Moraes nega à defesa de Bolsonaro a concessão de prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL), que buscava autorizar o cumprimento da pena em regime de prisão domiciliar por razões humanitárias.

Na decisão tornada pública neste sábado (22), Moraes afirma que, com a decretação da prisão preventiva do ex-presidente ainda pela manhã, os requerimentos da defesa perderam o objeto, assim como todas as permissões de visita que haviam sido concedidas anteriormente.

Prisão preventiva torna pedidos da defesa sem efeito

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi detido neste sábado (22) e levado para a Superintendência da Polícia Federal, depois que o ministro Alexandre de Moraes decidiu transformar a prisão domiciliar em prisão preventiva.

Os advogados do ex-presidente protocolaram, na tarde de sexta-feira (21/11), um pedido acompanhado de diversos laudos, solicitando que Bolsonaro pudesse cumprir a condenação em regime de prisão domiciliar.

Na petição dirigida ao ministro, relator do caso, a defesa listou os problemas de saúde de Bolsonaro e apontou haver “risco à vida”. Os advogados solicitaram que ele continuasse em casa, onde está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Ao decidir, porém, Moraes determinou que o ex-presidente tenha atendimento médico “em tempo integral” e “em regime de plantão” na carceragem.

Como se trata de prisão preventiva, não há prazo definido para o término. Moraes afirmou ter adotado a medida para preservar a ordem pública, já que, segundo ele, foi organizada uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde Bolsonaro mora, com a intenção de impedir sua prisão. O ministro também registrou que houve violação da tornozeleira eletrônica, o que indicaria tentativa de fuga.


Flávio Bolsonaro convoca apoiadores para vigília (Vídeo: reprodução/X/@FlavioBolsonaro)


Condenação ainda em recurso

Bolsonaro já foi condenado a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado, mas ainda não está preso em razão dessa condenação, pois os recursos seguem em tramitação. A expectativa é que, com o esgotamento das possibilidades de recurso, a prisão decorrente da condenação ocorra nos próximos dias.

Os outros sete réus apontados como parte do núcleo central da tentativa de golpe — todos ex-integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro — também receberam condenações, com penas que variam entre 2 e 26 anos de prisão.

A ordem de prisão preventiva decretada contra o ex-presidente, entretanto, não se estende, neste momento, aos demais condenados, já que não está relacionada ao fim da fase de recursos para início do cumprimento da pena.

No julgamento, Bolsonaro foi ainda responsabilizado pelos crimes de organização criminosa armada, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de bem tombado.

Michelle Bolsonaro se pronuncia após a prisão de Jair Messias Bolsonaro

Na manhã deste sábado (22), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi detido pela Polícia Federal (PF) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente estava sendo investigado por envolvimento na Polícia Federal ainda durante seu governo, que durou de 2018 até 2022.

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil e atual esposa de Bolsonaro, se pronunciou via Instagram com versículos bíblicos.

O pronunciamento

Michelle Bolsonaro disse em seu pronunciamento alguns versículos da Bíblia; um deles foi o Salmo 121, que diz: “Levarei os meus olhos para os montes, de onde vem meu socorro”, fazendo alusão à prisão de seu marido e ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

Outro trecho dos versículos que a esposa de Bolsonaro mencionou foi: “Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará”, levantando comentários nas redes sobre possíveis “indiretas” em correlação à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal de prender Jair Messias Bolsonaro.


 

 

 

 

Prisão de Bolsonaro (Vídeo: reprodução/X/@Globonews)


Prisão de Bolsonaro

Na manhã de hoje (22), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso de maneira preventiva pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A prisão será julgada ainda pela primeira turma do Supremo, e o resultado será determinante para saber se a prisão preventiva continuará ou não.

Uma sessão foi convocada por Alexandre de Moraes para a próxima segunda-feira (24), das 8 às 20 horas. Segundo a PF, a prisão não tem nada a ver com sua condenação por tentativa de golpe, pela qual foi condenado a cumprir prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes alega que a prisão é uma garantia de ordem pública, com risco de aglomeração.

