Bolsonaro tenta recurso no STF para redução de pena

O ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a revisão da sentença que o considerou culpado pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A equipe jurídica do ex-chefe do Executivo, filiado ao Partido Liberal (PL), apresentou embargos de declaração contra a decisão da Primeira Turma do STF, que havia imposto uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por sua participação na suposta articulação golpista.

A condenação de Bolsonaro foi proferida em 11 de setembro, após julgamento em que o resultado final ficou em quatro votos a favor da punição e um contrário, consolidando a decisão que agora é alvo do pedido de reavaliação por parte da defesa.

Período de avaliação do pedido

O ex-presidente foi sentenciado junto aos outros oito réus pertencentes ao chamado núcleo central da investigação, acusados de atuar contra a ordem democrática. A equipe de defesa protocolou o recurso de embargos de declaração no último dia do prazo legal, após a publicação do julgamento. A partir deste ponto, os ministros do STF passarão a avaliar o pedido, e, após a deliberação, a pena poderá ser executada. O recurso também solicita que o Supremo reconheça a sobreposição entre os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, sob a justificativa de que ambos descrevem os mesmos acontecimentos e, portanto, não deveriam gerar duas condenações distintas.


Bolsonaro vai tentar recurso para rever sentença (Vídeo: Reprodução/Youtube/UOL)

A defesa ainda argumenta que não houve tempo suficiente para examinar todo o material probatório e que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, indeferiu os pedidos de adiamento das audiências. De acordo com os advogados, tais decisões comprometeram o direito à ampla defesa e quebraram o equilíbrio processual, prejudicando a igualdade de condições entre acusação e defesa.

Processo sem previsão

O Supremo Tribunal Federal não possui um prazo definido para julgar esse tipo de recurso. O processo será encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, que poderá solicitar parecer da Procuradoria-Geral da República antes de qualquer deliberação. Há a expectativa de que Moraes peça ao ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma, que agende o julgamento dos questionamentos apresentados pela defesa.

Depois que esses embargos iniciais forem avaliados, os advogados ainda terão a possibilidade de apresentar um novo pedido de revisão, conhecido como segundo embargo de declaração.

PGR sugere monitoramento em tempo real de medidas cautelares de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sugeriu que a Polícia Federal adote um “monitoramento em tempo real” para verificar o cumprimento das restrições judiciais aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ). O parlamentar sustentou que haveria risco de fuga do ex-mandatário, que atualmente cumpre prisão domiciliar.

Gonet defende cautela no monitoramento

No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou ser “de bom alvitre” recomendar oficialmente que a Polícia mantenha equipes de prontidão permanente para acompanhar o cumprimento das medidas impostas. Ele ponderou, contudo, que esse acompanhamento deve ocorrer com “cuidado”, de modo a não ultrapassar a esfera privada do réu nem gerar incômodos em sua vizinhança. Para Gonet, é essencial preservar a proporcionalidade entre vigilância e direitos individuais.

Na última segunda-feira (25), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou ao STF e à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que havia recebido o ofício encaminhado pelo líder petista. Lindbergh Farias justificou seu pedido mencionando supostas informações sobre um “plano de fuga”, associadas à “proximidade geográfica e à conjuntura política e investigativa” que cercam o caso. O parlamentar defendeu maior rigidez no acompanhamento.


PGR estuda monitoramento extra para Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/@bandjornalismo)


Pedido de asilo e relatório da PF

A Polícia Federal já havia relatado, em inquérito anterior, a apreensão de um pedido de asilo político de Bolsonaro ao presidente argentino Javier Milei. O documento, com 33 páginas, sustenta a narrativa de que Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política no país. Em uma passagem, o ex-presidente explicita seus sentimentos, utilizando o fato recente das medidas cautelares para exemplificar a sensação de perseguição política a qual se refere enquanto busca asilo com Milei.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após decisão de Moraes, que apontou violação da restrição ao uso de redes sociais por meio de republicações em contas de terceiros. A decisão final caberá ao ministro do STF, que deverá avaliar se acolhe a sugestão da PGR e quais novas providências de monitoramento poderão ser implementadas. A decisão poderá definir os próximos desdobramentos da situação jurídica e política do ex-presidente.

