Delcy Rodríguez equilibra aliança com EUA e soberania

A vice-presidente e ministra do Petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu papel central no governo após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelo governo Trump (EUA). Desde então, suas declarações e decisões têm chamado atenção por apresentarem sinais diferentes sobre o rumo do país. Enquanto reforça a lealdade ao antigo governo, também enfrenta pressões internas e externas para mudanças na condução política.

O cenário é de instabilidade e incerteza. A Venezuela vive um momento delicado, com a população acompanhando cada movimento do novo comando. As ações do governo interino e os discursos de Delcy indicam um esforço para manter controle interno e, ao mesmo tempo, lidar com a influência dos Estados Unidos e de outros países.

Sinais contraditórios em meio à crise

Desde que passou a liderar o país, Delcy Rodríguez tem buscado demonstrar que a Venezuela continua soberana e que não está submetida a decisões externas. Em pronunciamentos públicos, ela reforça a ideia de resistência e continuidade, destacando a importância de preservar a autonomia nacional mesmo diante da pressão internacional.

Em um de seus discursos, Delcy foi direta ao defender o governo anterior e a figura de Nicolás Maduro. “Ninguém aqui se rendeu. Houve uma luta e uma luta por esta pátria. Temos dignidade histórica, compromisso e lealdade ao presidente Maduro, que foi sequestrado”, afirmou. A fala mostra o tom firme adotado pela vice-presidente, que tenta manter a base aliada mobilizada e reforçar a imagem de unidade.

Ao mesmo tempo, o governo anunciou algumas medidas que foram interpretadas como gestos de abertura. Entre elas, a liberação de parte de presos políticos e estrangeiros, o que gerou expectativa dentro e fora do país. A iniciativa foi vista como um sinal de tentativa de diálogo, mas não deixou claro se haverá mudanças mais profundas na política interna.

Essas ações contrastam com outras decisões que mantêm práticas rígidas de controle. A presença de forças de segurança em pontos estratégicos e a vigilância sobre manifestações continuam, o que reforça a percepção de que o governo ainda atua de forma cautelosa e centralizadora. Para muitos observadores, isso mostra que a Venezuela vive um momento de transição cheio de contradições.

A população acompanha com atenção esses movimentos. Parte espera por mudanças que tragam mais estabilidade e abertura, enquanto outra mantém apoio ao discurso de resistência. O clima é de expectativa, com dúvidas sobre quais caminhos serão realmente seguidos nos próximos meses.


Vice-presidente e ministra do Petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Jesus Vargas)


Repercussão internacional e discurso de resistência

No cenário internacional, as atitudes de Delcy Rodríguez também geram reações. Países e organismos acompanham a situação venezuelana e cobram posicionamentos mais claros sobre democracia, direitos e eleições. A vice-presidente, por sua vez, insiste que o país tem o direito de decidir seus próprios rumos sem interferência externa.

O discurso de lealdade a Maduro e de crítica à atuação estrangeira busca fortalecer a imagem de independência. Ao afirmar que ninguém se rendeu, Delcy tenta mostrar que o governo não aceita imposições e que segue fiel aos princípios defendidos nos últimos anos. Essa postura agrada parte de seus apoiadores, mas também amplia o debate internacional.

Ao mesmo tempo, há uma tentativa de reduzir tensões. A libertação de presos e a sinalização de possíveis diálogos indicam que o governo interino pode buscar algum tipo de aproximação para evitar isolamento. Esse movimento é acompanhado com cautela, já que ainda não há garantias de mudanças estruturais.

A economia também pesa nesse cenário. Como ministra do Petróleo, Delcy sabe da importância do setor para o país. A relação com outros países e possíveis acordos são essenciais para manter a atividade e gerar recursos. Isso faz com que o discurso de soberania conviva com a necessidade de negociações.

Dentro da Venezuela, o sentimento é de incerteza. Muitos aguardam definições sobre eleições, reformas e o futuro político. As mensagens do governo, por vezes firmes e por vezes conciliadoras, aumentam a sensação de que ainda não há um caminho totalmente definido.

