Gás do Povo inicia distribuição gratuita de botijões

A chegada do Gás do Povo, iniciada nesta segunda-feira (24), marca uma mudança na forma como o governo apoia famílias de baixa renda no acesso ao gás de cozinha. O programa começa a operar em dez capitais brasileiras e oferece recarga gratuita de botijões de 13 kg, substituindo os repasses em dinheiro do antigo Auxílio-Gás.

A iniciativa foi criada para reduzir os gastos essenciais das famílias, ampliar a segurança alimentar, evitar fraudes e tornar o processo de entrega mais direto e eficiente, com controle eletrônico e retirada nas revendas credenciadas.

Programa é vinculado a Caixa

O Gás do Povo funciona por meio de vales digitais distribuídos pela Caixa Econômica Federal, que permitem às famílias beneficiárias acessar a recarga gratuita do botijão de gás de 13 kg, importante para alimentação das pessoas. Para retirar o botijão, é necessário se dirigir a revendas credenciadas, apresentando documento de identificação, CPF ou cartão do Bolsa Família.

O programa foi estruturado para ser simples e direto, evitando burocracia desnecessária e garantindo que o benefício chegue de forma segura aos lares que realmente precisam. Cada vale digital é único e só pode ser utilizado uma vez, o que reforça a confiabilidade do sistema.


Lula anuncia nova medida importante em seu governo (Foto: reprodução/Instagram/@lulaoficial)


O número de recargas anuais depende do tamanho da família: lar com duas ou três pessoas pode receber até quatro botijões por ano, enquanto famílias com quatro ou mais integrantes têm direito a até seis recargas anuais. Todo o processo de retirada é registrado eletronicamente no momento da operação, permitindo controle rigoroso sobre a distribuição e aumentando a transparência e rastreabilidade do programa.

Dessa forma, o Gás do Povo busca evitar fraudes e garantir que o recurso chegue a quem realmente necessita, contribuindo para a segurança alimentar e para o alívio do orçamento doméstico das famílias mais vulneráveis.

Quem tem direito e qual o impacto esperado

O programa é direcionado a famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo. Inicialmente, 1 milhão de lares serão atendidos em dez capitais, mas a meta é alcançar mais de 15 milhões de famílias até março de 2026.

Com o novo modelo, o governo afirma que busca combater a pobreza energética, reduzir o uso de combustíveis perigosos e reforçar a segurança alimentar. Além disso, o programa pretende substituir de forma definitiva o Auxílio-Gás, oferecendo um benefício mais direto e menos suscetível a desvios.

Primeira Turma do STF mantém, por unanimidade, a prisão preventiva de Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, manter a determinação do ministro Alexandre de Moraes que converteu a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão preventiva. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (24), em sessão virtual, e contou com os votos dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, todos acompanhando integralmente o entendimento do relator.

Bolsonaro está detido desde sábado (22) em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, após a PF apontar elementos que indicariam risco de fuga e ameaças à ordem pública. A análise ocorreu no plenário virtual, sistema em que os ministros registram seus votos eletronicamente, sem a necessidade de sessão presencial.

A decisão de Moraes, ratificada pelo colegiado, foi tomada no sábado depois de a PF registrar que Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica poucas horas após seu filho, Flávio Bolsonaro, convocar uma vigília religiosa diante da residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Em paralelo, o processo referente à chamada trama golpista — no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar organização criminosa que buscava desestabilizar o Estado Democrático de Direito — se aproxima da fase final de recursos.

Após a conclusão dessa etapa, a condenação se tornará definitiva, autorizando o início da execução da pena. Bolsonaro passou por audiência de custódia no domingo (23), ocasião em que afirmou que a violação do equipamento ocorreu em razão de um surto causado pela interação de medicamentos psiquiátricos. Ele negou qualquer intenção de fuga.

Os votos dos ministros e os argumentos para a manutenção da prisão

Na votação, Alexandre de Moraes sustentou que Bolsonaro violou “dolosa e conscientemente” a tornozeleira eletrônica, tornando sem efeito a medida cautelar anteriormente imposta pelo próprio STF. Em seu voto, o ministro afirmou que o ex-presidente apresentou um padrão de condutas reiteradas que demonstrariam tentativa de descumprir decisões judiciais. Moraes destacou ainda que, na audiência de custódia, Bolsonaro confessou ter inutilizado o equipamento, caracterizando falta grave e desrespeito direto às ordens da Justiça. Assim, o relator avaliou que os requisitos para prisão preventiva — preservação da ordem pública, garantia da aplicação da lei penal e prevenção de obstrução do processo — estavam plenamente presentes.