 

Moraes converte prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decretou hoje (22) de manhã a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a justificativa de risco concreto de fuga. O pedido veio da Polícia Federal e foi atendido por Moraes. Bolsonaro foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília. Na segunda-feira, haverá uma votação na primeira Turma da Corte Constitucional para decidir se a prisão preventiva será ou não mantida.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto pelo descumprimento de medidas cautelares a que foi submetido em junho. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela liderança de uma tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro violou tornozeleira eletrônica

O risco de fuga foi averiguado frente à convocação, via redes sociais, de uma vigília, por parte de Flávio Bolsonaro, em frente ao condomínio do pai em Brasília. De acordo com a decisão de Moraes, a corrente de orações causaria aglomeração e tumulto social e poderia ser mobilizada para facilitar o refúgio de Jair Bolsonaro em locais como a Embaixada Americana, localizada a 13km ou 15 minutos de carro da residência do antigo chefe do Executivo. As informações foram apuradas pelo blog Natureza Nery.


CNN Brasil repercute prisão preventiva de Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNbrasil)


Corrobora ainda para a tese de fuga a verificação de uma tentativa de ruptura da tornozeleira eletrônica do condenado realizada na madrugada deste sábado. 

O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Cortea ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho“, pontua o texto.

O documento considera o deslocamento ilícito de condenados para fora do país como uma reiterada estratégia do setor bolsonarista. Nesse sentido, cita o deputado Alexandre Ramagem Rodrigues (PL-RJ), corréu na trama golpista que se encontra nos Estados Unidos, e Carla Zambelli, que fugiu para a Itália após ser penalmente responsabilizada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma nas eleições de 2022.

Alexandre de Moraes determinou uma ação da PF sem uso de algemas e exposição midiática. O ministro garantiu tratamento médico a Bolsonaro por tempo integral na prisão.

Ex-presidente aguarda pena definitiva

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no final de setembro por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Após a publicação da condenação no Diário da Justiça, cerca de um mês depois, Bolsonaro e mais seis réus do núcleo 1 da trama golpista (apontados como autores intelectuais da tentativa de golpe) entraram com o recurso dos “embargos de declaração“, destinado ao esclarecimento de omissões ou contradições do acórdão de julgamento. Eles pediram, entre outras questões, revisão de pena e invalidade da delação de Mauro Cid.

Os recursos foram rejeitados pela Primeira Turma da Corte no dia 7 deste mês e publicados no dia 18. A defesa tem uma semana (que termina neste domingo, 23) para entrar com um novo recurso, que pode ser julgado por Moraes apenas, sem necessidade de levar novamente à Turma, já na segunda (24). Caso rejeite a petição da defesa, Moraes poderá decretar o julgamento encerrado (trânsito em julgado) e notificar a Vara de Execuções Penais para a condução de Bolsonaro e aliados à prisão.

PF cumpre ordem de Moraes e prende Bolsonaro sem uso de algemas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal prendesse preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado, 22 de novembro.

A decisão faz parte das ações do inquérito que apura tentativa de golpe e no qual o ex-presidente já foi condenado. O mandado corre sob sigilo, mas seu conteúdo estabelece orientações específicas para a forma como a prisão deveria ser realizada.

Orientações para o cumprimento da prisão

No documento, Moraes orienta que os agentes responsáveis executem a ordem de maneira discreta. O ministro determina que Bolsonaro não seja algemado e que a operação evite qualquer tipo de exposição midiática. A justificativa apresentada no texto é preservar a dignidade do ex-presidente durante o procedimento.

Além disso, o ministro deixa a cargo da própria Polícia Federal a escolha de usar ou não uniforme e armamento, desde que o cumprimento da ordem ocorra com segurança. O despacho é curto, com duas páginas, e lista os crimes pelos quais Bolsonaro já foi condenado no inquérito. Apesar disso, não detalha qual fato novo levou à decretação da prisão preventiva.


Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Sergio Lima/Getty Images Embed)


O mandado previa que a ação acontecesse na parte da manhã deste sábado, orientação que foi seguida pela equipe policial. A decisão mantém o padrão adotado por Moraes em outras operações, priorizando sigilo e discrição.

Como a prisão aconteceu e próximos passos

Bolsonaro foi detido em sua residência, onde cumpria prisão domiciliar. Os agentes da PF conduziram o ex-presidente para a Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada no Setor Policial Sul, em Brasília, destino padrão de custódia em operações dessa natureza.

O inquérito da tentativa de golpe segue investigando a participação de diferentes envolvidos, tanto do setor público quanto do privado. A prisão preventiva é mais uma etapa desse processo, que permanece sob sigilo judicial. A expectativa é que novas ações ocorram conforme avançam as análises conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal.

A reportagem solicitou posicionamentos oficiais das instituições envolvidas, mas ainda não obteve retorno até o momento da publicação.

Encontro histórico: Trump e Mamdani falam sobre custo de vida nos EUA

O presidente Donald Trump recebeu o deputado estadual Zohran Mamdani para uma reunião na Casa Branca. Rivais declarados e representantes de espectros políticos opostos, os dois decidiram conversar pessoalmente sobre o aumento do custo de vida nos Estados Unidos, em especial em Nova York. A reunião chamou atenção por juntar duas figuras que raramente concordam, mas que agora compartilham uma preocupação comum.

O encontro foi marcado por um clima mais tranquilo do que o esperado e abriu espaço para debates sobre moradia, tarifas de energia e dificuldades enfrentadas por trabalhadores. Apesar das diferenças, Trump e Mamdani afirmaram que pretendem colaborar em pontos que consideram urgentes. A reunião sinalizou que, diante de crises maiores, até adversários políticos podem encontrar espaço para diálogo.

Conversa sobre moradia e contas mais altas

Durante o encontro, Trump e Mamdani discutiram principalmente a situação da moradia em Nova York, considerada uma das cidades mais caras do mundo. Mamdani explicou ao presidente que milhares de moradores enfrentam dificuldades para arcar com o aluguel e com as contas básicas. Segundo ele, famílias de baixa renda estão entre as mais prejudicadas, mas mesmo trabalhadores com empregos estáveis relatam dificuldades para fechar o mês.

Trump ouviu as colocações do deputado e afirmou que pretende buscar maneiras de aliviar os custos para a população. Ele ressaltou que o governo federal tem interesse em reduzir tarifas e promover incentivos que favoreçam famílias que vivem em regiões com alto custo. Ainda que os dois discordem em vários pontos políticos, ambos afirmaram que o aumento das despesas tem prejudicado o cotidiano de milhões de norte-americanos.

Além da moradia, as contas de energia também entraram na pauta. Mamdani relatou que moradores de diversos bairros reclamam do aumento constante nas tarifas. Para ele, o governo deve investir em novas formas de produção e buscar alternativas que reduzam os gastos da população. Trump concordou que o tema merece atenção e disse que estuda novas parcerias no setor energético.

A conversa também abordou possíveis projetos que podem ser enviados ao Congresso nos próximos meses. Mamdani defendeu ações voltadas a para proteção de inquilinos e medidas que impeçam aumentos abusivos. O deputado comentou que a crise da moradia não afeta apenas Nova York e que cidades como Los Angeles, Miami e Chicago vivem desafios parecidos. Trump afirmou que está aberto ao diálogo para entender melhor as necessidades de cada região.

Apesar das divergências políticas, os dois afirmaram que desejam encontrar soluções práticas e imediatas. Trump destacou que o governo precisa agir com rapidez e que reformas no setor de moradia podem ajudar a melhorar a economia como um todo. Mamdani reforçou que a população espera respostas e que este é o momento de priorizar ações que reduzam o custo de vida.