A situação segue em desenvolvimento. Novas decisões, discursos e ações devem marcar os próximos dias. A atuação de Delcy Rodríguez continuará sob observação, tanto pela população venezuelana quanto pela comunidade internacional, que busca entender se os sinais contraditórios representam uma estratégia ou apenas reflexo de um momento de transição.

Embaixador brasileiro diz que captura de Maduro foi “sequestro” e critica intervenção

Na terça-feira (6), durante uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos, o representante do Brasil na OEA, embaixador Benoni Belli, afirmou que a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, foi um “sequestro”.  

As declarações do embaixador Benoni Belli reafirmam a posição do Brasil de condenar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, tanto pela captura de Nicolás Maduro quanto pelo bombardeio à capital do país, Caracas.  

Reunião da OEA 

A Organização dos Estados Americanos (OEA) visa a promoção da cooperação entre os países do continente americano e o fortalecimento de princípios comuns. No entanto, foi necessária a convocação de uma reunião dos países-membros após a intervenção dos Estados Unidos no país latino-americano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.  


Presidente dos EUA Donald Trump sobre a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


Como citado anteriormente, o representante do Brasil é o embaixador Benoni Belli e, durante a reunião, ele afirmou que a defesa da soberania nacional, com base no direito internacional, é essencial. O embaixador também declarou que, caso esse caminho seja mantido, os países de menor poder financeiro e militar se tornariam coadjuvantes de seus próprios destinos.

Além disso, alertou que as relações de cooperação passariam a ser de subordinação e que a sociedade enfrentaria um colapso da ordem internacional, que tenderia a ser regida pela lei da selva, do mais forte.

Posição do Brasil e fala de Lula

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se pronunciou em suas redes sociais sobre a intervenção dos Estados Unidos em solo venezuelano. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para o presidente do Brasil, o ataque a Caracas, capital da Venezuela, e a captura de Nicolás Maduro ultrapassam uma linha considerada inaceitável, constituindo uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e, assim, estabelecendo um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.


Presidente do Brasil, Lula, sobre a intervenção dos EUA na Venezuela (Foto: reprodução/X/@lulaoficial)


Na última segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil, representado pelo embaixador na ONU, Sérgio Danese, manteve o alinhamento com o discurso do presidente do país e condenou a intervenção norte-americana.

Nesse sentido, Danese comentou que aceitar tais ações por parte dos Estados Unidos, de tamanha gravidade, poderia conduzir a um cenário marcado por violência, desordem e erosão do multilateralismo mundial.

Maduro se declara inocente durante audiência nos Estados Unidos

Nesta segunda-feira (5), ocorreu a audiência de Maduro em Nova Iorque, tendo sido acusado formalmente de crimes como tráfico de drogas e posse de armas durante uma audiência em Nova Iorque, onde o presidente se inocentou de todos os crimes mencionados, dizendo ser “um homem decente”. Assim como o marido, Cilia Flores, também declarou-se inocente quanto às acusações de narcotráfico.

O juiz distrital Alvin Hellerstein foi o responsável por presidir a audiência, tendo garantido que um representante do Consulado da Venezuela visitasse Maduro e Flores, atendendo o pedido do casal. No dia 17 de março, Maduro participará de uma nova audiência, conforme determinado pelo magistrado.

Audiência de Maduro em Nova Iorque

Com algemas nos tornozelos e fones de ouvido, Nicolás Maduro compareceu na sua primeira audiência nos Estados Unidos, tendo se declarado inocente em todos os crimes que responde na justiça estadunidense: narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.

O presidente da Venezuela disse ser um homem decente e inocente, além de afirmar ainda ser o presidente do país.


Maduro e sua esposa durante audiência em Nova Iorque (Foto: reprodução/X/@SocialistMMA)


Sequestro de Nicolás Maduro por Trump

Na madrugada do primeiro sábado de 2026, os bairros de Caracas foram atacados pelos Estados Unidos, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi sequestrado pelo governo de Donald Trump, assim como sua esposa, que segundo advogados, sofreu ferimentos graves durante a operação militar dos EUA no país.

Mark Donnelly acredita que ela possa ter hematomas graves ou uma fratura nas costelas, sendo preciso uma avaliação física. Segundo repórteres da CNN que estavam no tribunal, Flores estava com curativos na cabeça durante a audiência.

Com o sequestro e a prisão de Maduro, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina.

O secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comunicou que Maduro foi preso por agentes norte-americanos para que responda a acusações criminais que enfrenta no país. O secretário afirmou ainda em entrevistas que os Estados Unidos não governarão a Venezuela, mas sim usarão o bloqueio de petróleo como forma de pressão.

EUA e Venezuela: tensão e conflito diplomático entre países se intensifica

Na segunda-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, na rádio WABC de Nova York, que as forças dos EUA, na entrevista não especificou se foram a marinha ou a CIA, realizaram o primeiro ataque em território venezuelano desde o início da campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos usariam toda a sua força contra o regime venezuelano.

A tensão entre os países aumentou em agosto deste ano de 2025, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa pela prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.

O presidente venezuelano é acusado pelo governo americano de liderar o cartel de drogas conhecido como Los Soles e, além disso, o presidente teria adulterado as eleições para a presidência da Venezuela no início de 2025. Deveria se afastar do poder.

Tensões entre EUA e Venezuela

A tensão entre os países começou após a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999, marcada por nacionalizações, críticas aos Estados Unidos e disputas sobre a indústria petrolífera. Após anos de sanções americanas ao povo venezuelano, a situação se agravou em agosto de 2025, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações sobre o líder venezuelano Maduro.

O governo de Trump não reconheceu a eleição de Maduro para o terceiro mandato e insiste em acusar a Venezuela de ser uma grande exportadora de drogas para o território dos EUA, argumentando que deveria combater os narcosterroristas antes que cheguem ao solo estadunidense.


Foto do USS Gerald R. Ford dos EUA enviados para combater os narcoterroristas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/U.S. Navy)


Em setembro de 2025, os Estados Unidos realizaram o primeiro ataque contra um barco supostamente carregado com drogas no Mar do Caribe. Após esse episódio, ações em mar aberto se tornaram frequentes e passaram a ocorrer também no Oceano Pacífico.

Em novembro, o governo de Trump enviou o USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, que chegou ao Mar do Caribe. A embarcação tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. O episódio levou o governo da Venezuela a decretar estado de exceção, concedendo poderes especiais ao presidente Nicolás Maduro em caso de agressão por parte dos Estados Unidos.

Donald Trump vs Nicolás Maduro

 O governo do presidente Donald Trump incluiu oficialmente o Cartel de Los Soles na lista de organizações terroristas. Segundo as autoridades americanas, integrantes do regime venezuelano poderiam ser considerados alvos legítimos em operações militares contra cartéis de drogas em solo venezuelano. Por outro lado, o governo de Maduro afirma que os EUA têm interesse em tomar para si o petróleo produzido pelo país.


Ataque dos EUA a suposto barco de narco terroristas (Vídeo: reprodução/X/@UHN_Plus)


Para concluir, o governo venezuelano também acusa os Estados Unidos de pirataria devido aos ataques que resultaram na apreensão do petroleiro Skipper, que transportava petróleo venezuelano no Caribe. Trump afirmou que a Venezuela está cercada e anunciou um bloqueio total de navios petroleiros alvos de sanções.

Nesta terça-feira (30), foi confirmado o ataque em solo venezuelano realizado pelo governo Trump, feito pela CIA (Agência Central de Inteligência) com drones em uma instalação portuária na costa da Venezuela, que os Estados Unidos afirmam ser usada por narcoterroristas.

Trump promete lançar ofensiva terrestre contra cartéis

O presidente americano Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (23) que pretende reforçar as ações militares em solo para combater os cartéis de narcotráfico na América do Sul. Segundo ele, a iniciativa faz parte de um novo plano de segurança voltado a enfraquecer as redes criminosas que atuam fora dos Estados Unidos.

De acordo com Trump, as operações vão continuar e ele não pedirá autorização do Congresso para declarar guerra aos cartéis. Segundo o presidente, o narcotráfico é uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos e o país “não ficará de braços cruzados” diante do avanço das organizações criminosas na América Latina e, se for preciso, “irá matar as pessoas que levam drogas para o território americano”. A declaração reacende o debate sobre o alcance das ações militares americanas fora do território nacional e o possível impacto diplomático na região.