O ministro Flávio Dino acompanhou o relator e ressaltou o risco relacionado à mobilização de apoiadores do ex-presidente. Segundo ele, episódios recentes demonstram que grupos organizados e descontrolados podem promover tumultos semelhantes aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando invasões e depredações atingiram os prédios dos Três Poderes. Dino afirmou que não se pode descartar a possibilidade de que esses grupos tentem acessar o local de custódia de Bolsonaro, colocando em perigo agentes de segurança e ampliando a ameaça à ordem pública. O ministro também observou que o ex-presidente já declarou publicamente que “jamais se submeteria à prisão”, o que reforçaria seu potencial risco de fuga e afronta ao Judiciário.

O ministro Cristiano Zanin igualmente votou pela manutenção da prisão preventiva, aderindo ao entendimento de Moraes sem acréscimos. A ministra Cármen Lúcia foi a última a votar e também acompanhou integralmente o relator, consolidando a decisão unânime da Primeira Turma.

Os fatores que levaram à prisão e o relato da defesa

A prisão preventiva foi decretada após a PF apresentar dois fatos centrais: a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e a convocação pública para uma vigília religiosa em frente à residência do ex-presidente, o que, segundo a polícia, poderia comprometer a fiscalização da prisão domiciliar. Um vídeo divulgado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal mostra Bolsonaro dizendo que tentou abrir o equipamento usando um ferro de solda e que a ação teria sido motivada por curiosidade. Na audiência de custódia, contudo, Bolsonaro alegou ter sofrido um surto provocado pela interação de medicações como pregabalina e sertralina, usadas em tratamentos psiquiátricos. Ele declarou não ter dormido nos dias anteriores e afirmou que não tinha qualquer intenção de fugir.

A defesa apresentou laudo médico ao Supremo e argumentou que o estado de saúde do ex-presidente justificaria uma prisão domiciliar humanitária. Os advogados sustentaram que o vídeo demonstra desorientação e fala arrastada, supostamente compatíveis com efeitos colaterais dos medicamentos, e insistiram que não houve tentativa real de romper o monitoramento. Para a defesa, os eventos da madrugada do dia 22 revelam uma condição clínica “delicada” e não um comportamento consciente de fuga ou de obstrução.

Fuvest 2026 divulga gabarito da 1ª fase do vestibular

A Fuvest divulgou neste domingo (23) o gabarito oficial da 1ª fase do vestibular 2026, liberando os quatro cadernos de prova (V1 a V4) para consulta. Os arquivos estão disponíveis no site da fundação, que confirmou para 1º de dezembro a divulgação da lista de convocados para a 2ª fase e dos novos locais de prova.

Com o gabarito publicado, os candidatos já podem estimar o próprio desempenho. A Fuvest reforça que a pontuação da 1ª fase integra a nota final do processo seletivo, e não apenas o filtro para a etapa discursiva. No portal, também estão disponíveis as versões completas dos cadernos, permitindo conferência detalhada.

Cursos mais concorridos

A tendência de anos anteriores se mantém: Medicina segue como o curso mais procurado, segundo dados oficiais e relatórios recentes da Fundação. Psicologia e Relações Internacionais aparecem na sequência entre as graduações tradicionalmente mais disputadas. Esse perfil sustenta a expectativa de notas de corte elevadas. Rankings atualizados de concorrência devem ser publicados pela própria Fuvest após o fechamento das convocações.

Nos painéis de inscrição, também se observa maior procura por cursos de Comunicação e áreas das Ciências Sociais Aplicadas, o que impacta a distribuição de concorrência entre campi. A Fuvest orienta que candidatos consultem diretamente o site para acompanhar informativos, prazos, guias de correção e procedimentos para eventuais recursos.