A esquerda Donald Trump, a direita Zohran Mamdani (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Andrew Caballero – Reynolds/Charly Triballeau)


Reunião surpreende pela postura conciliadora

A presença de Mamdani na Casa Branca surpreendeu tanto apoiadores quanto críticos. O deputado é conhecido por defender pautas sociais e por ser um dos nomes mais vocalmente contrários a várias políticas de Trump. Mesmo assim, a postura dos dois durante o encontro foi descrita como cordial e objetiva. Analistas políticos afirmam que essa reunião pode representar um passo importante para discussões mais amplas entre governo e oposição.

Trump elogiou Mamdani por apresentar dados, relatos e propostas durante a conversa. O presidente afirmou que, mesmo quando existem discordâncias profundas, ouvir um representante que conhece de perto os problemas da população pode trazer novas perspectivas. Segundo Trump, o país vive um momento que exige colaboração e responsabilidade.

Por outro lado, Mamdani declarou que ficou satisfeito com a abertura demonstrada pelo presidente. Ele afirmou que não espera concordar com Trump em todas as áreas, mas acredita que o diálogo é essencial para enfrentar desafios nacionais. O deputado reforçou que continuará defendendo os moradores de Nova York e que pretende cobrar o governo sempre que achar necessário.

A repercussão do encontro foi imediata. Figuras de diferentes partidos comentaram que a reunião, mesmo improvável, mostra que a política pode encontrar caminhos de cooperação. Especialistas afirmam que o tema do custo de vida pode unir grupos que raramente trabalham juntos, já que afeta famílias de todas as classes sociais.

Ao final, Trump e Mamdani disseram que pretendem continuar conversando. Ainda não há um cronograma oficial para novos encontros, mas ambos afirmaram que vão manter uma linha aberta de comunicação. A expectativa é que a discussão sobre moradia e tarifas continue nos próximos meses.

Homens armados invadem escola na Nigéria e sequestram alunos

Homens armados invadiram, na madrugada desta sexta-feira (21), o internato da St. Mary’s School, uma instituição católica localizada na comunidade de Papiri, no estado de Níger, na Nigéria, e sequestraram dezenas de estudantes. Segundo relatos da emissora local Arise News, pelo menos 52 alunos foram levados, embora o número exato ainda não tenha sido confirmado pelas autoridades.

O secretário do governo estadual, Abubakar Usman, afirmou ter recebido a notícia com “profundo pesar” e disse que as agências de segurança continuam avaliando a situação para apurar quantos foram realmente capturados. A operação ocorreu apesar de alertas anteriores de inteligência sobre riscos elevados na região. De acordo com a polícia do estado de Níger, a escola havia retomado suas atividades sem notificar o governo local, o que, segundo críticos, expôs os alunos a um perigo previsível.

Um funcionário da escola foi ferido

Equipes de segurança foram mobilizadas para vasculhar áreas de mata próximas ao colégio na tentativa de localizar os estudantes sequestrados. Já um funcionário da escola foi ferido durante o ataque, segundo a diocese católica local.

Este sequestro acontece num momento de grave instabilidade no país. Só nesta semana, outro ataque similar ocorreu no estado de Kebbi, quando homens armados invadiram um internato feminino e levaram 25 alunas, a vice-diretora da escola foi morta ao tentar impedir a entrada dos agressores.

Gangues criminosas, chamadas de “bandidos”

Especialistas apontam que esses ataques fazem parte de um padrão recente: gangues criminosas, muitas vezes chamadas de “bandidos”, têm atacado escolas e igrejas para obter resgates, aproveitando a fragilidade da proteção em áreas rurais.