Gato Preto vira réu por agredir Bia Miranda e casal volta aos holofotes com polêmicas

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra o influenciador Gato Preto, tornando-o réu por agressão a Bia Miranda, após um episódio de violência doméstica ocorrido em 11 de junho em um hotel de Alphaville. O caso coloca o casal novamente no centro das polêmicas, atraindo atenção nas redes sociais e entre seguidores, enquanto o histórico conturbado da relação reforça a notoriedade do episódio.

Ao mesmo tempo que o casal evidencia episódios de conflito no relacionamento. Eles também já protagonizaram diversas brigas públicas e acumularam polêmicas envolvendo acidentes de trânsito, escândalos financeiros e constante exposição na internet. Dessa maneira, a reputação conturbada acompanha cada passo dos influenciadores, reforçando a imagem de uma relação instável e marcada por episódios negativos de destaque na mídia.

Denúncia torna Gato Preto réu por agressão à Bia

O Ministério Público denunciou o influenciador por lesão corporal qualificada no contexto de violência doméstica. Na última quinta-feira (21), o juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal, aceitou a denúncia, tornando Gato Preto oficialmente réu. O processo amplia o histórico de controvérsias envolvendo o casal e evidência a seriedade das acusações, assim como a atenção que o caso vem recebendo do público e da mídia.

Discussão em hotel confirma agressão de Gato Preto a Bia

Segundo a acusação, a confusão começou após uma festa em 11 de junho. O casal discutiu por ciúmes dentro do quarto do hotel. Durante a briga, Gato Preto teria dado socos no rosto de Bia Miranda e pressionado seu pescoço. Em seguida, ela caiu no chão e foi atingida por chutes nas costelas.

Funcionários ouviram os gritos e confirmaram parte do episódio. Contudo, o laudo do Instituto Médico Legal registrou lesões leves no pescoço, rosto e corpo da influenciadora. A defesa do influenciador afirmou ao programa Fantástico que ele apenas se defendeu e trabalha para provar sua inocência.

Acidente de carro amplia crise do casal polêmico

Pouco antes de a denúncia ser protocolada, o casal protagonizou outra polêmica. Em 20 de agosto, o Porsche conversível dirigido por Gato Preto furou um sinal vermelho e colidiu com outro veículo em São Paulo. O acidente deixou pai e filho do outro carro feridos, e o veículo do casal ficou completamente destruído.

Após o episódio, Bia Miranda, que estava no automóvel, anunciou o fim do relacionamento. Segundo Edilson Maiorano, vítima do acidente, o influenciador saiu do veículo alterado e só não agrediu as vítimas porque foi contido pelos próprios seguranças presentes no local.

Em seguida, Gato Preto deixou o local sem prestar socorro. Horas depois, a polícia o encontrou em casa, nu e acompanhado de duas mulheres. Com isso, o episódio aumentou ainda mais a repercussão e a exposição negativa do casal nas redes sociais e na mídia.


Porsche dirigido por Gato Preto fura sinal vermelho em alta velocidade, em São Paulo (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Histórico de polêmicas e investigações

Além da relação marcada por brigas e controvérsias, o influenciador responde a investigações por dívidas de pensão alimentícia, ostentação de luxo e participação em jogos de azar on-line, conhecidos como “Jogo do Tigrinho”.

Já Bia Miranda ficou em segundo lugar no reality A Fazenda 14 e ganhou destaque nas redes sociais após o programa. O casal tem uma filha e segue marcado por episódios de exposição e escândalos públicos, reforçando a percepção de que a vida do casal é carregada por conflitos frequentes.

O caso reforça a imagem do casal como protagonista de crises e polêmicas públicas, o que leva as redes sociais e veículos de comunicação a repercutirem o episódio de forma intensa.

Em suas redes sociais, Bia Miranda se manifestou sobre o episódio:

Após o ocorrido, decidi terminar o relacionamento e seguir com minha vida em segurança.”

Possíveis consequências legais

Gato Preto pode responder por lesão corporal qualificada no contexto de violência doméstica, conforme previsto no Código Penal, além de omissão de socorro e lesão corporal culposa no trânsito, relacionados ao acidente ocorrido em São Paulo. Ele também enfrenta outros processos por agressões registradas em saídas de baladas, reforçando seu histórico conturbado. O juiz poderá determinar reclusão, multa e medidas protetivas, dependendo do resultado do julgamento.