 

Cadernos de prova da 1ª fase são disponibilizados (Foto: reprodução/Instagram/@fuvest.oficial)


Como foi a prova e o que esperar da 2ª fase

Aplicada em 23 de novembro, a 1ª fase contou com 90 questões de múltipla escolha cobrando conteúdos gerais do Ensino Médio. Os quatro cadernos e o gabarito oficial já podem ser acessados online. A 2ª fase ocorre em 14 e 15 de dezembro, com provas discursivas, incluindo redação e questões específicas por área. O desempenho nesses dois dias será determinante para a classificação final e para a distribuição das vagas.

Nos anos anteriores, a Fuvest manteve estabilidade na estrutura de avaliação, algo que também se repete nesta edição. A fundação costuma divulgar análises de desempenho após o encerramento do vestibular, indicando padrões de acertos por disciplina, dificuldades recorrentes e mudanças de tendência. Essas informações ajudam tanto candidatos quanto escolas a compreender o comportamento da prova no longo prazo.

Primeiras horas de Bolsonaro em prisão preventiva

Jair Bolsonaro passou as primeiras horas sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em uma rotina que misturou cuidados médicos, visitas autorizadas e alimentação trazida da família. O ex-presidente recusou o cardápio padrão da carceragem e tomou, no primeiro dia, café com pão e ovo, segundo relatos de aliados e da equipe presente.

A PF realizou exame de corpo de delito na chegada e montou esquema de atendimento médico permanente, à vista da condição clinicamente frágil de Bolsonaro.

A família teve acesso controlado à unidade. Michelle Bolsonaro recebeu autorização de visita do STF em horário marcado, e auxiliares entregaram itens pessoais como escova de dente, desodorante e remédios, que foram inspecionados pela Polícia Federal antes de entrar na cela. Segundo O Globo, fontes próximas descrevem refeições “caseiras”, trazidos por auxiliares, alinhadas a orientações médicas.

A chefia da Polícia Federal, amparada pela decisão do STF, autorizou a entrada dos medicamentos de uso contínuo de Bolsonaro na superintendência e organizou um esquema de plantão médico permanente. O ex-presidente participou da audiência de custódia por videoconferência, diretamente da unidade, procedimento confirmado pela PF. Ao longo da manhã, agentes realizaram diligências internas previstas no protocolo e formalizaram, em relatório, a manutenção da prisão preventiva.

Prisão preventiva decretada

A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, após relatório do Centro de Monitoramento indicar violação da tornozeleira eletrônica. O fato configurou, na avaliação do magistrado, risco concreto de fuga, sobretudo diante da convocação pública de apoiadores para uma vigília nas imediações da residência onde Bolsonaro cumpria medidas. A íntegra da ordem de Moraes foi publicada e traz os fundamentos que embasaram a medida.

Moraes também ponderou o histórico de descumprimento de medidas cautelares e a proximidade de manifestações convocadas por aliados como elementos que aumentam o risco à ordem pública. Na decisão constam, ainda, determinações expressas sobre a preservação da dignidade do preso: sem algemas, sem exposição desnecessária e com atendimento médico integral.


Michelle Bolsonaro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/EVARISTO SA)


Defesa de Bolsonaro nega intenção de fuga

A defesa apresentou ao juízo narrativa oposta, afirmando que a tentativa de violação da tornozeleira decorreu de um episódio de “paranoia e alucinações”, provocado por mudança na medicação para problemas crônicos (incluindo soluço persistente). Segundo advogados, Bolsonaro não teve intenção de fugir. Em depoimento, o ex-presidente relatou acreditar haver escutas no equipamento e disse ter tentado abrir o monitor com um ferro de solda – versão registrada por agências internacionais e pela imprensa brasileira.

Os advogados pedem prisão domiciliar “humanitária”, sustentando que o histórico médico do ex-presidente, como o ferimento de 2018, intercorrências cardíacas e quadro de fragilidade, exige cuidados que, segundo eles, são mais adequadamente prestados fora da carceragem da PF. O pedido está sendo analisado no âmbito do STF, enquanto a defesa tenta demonstrar que a conduta com a tornozeleira não configura tentativa deliberada de evasão.

Após ser questionado por jornalistas, Trump lamenta prisão de Bolsonaro “é uma pena”

Neste sábado (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Ao ser questionado por jornalistas sobre o ocorrido com o ex-presidente brasileiro, Trump afirmou que não estava sabendo do caso e classificou a situação como “uma pena”.