As acusações contra a Venezuela

Donald Trump intensificou as acusações contra Nicolás Maduro, afirmando que o presidente venezuelano está diretamente ligado ao tráfico de drogas e lidera um esquema criminoso que ameaça a segurança dos Estados Unidos. Segundo Trump, Maduro não apenas protege os cartéis dentro da Venezuela, mas também facilita o envio de drogas para outros países, colocando a região e os americanos em risco.

Como parte dessa estratégia, o governo americano aumentou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro e autorizou ações militares no Caribe e no Pacífico contra embarcações suspeitas de transportar drogas. As medidas também incluem operações secretas de inteligência, todas com o objetivo de pressionar o regime venezuelano e desmantelar redes criminosas ligadas ao narcotráfico.


Declarações de Donald Trump sobre combate aos cartéis (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Ataques no Pacífico e no Caribe

O governo dos Estados Unidos tem intensificado ações contra o narcotráfico na América Latina, realizando ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas no Pacífico e no Caribe. Segundo o presidente Donald Trump, essas operações têm como alvo grupos criminosos ligados à Venezuela e a outros países da região, com o objetivo de enfraquecer as redes de tráfico que ameaçam a segurança americana.

Além das mortes, os ataques têm gerado tensão entre os países envolvidos e críticas de especialistas em direito internacional, que classificam as operações como uma violação da soberania dos Estados afetados. Organizações regionais alertam para o risco de escalada militar e para possíveis repercussões diplomáticas, já que ações desse tipo podem agravar ainda mais as relações entre os Estados Unidos e seus vizinhos. Apesar das críticas, Washington mantém que as medidas são necessárias para proteger a segurança nacional e combater o tráfico de drogas que chega ao território americano.

Trump não fará mais esforço para acordo com Venezuela

Na última segunda-feira, dia 6 de outubro, o jornal americano The New York Times (NYT) publicou uma reportagem a respeito das relações diplomáticas entre os Estados Unidos da América e a Venezuela. Segundo o veículo de comunicação, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria desistido de fazer esforços para estabelecer um acordo diplomático entre as duas nações. A decisão de Trump pode dar abertura à possibilidade de uma escalada militar contra o tráfico de drogas ou contra o governante Nicolás Maduro.

As informações do NYT

O jornal americano The New York Times divulgou que uma reunião estava acontecendo com líderes militares americanos na última quinta-feira, dia 02 de outubro. Richard Grennel, presidente executivo do Kennedy Center, era um dos principais representantes dos Estados Unidos na negociação do acordo diplomático com a Venezuela. Durante o encontro, o presidente Donald Trump fez uma ligação para Richard Grennel, pedindo que a negociação do acordo fosse suspensa: Trump estava desistindo dos esforços para firmar o acordo. 


Análise das tensões EUA X Venezuela (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNN Brasil)

Marco Rubio, Secretário de Estado e Conselheiro Nacional de Segurança  dos Estados Unidos, também deu depoimentos a respeito de Nicolás Maduro. Segundo Marco Rubio, Nicolás Maduro é um líder ilegítimo, e também possui acusações de tráfico de drogas por parte dos Estados Unidos.

Tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela

A negociação entre Richard Greenel, presidente executivo do Kennedy Center, e o governo venezuelano estava acontecendo já havia vários meses. O contato entre as duas partes ficou mais intenso após ameaças e ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela: barcos foram atingidos, e pessoas perderam a vida. Nicolás Maduro chegou a enviar uma carta ao presidente Donald Trump, dizendo que não possui relação com o tráfico de drogas. O governo dos Estados Unidos está oferecendo uma recompensa de 50 milhões de dólares para obter informações que provam que Nicolás Maduro está envolvido com o tráfico e com organizações criminosas.

Trump publica vídeo do último ataque a embarcação venezuelana

O presidente norte-americano, Donald Trump, publicou em sua rede Truth Social nesta sexta-feira (19) o vídeo de um ataque letal a um barco suspeito de narcotráfico. A Inteligência americana confirmou que a embarcação transportava uma grande quantidade de drogas e informou que três homens morreram no ataque. 