Bolsonaro alega inocência ao STF e nega plano para impedir posse de Lula

As alegações finais apresentadas na data de ontem, quarta-feira (13), perante o Supremo Tribunal Federal (STF), pela defesa de Jair Bolsonaro, manifestaram que o ex-presidente jamais tentou impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, vencedor das eleições presidenciais de 2022. As manifestações referem-se à ação penal 2668, da qual Bolsonaro é réu e responde por cinco crimes, entre eles “tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito” e “golpe de Estado”. 

No documento, com cerca de 200 páginas, os advogados declaram que Bolsonaro sempre agiu favorável à democracia, reforçando esse compromisso como base em sua atuação política ao longo de sua carreira parlamentar, seja como deputado ou presidente da República.

Críticas à acusação

Um dos pontos mais rebatidos pela defesa do ex-presidente está no plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, além de possíveis vínculos com os chamados “Kids Pretos”, ligados aos “atos antidemocráticos” de 8 de janeiro de 2023. A defesa de Bolsonaro rebate as acusações e afirma que o próprio autor, o tenente‑coronel Mauro Cid, tem “delação premiada questionável”, levantando dúvidas sobre sua confiabilidade e à lisura do processo.


Acareação entre Mauro Cid e Marcelo Câmara, réus no processo sobre os “atos antidemocráticos” de 2023 (Foto: reprodução/X/@STF_oficial)

Os defensores de Jair Bolsonaro, também, acusa a Procuradoria-Geral da República (PGR) de construir uma narrativa baseada em “interpretações distorcidas” e “atos descontextualizados”, informando que não há provas consistentes que sustentem estas acusações e nos autos não há indícios de que Bolsonaro tenha atentado contra poderes constitucionais ou instigado terceiros a agirem em seu favor. 

Para a PGR, Bolsonaro teria exercido papel central como líder de uma organização criminosa, sendo responsável por articular um golpe de Estado visando impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto; incitando seus apoiadores a atos inconstitucionais a fim de permanecer no poder. 

Condenação midiática

Outro ponto enfatizado pelos advogados do ex-presidente é a crítica à cobertura da imprensa. Conforme alegado, Bolsonaro afirma que vive sob um “massacre midiático”, onde boa parte dos veículos de comunicação o julgam como já condenado, antes mesmo do julgamento formal. Declarando que diversas matérias com “fontes não identificadas”, segundo ele, especulam até sobre sua futura prisão, configurando, na visão da defesa, um julgamento antecipado. 


Manifestantes na Praça dos Três Poderes, em Brasília, capital federal, em 08 de janeiro de 2023 (Fotos: reprodução/ Evaristo Sá/Ton Molina/Sergio Lima/Getty Images Embed)


Na parte final das alegações, os advogados de defesa classificam as acusações contra Jair Bolsonaro como absurdas e fundamentadas apenas em atos preparatórios que, conforme afirmam, não configuram crime sob a legislação brasileira. Além disso, declaram que o ex-presidente foi um agente de transição responsável e que buscou evitar o caos, especialmente em relação a incidentes como os bloqueios por caminhoneiros no fim de 2022. 

Com o encerramento das alegações finais na data de ontem, quarta-feira (13), a ação penal 2668 segue o rito processual, a ser concluído pela Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros, incluindo Alexandre de Moraes como relator. A expectativa é que o presidente da turma, ministro Cristiano Zanin, marque uma data para o julgamento, prevista para setembro, onde será decretada a acusação ou absolvição dos réus.

Ex-deputado Pablo Marçal se torna réu por negligência em viagem que colocou 32 pessoas em perigo

O político e empresário Pablo Marçal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) tornou-se réu em um processo criminal após o Ministério Público acusá-lo de expor 32 pessoas a risco de vida durante uma expedição ao Pico do Marins, em Piquete (SP), em janeiro de 2022. O caso, que tramita na Justiça Federal de São Paulo, pode ter repercussões políticas e jurídicas para o influenciador digital.

Na ocasião dos fatos, Marçal liderou um grupo de seguidores em uma escalada partindo da base do pico. Durante o percurso, os participantes enfrentaram chuva intensa, neblina, ventos fortes e visibilidade extremamente reduzida, colocando-os em situação de risco.