Segundo informações divulgadas por correspondentes que cobrem o governo americano, a Casa Branca também comentou uma fala recente de Trump, na qual ele mencionou um “cavaleiro”. De acordo com assessores, não é possível afirmar se o presidente se referia a Lula ou a Bolsonaro, e, por enquanto, não há clareza sobre quem teria sido citado.

A situação

Alexandre de Moraes autorizou a prisão de Jair Bolsonaro neste sábado após solicitação da PF (Polícia Federal), numa medida preventiva. A pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de estado ainda não foi executada, apenas enviaram viaturas descaracterizadas à residência do ex-mandatário, que se localiza no Jardim Botânico em um condomínio, e após isso ele foi levado à superintendência da PF. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia convocado uma vigília em frente ao condomínio, o que teria levado à prisão preventiva dele.

Essa decisão do magistrado ainda será submetida à primeira turma do STF, em sessão que acontecerá nesta segunda-feira (24). Foi determinado que ele fosse preso sem algemas ou exposição. Houve tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica, e a intenção de retirar o equipamento do monitoramento eletrônico aconteceu por volta da meia-noite. A esposa de Bolsonaro falou a respeito de um louvor, citando: “Eu confio no senhor”.


Donald Trump no dia 22 de novembro de 2025 acenando (Foto: reprodução/John McDonnell/Getty Images Embed)


Jair Bolsonaro trajetória

Aos 15 anos, ele se interessou pelo exército. Na época, os seus amigos tinham te dado dicas a respeito de possíveis esconderijos de Carlos Lamarca, que havia montado campo em Vale do Ribeira visando treinar guerrilheiros contra a ditadura militar.

Aos 16 anos, ele entrou para a escola preparatória dos cadetes do exército (EsPCEx) porém, após reflexão, chegou à conclusão de que tinha que ter prestado concurso para a academia militar das agulhas negras. Iniciou como vereador do Rio de Janeiro em 1989  e ficou por 2 anos na época, e em 1991 se elegeu deputado federal até 2019, quando assumiu a presidência do Brasil, tendo mandato até 2022.

Bolsonaro terá audiência de custódia após prisão ordenada por Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participará de uma audiência de custódia neste domingo (23). Ele foi preso preventivamente na manhã de sábado (22), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a decisão, a medida busca preservar a ordem pública. A Polícia Federal levou Bolsonaro de casa após episódios que, de acordo com o STF, poderiam dificultar a fiscalização da tornozeleira eletrônica.

O que a Justiça vai avaliar

A princípio, a audiência de custódia servirá para que um juiz examine a legalidade da prisão. Além disso, o magistrado deve verificar se houve respeito às garantias previstas na legislação. O procedimento é obrigatório mesmo quando a ordem parte do STF.


Bolsonaro infringiu tornozeleira eletrônica (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)


A decisão de Moraes ocorreu após a convocação de uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente. Logo, para o ministro, a movimentação indicava risco de interferência na execução das medidas impostas. Agora, o resultado da audiência definirá os próximos passos do processo, que segue em fase decisória e mantém o ambiente político em alerta.

Defesa não detalha tornozeleira violada e afirma que Bolsonaro não fugiria

Detido de forma preventiva no último sábado (22) por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em operação da Polícia Federal (PF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viu sua defesa ter de justificar por que ele teria tentado violar a tornozeleira eletrônica que usa desde julho. Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23), ao meio-dia.

Segundo os advogados, a tentativa de violar o equipamento não é motivo suficiente para a prisão. Eles argumentam que, mesmo que a tornozeleira fosse danificada, a residência do ex-presidente é vigiada 24 horas por dia, o que impediria qualquer tentativa de fuga.

Prisão preventiva

A prisão de Jair Bolsonaro foi determinada a partir de um pedido da Polícia Federal ao Supremo, no qual os investigadores apontaram risco de fuga do ex-presidente, especialmente após a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde o pai mora. Esse entendimento foi acompanhado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação enviada ainda na madrugada de sábado.

No mandado de prisão, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu condições específicas: que o ex-chefe do Planalto, em prisão domiciliar desde 4 de agosto, não fosse exposto publicamente e que não fossem usadas algemas. Os agentes da PF seguiram essas orientações.


