiva

O PL comunicou, nesta quinta-feira (27), a suspensão imediata da remuneração e das atividades partidárias do Jair Bolsonaro, cumprindo o que prevê a legislação para filiados com direitos políticos cassados.  Até então, Bolsonaro recebia um salário bruto mensal de R$ 46.366,19 como presidente de honra da legenda, valor equivalente à remuneração de um deputado federal.  Segundo a prestação de contas do partido, o valor líquido pago era de R$ 33.873,67. 

A decisão do PL ocorre depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar o trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro no processo da chamada “trama golpista” (ação penal 2668). Com isso, a sentença, que impõe a pena de 27 anos e três meses de prisão, tornou-se definitiva e seus direitos políticos foram suspensos.

Manter o pagamento seria descumprimento da Lei

Em nota oficial, o PL declarou que, nesse contexto, manter o pagamento ao ex-presidente configuraria descumprimento da Lei 9.096/1995, que exige a imediata suspensão de funções partidárias e remuneração em caso de perda de direitos políticos. 

Desde que deixou a Presidência, Bolsonaro acumulava rendimentos de diferentes fontes: além do salário pago pelo PL, ele mantinha aposentadorias referentes ao Exército e à Câmara dos Deputados. Estima-se que sua renda pública mensal, combinando salários e aposentadorias, pudesse ultrapassar os R$ 88 mil.

A suspensão não representa um “desfavor” ao ex-presidente

Para o PL, a suspensão não representa um “desfavor” ao ex-presidente, mas sim a aplicação da lei. Em comunicado, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, disse que, se não ordenasse a interrupção dos pagamentos após o trânsito em julgado, o partido correria risco de punição judicial. “Cumpri a lei”, afirmou.


Valdemar Costa Neto confirma corte no pagamento de Bolsonaro “Cumprir a lei” (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)


A suspensão das atividades partidárias e da remuneração de Bolsonaro representa um marco simbólico para o PL, que agora opta por se desvincular formalmente de seu ex-líder preso e com direitos políticos cassados. A expectativa é de que o cargo de “presidente de honra” da legenda permaneça vago enquanto durar a pena e a inelegibilidade.

PL suspende salário e funções partidárias de Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quinta-feira (27), a suspensão da participação interna e da remuneração do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ocupava o cargo de presidente de honra da sigla. A medida ocorre após sua prisão e condenação, levando o partido a formalizar o rompimento de vínculos políticos e administrativos com o ex- mandatário.

O partido informou que a decisão passou por análise que levou em conta o impacto jurídico e político da condenação. Afiliados afirmam que a medida busca resguardar a imagem da sigla e cumprir as exigências legais após a prisão do ex-presidente. A legenda destaca que a suspensão segue o que determina a legislação diante da sentença. Com isso, todas as atividades internas exercidas por ele ficam oficialmente interrompidas.

Futuro político indefinido

O futuro político de Jair Bolsonaro segue indefinido diante da prisão, da condenação em última instância e da comunicação oficial de sua inelegibilidade ao TSE. A decisão do tribunal eleitoral de 2023 já o havia tornado impedido de disputar eleições até 2030, mas a sentença por ser líder da trama golpista abriu um novo debate sobre a duração real desse impedimento. Isso porque a legislação eleitoral permite diferentes interpretações sobre quando o prazo de inelegibilidade começa a valer, especialmente em casos de condenações graves.

Essa indefinição jurídica se soma ao impacto político causado pela condenação, que reduz a capacidade de articulação de Bolsonaro e pressiona seu grupo a reorganizar a liderança dentro da direita. Mesmo mantendo influência sobre parte de sua base, ele enfrenta um horizonte imprevisível, sem garantia de quando ou se poderá voltar a disputar eleições. Com isso, sua presença no debate público tende a permanecer restrita e dependente das decisões judiciais que ainda devem ser tomadas, reforçando a sensação de incerteza sobre seu papel no futuro político do país.


Detalhes sobre a decisão do partido (Vídeo: reprodução/ YouTube/ CNN BRASIL )


A prisão de Jair Bolsonaro

A prisão de Jair Bolsonaro, no sábado (22), acrescentou um novo capítulo à crise envolvendo o ex-presidente. A detenção foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes depois que a Polícia Federal identificou a violação das regras da prisão domiciliar, com o rompimento da tornozeleira eletrônica. A decisão considerou o risco de fuga e levou o caso ao extremo.

Desde então, o STF decidiu manter a prisão preventiva, entendendo que o descumprimento das condições impostas pela Justiça justifica a continuidade da custódia. A defesa tenta reverter o cenário, alegando motivos de saúde e pedindo o retorno ao regime domiciliar, mas o tribunal ainda não deu sinais de flexibilização. Enquanto isso, a detenção aumenta a pressão sobre aliados e intensifica a tensão em torno do futuro político e jurídico do ex-presidente.

Com o avanço dos desdobramentos judiciais e a continuidade da prisão preventiva, Jair Bolsonaro passa a enfrentar um cenário cada vez mais restrito, marcado por incertezas sobre seus próximos passos e pelo impacto político.

Sóstenes Cavalcante diz que denunciará Alexandre de Moraes em embaixada

Na última segunda-feira, dia 24 de novembro, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou que planeja denunciar o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em embaixadas e outras instituições internacionais. A declaração foi feita após Alexandre de Moraes pedir a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante uma entrevista para o programa Bastidores CNN, Sóstenes Cavalcante afirma que Alexandre de Moraes estaria perseguindo Jair Bolsonaro de forma política e religiosa, e planeja expor o ministro do Superior Tribunal Federal às embaixadas localizadas em Brasília.

A declaração

Sóstenes Cavalcante falou a respeito do ministro Alexandre de Moraes durante uma entrevista ao programa Bastidores CNN. Nos depoimentos, o líder do PL na Câmara dos Deputados fez críticas fortes ao ministro do Supremo Tribunal Federal. “A democracia no Brasil está em xeque com os avanços e desrespeitos constitucionais do ministro Alexandre, que, para mim, é um psicopata em alto grau”, disse Sóstenes Cavalcante.


Sóstenes Cavalcanti fala da prisão de Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNN Brasil)


O político também afirmou que Alexandre de Moraes estaria perseguindo Jair Bolsonaro. Esta declaração se refere ao pedido de prisão preventiva do ex-presidente, assinado pelo ministro do STF. Sóstenes Cavalcante disse que irá expor Alexandre de Moraes, e que irá denunciá-lo em embaixadas e organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Prisão de Bolsonaro

Jair Bolsonaro estava em prisão domiciliar e usava uma tornozeleira eletrônica para que os seus movimentos fossem monitorados. Na noite da última sexta para  sábado (entre os dias 21 e 22 de novembro), a tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro emitiu alertas de violação.

O ex-presidente declarou que usou um ferro de solda para abrir a caixa do equipamento. A tentativa de arrombamento e a proximidade da casa de Jair Bolsonaro com a embaixada dos Estados Unidos levantou suspeita de fuga; por este motivo, conforme o ministro Alexandre de Moraes, foi decretada a prisão preventiva do ex-presidente.