“Por ordens minhas, o Secretário da Guerra ordenou um ataque cinético letal a uma embarcação afiliada a uma Organização Designada Terrorista que fazia narcotráfico em área sob responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos. A Inteligência confirmou que a embarcação estava traficando narcóticos ilícitos e estava transitando por uma passagem de narcotráfico conhecida a caminho de envenenar os americanos. O ataque matou 3 homens narcoterroristas na embarcação, que estava em águas internacionais. Ninguém das Forças Armadas dos Estados Unidos ficou ferido neste ataque. PAREM A VENDA DE FENTANYL, NARCÓTICOS E DROGAS ILÍCITAS NA AMÉRICA, E DE COMETER VIOLÊNCIA E TERRORISMO CONTRA OS AMERICANOS!!!”, publicou Trump em sua rede social. 

A origem de partida do navio não foi informada, assim como o local onde ocorreu o ataque. O Comando Sul dos EUA trata do comando de combate militar dos Estados Unidos da América e abrange 31 países da América do Sul, Central e do Caribe. 


Vídeo mostra o momento do ataque e destruição total da embarcação (Vídeo: reprodução/X/@g1)

Os EUA realizaram ataques anteriores a três outras embarcações que também transportavam drogas, de acordo com o governo Trump. Ao todo, 14 pessoas foram mortas nas operações. 

Reação da Venezuela

A Procuradoria da Venezuela já havia pedido à Organização das Nações Unidas (ONU) que investigasse os ataques norte-americanos a barcos na região do Caribe. O procurador-geral do país, Tarek William Saab, afirmou que as vítimas dos barcos que morreram após os ataques norte-americanos não eram narcotraficantes. Em comunicado à imprensa, Saab afirmou que “o uso de mísseis e armas nucleares para assassinar, em série, pescadores indefesos em uma pequena lancha são crimes contra a humanidade que devem ser investigados pela ONU”


O primeiro ataque a embarcações da Venezuela aconteceu no dia 2 de setembro (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

O chanceler venezuelano, Yván Gil, comunicou que o objetivo do pedido da Venezuela ao Conselho de Segurança da ONU é o cessar imediato das operações militares norte-americanas no mar Caribenho. 

População armada

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou em um evento oficial transmitido pelo canal estatal VTV que hoje (20) haverá treinamento de uso de armas para civis nas comunidades. O treinamento será realizado por militares da Força Armada Bolivariana. Em semanas anteriores, houve convocação de voluntários da milícia para treinar nos quartéis. Segundo Maduro, existe um plano de Washington para invadir o país após o envio de navios de guerra ao Caribe. 

Na quarta-feira (17), a Força Armada Nacional da Venezuela promoveu três dias de exercícios militares na ilha La Orchila, a 65 km do continente. Os EUA enviaram navios de guerra para o sul caribenho nas últimas semanas e colocaram Maduro a prêmio, com uma recompensa de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 265 milhões) pela sua captura. 

População de comunidades da Venezuela receberá treinamento militar para uso de arma de fogo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira que militares irão até comunidades populares do país para ensinar civis a manusear armas de fogo. A medida ocorre em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos, que enviaram navios de guerra para o Caribe.

Segundo Maduro, essa será a primeira vez que soldados e quartéis irão diretamente aos bairros para realizar treinamentos com moradores que se inscreveram como voluntários da milícia — um grupo formado por civis armados. O anúncio foi feito durante uma cerimônia transmitida pela TV estatal.

Maduro durante cerimônia oficial transmitida pela tv estatal disse: “No próximo sábado, 20 de setembro, os quartéis, as Forças Armadas Bolivarianas, irão ao povo, às comunidades, para revisar e ensinar a todos que se alistaram, vizinhos e vizinhas, sobre o que é o manejo de armas de fogo”.

Preparação do exército contra invasões americanas

Além disso, as Forças Armadas da Venezuela iniciaram, na quarta-feira, três dias de exercícios militares na ilha de La Orchila, localizada a cerca de 65 km da costa. Essa é considerada a maior movimentação militar do governo desde agosto, quando os EUA enviaram uma frota naval para a região sob o argumento de combater o narcotráfico.

De acordo com Washington, três embarcações usadas para transporte de drogas já foram destruídas neste mês, em operações que resultaram em 14 mortes. O presidente americano, Donald Trump, acusa Maduro de envolvimento com o narcotráfico e chegou a oferecer US$ 50 milhões como recompensa por sua captura.