Advogado de Jair Bolsonaro demonstra indignação com a decisão de prisão preventiva (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)


Em conversa com jornalistas, concedida ao deixar a sede da Superintendência da Polícia Federal, o advogado Paulo Cunha Bueno disse que o episódio da tornozeleira estaria sendo usado para “tentar justificar o injustificável”. Na visão dele, Bolsonaro não teria como deixar a própria casa sem ser visto e o dispositivo eletrônico acabou se transformando, nesse caso, em uma espécie de pena infamante, servindo apenas para expô-lo à humilhação.

Tornozeleira eletrônica

Na decisão, Moraes mencionou que Bolsonaro tentou adulterar a tornozeleira eletrônica. No início da tarde, o ministro retirou o sigilo das imagens em vídeo em que o ex-presidente admite ter usado um ferro de solda para queimar o dispositivo preso ao tornozelo.

O ex-presidente relatou a uma agente que havia usado um “ferro de solda” para tentar abrir a tornozeleira eletrônica. A conversa foi registrada em vídeo e também descrita em um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

“Meti um ferro quente aí… curiosidade”, disse Bolsonaro à servidora. Quando ela perguntou: “Que ferro foi? Ferro de passar?”, ele respondeu: “Ferro de soldar, solda”.


Bolsonaro admite ter usado um “ferro de solda” para tentar abrir a tornozeleira eletrônica (Vídeo: reprodução/X/@g1)


Segundo o documento da secretaria, o alerta de violação do equipamento foi disparado às 0h07 deste sábado, momento em que uma equipe foi imediatamente deslocada até o endereço. Inicialmente, a informação repassada à administração penitenciária era de que o ex-presidente teria batido a tornozeleira na escada. A perícia, porém, concluiu que não havia marcas de impacto ou choque em nenhuma superfície.

Bolsonaro permanece preso em um cômodo de cerca de 12 metros quadrados na Superintendência da PF, que foi recentemente adaptado para recebê-lo. O espaço conta com ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e banheiro privativo.

Moraes critica manobras de Eduardo e Flávio e endurece posição contra Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal levou Bolsonaro de sua casa para a sede da corporação em Brasília, onde ele permanece sob custódia.

Acima de tudo, analistas apontam que as ações de Eduardo e Flávio Bolsonaro ampliaram a pressão sobre o caso. Ambos tentaram interferir no processo e buscavam aliviar a situação do pai, mas acabaram agravando o cenário jurídico.

Críticas de Moraes e impacto político das ações

Na decisão, Moraes classificou as iniciativas dos filhos como “patéticas” e reforçou que a democracia rejeita condutas ilegais. Nesse sentido, ele afirmou que Eduardo Bolsonaro teria articulado ações clandestinas para influenciar o processo, inclusive abandonando o mandato. Além disso, apontou que Flávio Bolsonaro incentivou a retomada de acampamentos golpistas e atacou o Judiciário.

Ainda na sexta-feira (21), Flávio divulgou um vídeo que convocava apoiadores para se reunir perto da casa do pai. Pouco depois, Moraes viu o gesto como sugestão de uma tentativa de usar apoiadores para dificultar a fiscalização da tornozeleira e da prisão domiciliar.

Prisão preventiva, PGR e recusa ao pedido humanitário

A prisão é preventiva e não possui prazo definido. A Polícia Federal pediu a medida ao STF após registrar violação da tornozeleira eletrônica e indicar risco de fuga. Logo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou o pedido e afirmou que os novos fatos exigiam resposta imediata.

Apesar da pressão política, Moraes negou o pedido da defesa para converter a prisão em regime domiciliar humanitário. Em contrapartida, os advogados citaram problemas de saúde e defenderam cuidados contínuos. Contudo, o ministro não encontrou elementos suficientes para autorizar a mudança.


Flávio Bolsonaro critica Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/Metrópoles)


Enquanto isso, o clima político ficou mais tenso. Apoiadores do PL iniciaram movimentos para montar um acampamento diante da sede da Polícia Federal. O grupo tenta ampliar a visibilidade do protesto e reforçar o apoio ao ex-presidente. Nas redes, parlamentares ligados ao PL intensificaram convocações e estimularam novas adesões ao movimento.