Igreja é atacada por criminosos, na Nigéria, dias antes do ataque ao internato (Vídeo: reprodução/YouTube/Band Jornalismo)


Além disso, a situação se agrava em meio a tensões políticas e religiosas. O presidente nigeriano, Bola Tinubu, tem sido pressionado internacionalmente, especialmente pelos Estados Unidos, sobre a segurança dos cristãos no país. A comunidade local está em choque e exige respostas rápidas do governo. Já os pais aflitos aguardam notícias, enquanto as autoridades reafirmam o compromisso de garantir o retorno seguro dos estudantes.

Zelensky critica pressão dos EUA em novo plano de paz para a Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou nesta sexta-feira (21) que o país enfrenta uma das fases mais difíceis desde o início da guerra. A declaração foi feita após os Estados Unidos apresentarem uma nova proposta de paz para encerrar o conflito contra a Rússia.

Zelensky afirmou que a pressão internacional é intensa e que a Ucrânia pode acabar tendo que escolher entre aceitar um acordo que fere sua soberania ou correr o risco de perder um aliado estratégico. Mesmo assim, ele garantiu que o governo ucraniano vai analisar o plano com cautela e dialogar com Washington e outros parceiros. Donald Trump, porém, quer uma resposta rápida e deu prazo até quinta-feira (27).

Zelensky busca apoio do ocidente

Além de conversar com o vice-presidente americano, JD Vance, Zelensky também falou por telefone com líderes do Reino Unido, França e Alemanha antes de seu pronunciamento. Esses países reafirmaram apoio total à Ucrânia. A surpresa, no entanto, foi o fato de os EUA terem apresentado a proposta sem grande consulta aos demais aliados europeus.

O plano americano traz pontos que atendem a demandas antigas do presidente russo, Vladimir Putin. Entre elas, estão concessões territoriais por parte de Kiev e garantias de segurança consideradas limitadas. De acordo com um rascunho obtido pela AFP, a Ucrânia teria que abrir mão das regiões de Donetsk e Luhansk, que seriam reconhecidas como parte da Rússia até mesmo pelos EUA. O mesmo valeria para a Crimeia, tomada pelos russos em 2014.


Presidente ucraniano rejeitou acordo de paz proposta pelos EUA (Foto: reprodução/X/@SpencerHakimian)


Presidentes da Europa comentaram sobre situação da Ucrânia

Enquanto isso, líderes europeus reforçaram que a Ucrânia precisa manter condições de defender sua soberania, sugerindo que não apoiam a redução militar prevista no plano. Macron, Starmer e Merz participaram juntos de uma ligação com Zelensky, prometendo que a Europa continuará ao lado do país, apesar de elogiarem a tentativa de Trump de encontrar uma saída diplomática.

Do outro lado, o Kremlin também se manifestou e pressionou Kiev, afirmando que, diante dos avanços recentes das tropas russas, a Ucrânia tem poucas alternativas na mesa de negociação. Até o momento, Moscou não comentou oficialmente a proposta americana.

Ministro Camilo Santana: Enem 2025 permance válido

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou nesta sexta feira (21) que o Enem 2025 não será cancelado. A declaração foi feita após a repercussão de dúvidas e questionamentos sobre possíveis problemas na aplicação das provas. Segundo ele, o exame seguiu os procedimentos previstos e não há motivo para anular o processo.

Santana afirmou que a decisão foi tomada com base em avaliações técnicas e no cuidado de preservar o esforço dos milhões de estudantes que se dedicaram ao longo do ano. Para o ministro da educação, manter o exame é também uma forma de garantir estabilidade e respeito aos participantes.

Esclarecimento sobre o processo do Enem

Durante a coletiva, o ministro explicou que o Ministério da Educação e o Inep analisaram todas as ocorrências registradas durante a aplicação das provas. As equipes revisaram denúncias, verificaram pontos considerados sensíveis e concluíram que nada afetou o resultado geral do exame. Por isso, segundo ele, a continuidade do Enem é a alternativa mais responsável.