Estados Unidos desce o continente com uma ostensiva frota militar (Foto: Reprodução/X/@AnaliseGeopol)

Maduro é visto com maus olhos pelo hemisfério norte

Os Estados Unidos e várias democracias da Europa não reconhecem Maduro como presidente legítimo. Mesmo assim, ele afirmou que o país está pronto para se defender se necessário: “Não buscamos confronto, mas precisamos estar preparados”.

Para reforçar sua presença, os EUA enviaram também caças F-35 a Porto Rico, que se juntaram a sete navios de guerra e a um submarino nuclear. Maduro, por sua vez, acusa Washington de tentar impor um novo governo no país para explorar as enormes reservas de petróleo e gás natural da Venezuela.

EUA prometem intensificar ações contra cartéis venezuelanos

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, na data de ontem, quarta-feira (3), informou que as operações contra o narcotráfico internacional não apenas continuarão, mas devem se intensificar nas próximas semanas, sob o comando de Donald Trump.  A declaração ocorreu após um ataque militar estadunidense, realizado terça-feira (2), que resultou na morte de 11 pessoas a bordo de uma embarcação suspeita de transportar drogas, identificada como sendo venezuelana. 

Apesar da repercussão internacional, pouco se sabe sobre a operação, uma vez que as autoridades dos EUA não revelaram com precisão quais substâncias ilícitas estariam no barco ou qual base legal foi utilizada para justificar o uso da força em águas internacionais. O Pentágono permanece em silêncio sobre a forma exata do ataque, e o que se sabe até o momento é que a embarcação foi completamente destruída, e nenhuma pessoa sobreviveu à ofensiva.

Declarações

A ofensiva marca a primeira ação pública desde que o governo Trump enviou navios de guerra ao sul do Caribe, em uma escalada de combate aos cartéis de drogas na região sul-americana, sobretudo contra o governo de Nicolás Maduro. 

Em entrevista à Fox News, Hegseth justificou a ação como parte de uma missão “extremamente séria” e declarou que qualquer embarcação associada a organizações narcoterroristas será tratada da mesma maneira. “Temos recursos no ar, na água e em navios. Esta missão não vai parar aqui”, afirmou. O presidente Donald Trump reforçou o discurso, afirmando que o grupo a bordo pertencia à gangue venezuelana “Tren de Aragua“, classificada como organização terrorista pelos EUA em fevereiro. Ele alegou, sem apresentar provas, que “quantidades massivas de drogas” estavam sendo transportadas.


Publicação referente a ofensiva dos EUA no mar do Caribe (Vídeo: reprodução/X/@WhiteHouse)


A narrativa de Trump foi endossada por outras figuras do alto escalão do governo estadunidense. O secretário de Estado Marco Rubio, em viagem à Cidade do México, disse que “ações similares já estão sendo preparadas” e que os EUA “não pedirão permissão para defender seu povo”. Discurso alinhado com o de Pete Hegseth, quando questionado sobre a crescente tensão com a Venezuela: “A única pessoa que deveria estar preocupada é Nicolás Maduro, chefe de um narcoestado”, declarou Hegseth. A administração Trump, inclusive, dobrou a recompensa para US$ 50 milhões, por informações que levem à prisão de Maduro.


Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA em entrevista à Fox News (Vídeo: reprodução/X/@DODResponse)

No entanto, a operação gerou críticas dentro e fora dos EUA. Para especialistas, o governo estadunidense não tinha o direito de realizar a ofensiva, mesmo sob alegação de que fora praticada em alto-mar. Ainda que tenha como base a declaração de Marco Rubio de que era “um barco cheio de cocaína ou fentanil”.

Na Venezuela, tanto o governo quanto membros da oposição levantaram dúvidas sobre a veracidade do vídeo divulgado por Donald Trump, mostrando o momento exato do ataque à embarcação. Eles alegam que as imagens podem ter sido manipuladas digitalmente, algo ainda sob investigação por agências internacionais de verificação.