Justiça reconhece indícios suficientes para ação penal

Em sua decisão, a juíza Rafaela D’Assumpção Cardoso Glioche destacou que as investigações policiais, realizadas em conjunto com a denúncia do Ministério Público, apresentaram elementos consistentes para a abertura do processo criminal. A magistrada analisou os autos e, como a defesa de Marçal não se manifestou, decidiu acatar a denúncia contra o empresário.


Pablo Marçal (Foto: reprodução/Instagram/@pablomarcal1)

A acusação foi formalizada com base no artigo 132 do Código Penal, que pune quem expõe a vida ou a saúde de terceiros a perigo iminente. Segundo as investigações, Marçal teria ciência das condições climáticas adversas, incluindo rajadas de vento de até 100 km/h, mas mesmo assim prosseguiu com a atividade sem a presença de guias especializados ou equipamentos adequados para o grupo.

Prazo para defesa e próximos passos do caso

A juíza determinou que Pablo seja intimado da decisão e apresente sua resposta à acusação no prazo de 10 dias. Nesse período, ele poderá indicar provas e testemunhas que pretende utilizar em sua defesa.

A CNN Brasil entrou em contato com a assessoria do influenciador para obter um posicionamento sobre a decisão judicial, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O caso segue em tramitação, e novas atualizações devem ser divulgadas conforme o andamento processual.

Investigação contra Bolsonaro e Gutemberg sobre suposta fraude é encerrada

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido de finalização da investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Gutemberg Reis, feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os dois eram investigados por suposta fraude de comprovantes de vacinação da Covid-19.

A Procuradoria informou que não encontrou evidências que provassem a delação de Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Cid declarou que seguiu ordens dadas por Bolsonaro.

A declaração do tenente-coronel, no entanto, continua válida. As informações obtidas foram usadas no caso de tentativa de golpe de Estado em que Bolsonaro é réu.


Deputado Gutemberg Reis (Foto: reprodução/Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Procuradoria-geral da República

Paulo Gonet explicou que a Procuradoria-Geral da República não considera que o crime não foi cometido, mas disse que, sob determinação legal, as provas são consideradas insuficientes para confirmar a delação de Cid. A Polícia Federal confirmou que informações falsas sobre a vacina foram incluídas na carteira de vacinação de Bolsonaro e apagadas do sistema do Ministério da Saúde alguns dias depois.


Tenente-coronel Mauro Cid (Foto: reprodução/Lula Marques/Agência Brasil)

A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro, Gutemberg Reis, Mauro Cid e mais 14 pessoas por associação criminosa e adição de dados falsos sobre vacinação no sistema do Ministério da Saúde. A Procuradoria-Geral, que é responsável por apresentar denúncias, informou que não achou evidências de que o ex-presidente deu a ordem e afirmou que há indícios de que o deputado Gutemberg tomou a vacina e estimulou a imunização nas redes sociais.

Delação de Cid

Em sua delação, Cid afirmou que o ex-presidente pediu a adulteração de seu cartão de vacina e o de sua filha, Laura Bolsonaro. 

Na declaração, Cid explicou como o pedido foi feito “Foi quando eu falei com o presidente também. Ele: ‘faz pra mim também’. Tudo pra ele, pedindo pra ele”, disse Cid. Ele ainda confirmou que Bolsonaro pediu outro cartão para Laura “Faz pra mim e pra Laura”, contou.

Imprensa internacional repercute decisão do STF que torna Bolsonaro réu

O ex-presidente Jair Bolsonaro se tornou réu por envolvimento em um plano de golpe de Estado em 2022, após decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (26). O caso teve grande repercussão na mídia internacional.

A notícia foi destaque em grandes veículos de relevância internacional. O jornal norte-americano The New York Times traçou um paralelo entre os atos de 8 de janeiro no Brasil e a invasão do Capitólio nos Estados Unidos, afirmando que “a decisão marca um esforço significativo para responsabilizar o Sr. Bolsonaro pelas acusações de que ele tentou efetivamente desmantelar a democracia brasileira ao orquestrar um amplo plano para dar um golpe”.