Camilo Santana informou que algumas questões foram anuladas após avaliação das equipes técnicas. Ele destacou que situações desse tipo fazem parte do processo e que a retirada das perguntas não altera o desempenho final dos candidatos, já que o sistema já prevê esse tipo de ajuste.

O ministro também reforçou a importância do Enem como porta de entrada para o ensino superior. Para ele, qualquer decisão sobre o exame precisa ser tomada com cuidado, já que envolve universidades, programas de acesso e o planejamento de milhões de estudantes. Por isso, manter o calendário é fundamental para evitar prejuízos.

Santana comentou ainda que o ministério trabalha continuamente para fortalecer a segurança do exame. Entre as ações estão melhorias na fiscalização e no acompanhamento do processo de aplicação das provas. Segundo ele, essas medidas ajudam a garantir que todos os candidatos tenham condições iguais, sem que nenhum grupo seja beneficiado ou prejudicado.

Outro ponto citado foi a circulação de informações falsas sobre o Enem. O ministro pediu que os estudantes busquem apenas fontes oficiais para se informar, já que boatos sobre cancelamento ganharam força nas redes sociais nos últimos dias. Ele afirmou que a transparência seguirá sendo prioridade.


Ministro da Educação Camilo Santana na feira de livros – Bienal ( Foto: reprodução/Getty Images Embed/Miguel Schincariol)


Compromisso com a igualdade entre os candidatos

Camilo reforçou que o Ministério da Educação trabalha para que todos os participantes tenham as mesmas condições durante o exame. Segundo ele, as equipes seguem focadas em garantir um processo justo e em evitar qualquer situação que possa prejudicar grupos específicos.

O ministro explicou que, ao longo do ano, são adotadas várias medidas de prevenção para manter a segurança do exame. Entre elas estão o monitoramento constante, a atuação de equipes especializadas e o acompanhamento da aplicação das provas. De acordo com ele, esse conjunto de ações é suficiente para assegurar que o Enem continue sendo confiável.

Santana comentou também que mudanças no calendário poderiam gerar instabilidade para estudantes e universidades. Por isso, mesmo diante das dúvidas levantadas, a decisão foi manter o exame normalmente.

Ele afirmou ainda que o ministério continua analisando cada caso registrado. Caso alguma situação específica precise de atenção, serão tomadas providências para evitar prejuízos individuais. Santana enfatizou que o cenário é considerado seguro e que não há risco para a validade do Enem.

No fim das declarações, Camilo ainda destacou que o Enem 2025 segue garantido e que o Ministério da Educação continuará trabalhando para dar segurança e confiança aos participantes. Ele reforçou que o exame permanece válido e que todas as medidas necessárias já foram tomadas para proteger o processo. Para o ministro, o compromisso é seguir aperfeiçoando o Enem e assegurar que milhões de estudantes possam disputar uma vaga no ensino superior de forma justa e tranquila.

Supremo recebe pedido para manter prisão domiciliar de Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou uma nova petição ao Supremo Tribunal Federal solicitando que a prisão do ex-presidente seja mantida em regime domiciliar por razões humanitárias. No documento, os advogados citam uma série de enfermidades e fragilidades de saúde, incluindo complicações decorrentes de um atentado e outras condições crônicas, para fundamentar o pedido.

Defesa alega problemas de saúde

No pedido enviado ao ministro responsável, a defesa afirma que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde sérios e permanentes. Entre as condições relatadas estão refluxo, crises de soluço, apneia, hipertensão, histórico de pneumonia e lesões decorrentes do atentado sofrido em 2018. Segundo os advogados, esse quadro exige acompanhamento médico intensivo e torna a custódia em prisão comum um risco para a vida do ex-presidente.

A petição também menciona que ele foi diagnosticado com câncer de pele este ano, o que reforçaria a necessidade de tratamento contínuo e cuidados específicos. Para a defesa, a execução da pena em prisão pode dificultar esse acompanhamento e colocar em perigo sua saúde.