Controvérsias

Enquanto o governo Trump insiste que se trata de uma guerra contra o narcotráfico, críticos veem na ação uma tentativa de justificar uma possível intervenção militar na Venezuela. Contudo, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, apoiou a ofensiva, dizendo que ela salva-vidas “em ambos os lados do continente”. No entanto, nomes da oposição, como Henrique Capriles, levantaram dúvidas sobre a ofensiva realizada pelo governo estadunidense: “Como sabiam que eram venezuelanos? Como contaram exatamente 11 mortos? Alguém recuperou documentos no mar?”, questionou o ex-candidato à presidência venezuelana.


Entrevista de María Corina Machado à Fox News sobre o governo de Nicolás Maduro (Vídeo: reprodução/Instagram/@mariacorinamachado)


O incidente é visto por parte da comunidade internacional como o início de uma nova e controversa fase da política externa de Donald Trump na América do Sul. Nos últimos dias, a chegada de militares, navios e armamentos de guerra tem se intensificado no mar do sul do Caribe. Cerca de 4.500 combatentes, entre fuzileiros navais e marinheiros, foram deslocados para a região em uma ofensiva contra o cartel “Tren de Aragua” que, segundo informações, possui ramificações em países latino americanos e, também, na Flórida, nos EUA. Para o alto escalão do governo Trump, este é apenas o início da guerra travada entre o governo estadunidense e o narcotráfico na América do Sul.

Governo brasileiro monitora navios militares dos EUA perto da Venezuela

O governo brasileiro está acompanhando com atenção a movimentação de navios destróieres dos Estados Unidos em direção à Venezuela. Os navios enviados pelo país norte-americano estão armados com mísseis guiados e embora o cenário de intervenção militar esteja sendo avaliado pelo mundo como uma possibilidade, é pouco provável que aconteça por ora. 

De acordo com a Agência Reuters, os Estados Unidos enviaram três navios destróieres de mísseis, operados pelo sistema “U.S. Aegis” em direção a costa da Venezuela, sob discurso de que as forças estão sendo enviadas para combater cartéis de drogas na América Latina. Segundo fontes ouvidas pela CNN, apesar da crescente tensão e da escalada militar que está acontecendo no momento, o governo brasileiro entende que não há um risco significativo de uma intervenção militar norte-americana, em função de uma tentativa para retirar Nicolás Maduro do poder. A atitude é interpretada mais como uma provocação de Donald Trump a Maduro do que como uma real intenção de interferência.

Provocação de Trump a Venezuela

O início da movimentação militar chamou atenção internacional, pela surpresa e também pelo desafio de Donald Trump. Porém, o Brasil observa com cautela as ações, as classificando somente como uma provocação política de Trump a Maduro. É descartado pelo governo brasileiro que as ações tenham uma natureza de intervenção militar, com objetivo de destituir Maduro de seu poder ou até mesmo ocupar território venezuelano. 

O envio dos navios armados por mísseis podem ser usados tanto para realizar operações de monitoramento, quanto como uma arma de lançamento para ataques direcionados, caso a decisão seja tomada. Entretanto, fontes diplomáticas ouvidas pela CNN consolidam a tese de que uma mobilização militar, no momento, está fora dos planos e não representa um risco direto à Venezuela. A ação dos EUA é vista por analistas como uma forma de pressionar a Venezuela por meio de demonstrações de força através dos militares, ao mesmo tempo em que exploram o discurso de combate ao tráfico de drogas como uma justificativa aceitável.


Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


Tensão entre os dois países

A escalada verbal também foi intensa entre a Venezuela e os Estados Unidos, representados pela Casa Branca. Nesta terça-feira (19) durante declaração a imprensa, Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, classificou Nicolás Maduro como parte de um “cartel narcoterrorista”, indicando que Maduro seria um chefe em fuga que foi indiciado pelos EUA por tráfico de drogas. 

Em contrapartida, Maduro reagiu indiretamente ao discurso rígido, sem citar os navios de guerra. Ele declarou que a Venezuela irá “defender nossos mares, nossos céus e nossas terras”, fazendo referência aos EUA, ao qual os chamou de uma “estranha e bizarra ameaça de um império em declínio”. As trocas verbais entre os Estados Unidos e Venezuela reforçam a percepção de um cenário de tensão política e simbólica entre os dois países, aos quais buscam demonstrar força diplomática através de discursos e provocações, mas sem necessariamente darem início a um conflito armado de imediato.