Reportagem do jornal “The New York Times” sobre decisão do STF de tornar Bolsonaro réu (Foto: reprodução/ The New York Times)

O jornal também destacou a relação do ex-presidente Bolsonaro com o atual presidente norte-americano Donald Trump, mencionando que Bolsonaro aposta no apoio de Trump ao buscar asilo político nos EUA. Além disso, o NYT mencionou o processo movido pelo grupo de mídia de Trump contra o ministro do STF Alexandre de Moraes:

“No mês passado, poucas horas depois de promotores brasileiros indiciaram Bolsonaro, a empresa de mídia de Trump processou o juiz Moraes, que supervisiona o caso, em um tribunal federal dos EUA, acusando-o de censurar ilegalmente vozes de direita nas redes sociais.”
Ana Ionova

Outros veículos internacionais destacam o caso

A decisão do STF também foi repercutida por veículos de diversos países. O jornal espanhol El País destacou na primeira página de seu site que “não é incomum que um ex-presidente seja acusado ou julgado criminalmente no Brasil; o que é inédito é que ele será levado a julgamento por um golpe”.

Os jornais Clarín (Argentina), El Comercio (Peru) e Al Jazeera (Oriente Médio) também deram ênfase ao julgamento.

O The Washington Post (EUA) ressaltou a unanimidade dos ministros da Primeira Turma do STF ao aceitarem a denúncia e destacou que Bolsonaro se declara inocente. O jornal também mencionou que o ex-presidente é “conhecido por expressar nostalgia pela ditadura militar e desafiar abertamente o sistema judicial brasileiro durante seu mandato”.

O Wall Street Journal (EUA) analisou as consequências políticas do julgamento, afirmando que a decisão “deve aprofundar as tensões políticas em um país que está dividido antes da eleição presidencial de outubro de 2026, especialmente se o ex-presidente for condenado e preso”.

Decisão do STF

Na quarta-feira, o STF tornou réus Jair Bolsonaro e outros sete aliados no caso que investiga a tentativa de golpe de Estado durante e após as eleições de 2022. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, aceitou na íntegra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), sendo acompanhado pelos demais ministros da Primeira Turma: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

STF: Jair Bolsonaro e mais sete denunciados viram réus por tentativa de Golpe de Estado

Na tarde desta quarta-feira (26), os ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade,  tornaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais outros sete denunciados réus em ação penal por tentativa de golpe de Estado e mais outras quatro ações.

A Primeira Turma do STF, formada pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, decidiu em votação presencial em plenário. As votações ocorreram em três sessões: duas na data de ontem (25) e uma na manhã de hoje (26).


Bolsonaro réu: Zanin termina julgamento; STF aceita denúncia contra ex-presidente e mais sete (Vídeo: reprodução/Youtube/@uol)

A denúncia contra os acusados foi apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), representada pelo procurador Paulo Gonet 

Com o aceite da denúncia, tornaram-se réus: Augusto Heleno, Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres, Almir Garnier, Alexandre Ramagem, Mauro Cid e Jair Bolsonaro. 

Considerados pelos ministros como “núcleo 1” da ação, os réus responderão por: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, deterioração de patrimônio tombado e grave ameaça contra o patrimônio da União.

Cabe agora análise da Suprema Corte, formada por onze ministros, que decidirão pela absolvição dos réus ou não.  

A Votação 

O primeiro a votar foi o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que destacou em sua fala as cenas de violência realizadas no dia 08 de janeiro de 2023. Destacando “indícios de crime e materialidade” na denúncia apresentada pela PGR relacionados ao ex -presidente Jair Bolsonaro e aos demais denunciados. 

“Há indícios razoáveis de recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República, que aponta Jair Messias Bolsonaro como líder da organização criminosa (…)” Ministro Alexandre de Moraes

Em sua fala, Moraes apresentou, ainda, um vídeo com cenas de destruição e incêndios, segundo ele ocorridos no dia 08 de janeiro de 2023, e ressaltou: “Essas imagens não deixam dúvida da materialidade dos delitos.” 

Os demais ministros seguiram e acompanharam as falas de Moraes no aceite da denúncia.

Manifestação nas redes sociais 

Após o aceite da denúncia pelo STF, nas redes sociais houve grande manifestação por parte da opinião pública, que está dividida. O assunto é um dos mais comentados na mídia local e mundial. 

No trending topics da rede X, antigo Twitter, várias hashtags contra e a favor ao ex-presidente Jair Bolsonaro estão ganhando força ao longo do dia. 