Jair Bolsonaro, ao centro, é alvo de pedido de prisão domiciliar (Foto: reprodução/Fellipe Sampaio/STF)


Caráter humanitário do pedido

A defesa argumenta que uma eventual transferência de Jair Bolsonaro para o sistema prisional teria potencial de agravar significativamente seu estado de saúde. Os advogados afirmam que a penitenciária indicada para recebê-lo apresenta limitações estruturais e operacionais que, na avaliação deles, não seriam compatíveis com as necessidades médicas do ex-presidente. Entre os pontos levantados estão a dificuldade de acesso rápido a atendimento especializado, a ausência de ambientes adequados para acompanhamento contínuo e o risco de exposição a situações que poderiam comprometer seu bem-estar físico.

Além das condições gerais da unidade, a equipe jurídica ressalta que o quadro clínico de Bolsonaro exige monitoramento periódico e intervenções que, segundo eles, não poderiam ser garantidos no ambiente prisional. Em razão dessa avaliação, a defesa sustenta que o regime domiciliar representa a única alternativa capaz de assegurar estabilidade e segurança enquanto durar a execução da pena.

Para tentar convencer o Supremo Tribunal Federal, os advogados propõem que Bolsonaro permaneça em casa com o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, mantendo restrições rigorosas de deslocamento. A ideia é permitir saídas apenas para consultas, exames ou outras demandas médicas estritamente necessárias, assegurando que o cumprimento da pena seja controlado e verificável.

Eles também enfatizam o caráter emergencial do pedido. De acordo com a defesa, o processo está em fase avançada e a possibilidade de início da execução da pena torna urgente uma decisão sobre o regime de cumprimento. Para os advogados, deixar a questão em aberto neste momento colocaria Bolsonaro em uma situação de vulnerabilidade, já que a transferência ao presídio poderia ocorrer sem tempo hábil para garantir medidas alternativas de proteção.

 

Incêndio na Blue Zone da COP 30 aumenta tensão entre ONU e governo brasileiro

A Polícia Federal iniciou uma investigação para descobrir o que causou o incêndio na blue zone da COP 30, em Belém. Os peritos já fizeram uma primeira análise no local, e uma perícia completa deve ser realizada nesta sexta-feira. Policiais também vão ouvir pessoas que estavam no pavilhão atingido e nos espaços ao lado.

Uma das hipóteses mais fortes é que o fogo começou por causa de um micro-ondas que não era compatível com a rede elétrica instalada no evento. Esse aparelho teria provocado um curto-circuito. A PF quer entender como esse micro-ondas entrou na área, já que o acesso é restrito e controlado.

Incêndio não tem relação com estrutura da COP30

Fontes informaram à CNN que, na semana anterior, um equipamento parecido foi colocado no pavilhão chinês, mas retirado depois. Se essa hipótese se confirmar, o incêndio não teria relação com falhas de construção ou problemas estruturais do espaço.

O caso aumentou o clima de tensão entre a ONU e o governo brasileiro. Isso porque a triagem para entrar na blue zone é feita pela própria ONU, que teria permitido que representantes do pavilhão da Comunidade da África Oriental entrassem com o aparelho suspeito. Outra possibilidade analisada é que uma falha em um gerador possa ter iniciado o fogo.


Alguns acordou foram oficializados fora do espaço da COP 30 (Foto: reprodução/X/@BelemNoticiass)


Governo entra em discussão com a ONU

Para integrantes do governo, a ONU estaria agindo de forma precipitada ao sugerir que o incidente é responsabilidade do Brasil, o que teria aumentado o desgaste entre as partes. Por isso, a Polícia Federal tomou a iniciativa de abrir rapidamente uma investigação preliminar.

No momento, a principal linha de apuração continua sendo a entrada do micro-ondas que não deveria estar na área. O governo acredita que as investigações vão mostrar que o problema não está no projeto do local, mas sim em uma falha na fiscalização da ONU.