Cime relata dano em tornozeleira de Bolsonaro e STF mantém prisão preventiva

O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) informou ao ministro Alexandre de Moraes que a tornozeleira de Jair Bolsonaro tinha marcas de queimadura. A princípio, a equipe registrou o problema após vistoriar o equipamento na residência do ex-presidente durante a madrugada deste sábado (22/11).

Ainda segundo o Cime, Bolsonaro primeiro disse que havia batido a tornozeleira na escada. Porém, após nova pergunta, ele admitiu que usou um ferro de solda para tentar abrir o dispositivo. As autoridades trocaram o equipamento imediatamente. Horas depois, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente.


Bolsonaro admite usar ferro quente em tornozeleira (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)


Movimentações no STF e avanços do processo

Anteriormente, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou de forma unânime o pedido de revisão feito pela defesa. Assim, o processo do plano golpista avançou para a fase final. A decisão mostrou o entendimento de que os elementos reunidos sustentam a continuidade da ação.

Além disso, o tribunal havia tomado outra decisão recente ligada ao caso. Em momento anterior, o STF suspendeu o uso obrigatório da tornozeleira eletrônica por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. O colegiado fixou pena de dois anos de prisão em regime aberto. Também anteriormente, Cid já havia cumprido duas prisões temporárias, cada uma com duração inferior a seis dias.

Defesa tenta domiciliar e Moraes rejeita pedido

Mesmo assim, a defesa de Bolsonaro enviou uma nova petição ao Supremo. Os advogados pediram que ele permanecesse em prisão domiciliar por razões humanitárias. Eles citaram problemas de saúde, como fragilidades físicas e o diagnóstico recente de câncer de pele. Segundo a defesa, o ex-presidente precisaria de acompanhamento contínuo.


Advogado do ex-presidente critica prisão (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)


Apesar disso, Moraes negou o pedido após analisar os documentos. Em suma, o ministro afirmou que não encontrou elementos que justificassem a mudança do regime. A decisão manteve a prisão preventiva e ampliou a tensão política. Enquanto isso, apoiadores do PL iniciaram articulações em Brasília. Eles planejam montar um acampamento diante da sede da Polícia Federal. Como resultado, o grupo pretende demonstrar apoio a Bolsonaro e intensificar críticas ao Supremo.

STF rejeita pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente fosse autorizado a cumprir prisão domiciliar humanitária. A solicitação havia sido apresentada como alternativa à prisão preventiva, mas não foi aceita pelo magistrado após análise dos argumentos e documentos apresentados.

A decisão mantém a postura rigorosa do STF diante das tentativas da defesa de suavizar as condições impostas ao ex-chefe do Executivo, que segue no centro de um cenário de intensa disputa política e jurídica. O indeferimento ocorre em meio ao aumento da pressão sobre Bolsonaro e seus aliados, enquanto a estratégia legal do ex-presidente enfrenta sucessivas negativas na Corte.

Prisão preventiva de Bolsonaro

Bolsonaro foi detido pela Polícia Federal (PF) na manhã de sábado (22) por determinação de Alexandre de Moraes. A prisão preventiva foi justificada pelo risco de possível fuga, não tendo relação direta com a pena de 27 anos de reclusão definida no processo que apura tentativa de golpe.


Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/ Getty images embed/ Ton Molina)


Na véspera, a defesa havia protocolado um pedido de prisão domiciliar, acompanhado de uma série de laudos médicos, alegando a necessidade de cuidados especiais. O ministro, porém, considerou o requerimento improcedente, assim como a solicitação para liberar visitas de 16 apoiadores — entre eles os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Júlia Zanatta (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF) e o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Reações no cenário político

Dentro do Partido Liberal (PL), apoiadores do ex-presidente iniciaram articulações para organizar um acampamento em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A mobilização busca demonstrar apoio a Bolsonaro e ampliar a visibilidade do protesto contra a decisão.

Nas redes sociais, grupos alinhados ao PL têm intensificado convocações, incentivando a participação de simpatizantes e ampliando a repercussão do movimento. A presença de parlamentares engajados na causa tem reforçado a estratégia de pressão pública adotada pela legenda.

Matéria por Innaray Lima