O próprio ex-presidente utilizou sua conta para criticar o processo que ele classificou como “um projeto de poder que tem por objetivo interferir na dinâmica política e eleitoral do país”


Publicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (Reprodução/X/@jairbolsonaro) 

O STF também utilizou a mesma rede social para publicar o aceite da denúncia.  Nas próximas semanas o processo seguirá para a “fase de instrução penal” , onde o Ministério Público e advogados de defesa poderão apresentar ou não novas provas. A partir daí, será marcada a data de julgamento para determinar pela absolvição ou condenação dos réus. 

Nego Di conta sua história de superação e polêmicas no novo livro

O influenciador e humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, que ficou bastante conhecido depois de participar do Big Brother Brasil, resolveu contar sua trajetória em um livro. A obra, chamada Volta Por $ima – O Homem que fez do cancelamento a oportunidade de virar o jogo, foi lançada pela DISRUPTalks e promete revelar os bastidores da vida do comediante, que passou por muitas dificuldades, mas também teve várias conquistas ao longo do caminho.

Superando as dificuldades e construindo um legado

Em seu livro, Nego Di fala sobre como a experiência do cancelamento foi um ponto de virada em sua vida. Ele acredita que a vida não se resume apenas a essa rejeição e que ainda há muito a fazer. “A vida não é só um cancelamento. Tem muito mais a se construir, como um legado, algo que possa deixar para sempre e ajudar outras pessoas”, diz ele.


Nego Di lança Biografia (Foto: reprodução/X/@negodioficial)


O humorista também compartilha como foi difícil lidar com a grande desaprovação do público, mas como conseguiu reverter essa situação. “Peguei toda a rejeição que recebi e fiz dela algo positivo. Soube aproveitar os momentos difíceis para virar o jogo”, afirma Nego Di.

Polêmicas e problemas legais

Além da vida no meio digital, Nego Di também está lidando com processos judiciais. O ex-BBB se tornou réu em um caso de estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsificados e promoção de loteria ilegal. A acusação vem de uma fraude, envolvendo uma rifa virtual, que prometia um prêmio de um Porsche, com movimentação de mais de R$ 2,5 milhões em rifas ilegais. A primeira audiência do caso vai acontecer neste mês.

A esposa de Nego Di, Gabriela Vicente de Sousa, também foi envolvida, sendo acusada de lavagem de dinheiro no esquema. O caso está em andamento e continua gerando atenção da mídia e do público, por conta das várias polêmicas que marcaram a carreira do humorista.

Criminosos responsáveis por execução de delator do PCC abandonam carro e armas e fogem de ônibus em SP

Imagens analisadas pela força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública mostram que os executores de Vinicius Gritzbach abandonaram o carro usado no crime, descartaram as armas e fugiram de ônibus. O empresário foi morto com dez tiros de fuzil no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. As autoridades trabalham para identificar e prender os suspeitos. As fotos que registram a fuga foram obtidas nesta quinta-feira (21). A investigação segue em andamento.

Nenhum suspeito foi preso até o momento

O crime ocorreu em 8 de novembro, mas até agora nenhum suspeito foi detido. Um motorista de aplicativo foi atingido pelos tiros e faleceu no mesmo incidente, enquanto outras três pessoas ficaram feridas. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e o Ministério Público, que buscam identificar os responsáveis, descobrir quem ordenou o assassinato de Vinicius e entender a motivação do crime.

Principais hipóteses investigadas

A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública está apurando três hipóteses principais para esclarecer o assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que atua tanto em presídios quanto fora deles.


Policiais e perícias coletam provas no local de tiroteio no aeroporto internacional de Guarulhos (Foto: reprodução/MIGUEL SCHINCARIOL /Colaborador/Getty Images Embed)


Vinicius Gritzbach era conhecido como empresário do setor imobiliário, mas sua trajetória estava marcada por problemas legais. Ele era réu em dois processos judiciais. O primeiro envolvia acusações de lavagem de dinheiro, em que ele teria feito transações para beneficiar o crime organizado. O segundo processo o implicava em um duplo homicídio, onde ele era acusado de envolvimento em assassinatos.

 Apesar de sua fachada empresarial, Gritzbach estava diretamente relacionado a atividades criminosas e facções, o que complicou sua imagem pública. A acusação de lavagem de dinheiro indicava seu envolvimento com organizações criminosas, enquanto o duplo homicídio reforçava seu envolvimento com atos violentos. Esses processos estavam em andamento quando ele foi executado, possivelmente devido às suas ligações com o crime.