Trump impõe tarifa e União Europeia marca reunião de emergência sobre Groenlândia

Neste domingo (18), a União Europeia fará uma reunião de emergência para debater a respeito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrar interesse em comprar a Groenlândia, que é um território pertencente à Dinamarca.

Ele comunicou neste sábado (17) que pretende aplicar uma tarifa de 10% para os países da Europa, enquanto eles não estivessem em concordância com a compra do local em questão, e ainda possivelmente iria ter um aumento de 15% a mais além do que já foi estipulado a partir do 2° semestre deste ano. Em virtude disso, a União Europeia se reuniria com embaixadores dos 27 países pertencentes à organização.

Situação delicada

Trump tem externado seu interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. Conforme informado pelo líder norte-americano, desde quando assumiu o posto de presidenciável do país, o território é vital para o domo de ouro, que seriam escudos de antimísseis, que ele quer construir para os Estados Unidos.

Os líderes da União Europeia demonstraram preocupação quanto ao tarifaço imposto pelo republicano. Segundo declaração da presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, isso tem prejudicado as relações entre países, podendo gerar uma escalada negativa.


Kaja Kallas em 13 de janeiro de 2026 (Foto: reprodução/Sean Gallup/Getty Images Embed)


Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco, declarou que esta situação acaba por prejudicar a prosperidade de ambos os lados do Atlântico. Conforme ela informa, a China e a Rússia iriam se beneficiar quanto a esse ocorrido.

A Groenlândia já está há um tempo sendo vista como uma das localidades de maior importância estratégica em respeito à segurança do Ártico.

Interesses na Groenlândia

Conforme o presidente Donald Trump informou, ele quer anexar a Groenlândia, pois se não o fizer, a Rússia ou a China o farão, e ele não quer deixar isso acontecer.

Alguns países chegaram a enviar tropas para o local em questão, após o presidente demonstrar interesse pela ilha. O governo alemão informou que a missão de enviar exércitos para a localidade serve para proteger o local, pois eles detêm a custódia da Groenlândia no momento, e resolveram reforçar a segurança do local.

No momento, estão buscando tentar fazer algo para resolver essa questão da melhor maneira possível.

Irã soma cinco mil mortes em protestos e Khamenei ataca Trump

Os protestos na República Islâmica do Irã já deixaram cerca de 5.000 mortos, segundo uma fonte do governo ouvida pela Reuters neste domingo (18). Sobretudo, as manifestações já duram mais de 20 dias. Desde o início, os atos começaram devido à crise econômica e rapidamente passaram a pedir o fim do regime dos aiatolás. Esses são líderes religiosos de alta patente, onde há uma autoridade máxima religiosa e política que controla o estado, o exército e a justiça.

Repressão eleva número de mortos e prisões

Segundo a mesma fonte, forças de segurança reagiram com violência crescente e manifestantes relataram tiros durante protestos em várias cidades. Apesar disso, o governo iraniano nega responsabilidade direta. Segundo a capital Teerã, os próprios manifestantes provocaram confrontos armados.

Ainda assim, organizações independentes apresentam números divergentes. A ONG HRANA contabiliza 3.308 mortos confirmados, além de 4.382 casos em análise.


Iranianos bloqueiam rua durante protesto em Teerã (Foto: reprodução/AHSA/Middle East Images/AFP/Getty Images Embed)


Enquanto isso, a Iran Human Rights aponta ao menos 3.428 manifestantes mortos, mas a entidade alerta que o número real pode ser maior. Por outro lado, o canal Iran International cita fontes governamentais e de segurança afirmando que 12.000 pessoas morreram. Além das mortes, a HRANA estima cerca de 24.000 prisões. Segundo a ONG, muitos detidos não tiveram acesso a advogados.

Khamenei ameaça insurgentes e acusa Estados Unidos

No último sábado, o líder supremo Ali Khamenei voltou a se pronunciar afirmando que autoridades devem “quebrar as costas dos insurgentes”. Durante seu discurso religioso, Khamenei culpou diretamente o americano Donald Trump pelas mortes. Segundo ele, os Estados Unidos incentivam a instabilidade interna. 

Além disso, o aiatolá acusou Israel e grupos armados externos. Para ele, esses atores financiam e equipam manifestantes. Khamenei, que governa o país desde 1989, afirmou que “o objetivo americano é submeter o Irã militarmente”.


Manifestantes queimam imagens de Ali Khamenei durante protesto (Foto: reprodução/CARLOS JASSO/AFP/Getty Images Embed)


Em resposta, Trump ameaçou adotar “medidas muito duras”. A declaração ocorreu após relatos de possíveis execuções de manifestantes. Enquanto isso, o procurador de Teerã, Ali Salehi, defendeu a repressão. Segundo ele, a resposta estatal foi “firme e dissuasiva”.

Isolamento digital dificulta dados

Nesse cenário, a repressão também inclui o bloqueio quase total da internet, já que o governo cortou o acesso nacional desde 8 de janeiro. Segundo a ONG Netblocks, a conectividade permanece em apenas 2%. Apesar disso, houve leve retomada recente.

Com isso, familiares no exterior recebem notícias limitadas. Além disso, muitos evitam contatos longos por medo de vigilância. Especialistas afirmam que o isolamento dificulta a checagem independente e, por isso, os balanços seguem imprecisos e conflitantes.

Repressão e escalada de tensão

Enquanto a repressão avançava internamente, os Estados Unidos lançaram ataques contra alvos do Estado Islâmico na Síria. A ofensiva ocorreu como represália a um ataque registrado em dezembro, que matou três americanos em Palmira. Segundo autoridades militares, os bombardeios responderam diretamente à ação contra um comboio com forças americanas e sírias na cidade histórica, situada na antiga Rota da Seda.


Mortos em protestos são enfileirados em frente a necrotério (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Recentemente, o caso de Erfan Soltani mostrou a repressão do regime iraniano. O jovem de 26 anos foi preso após participar de protestos e condenado à morte sem advogado e com contato restrito com a família. A execução estava prevista para 14 de janeiro, porém foi adiada sem explicações oficiais.

Organizações de direitos humanos denunciam pressão psicológica, ameaças e ausência de garantias legais. Consequentemente, o caso reafirma denúncias de violações sistemáticas cometidas pelo Estado iraniano.

Tensões entre Estados Unidos e Irã podem indicar possível ataque

Na última terça-feira (13), Donald Trump declarou, em tom de ameaça, que poderia adotar “medidas muito duras” contra o Irã, caso o regime do aiatolá Ali Khamenei começasse a executar os manifestantes iranianos. 

Isso porque, em dezembro do último ano, por insatisfação com a situação econômica do país, ondas de protestos populares se intensificaram em território iraniano, principalmente na capital Teerã.  Nesse sentido, retaliações do regime contra a população local impulsionaram o presidente americano a fazer declarações que aumentaram o clima de tensão entre os dois países.

Sinais de tensão

Após organizações dos direitos humanos oficializarem que mais de 500 manifestantes iranianos foram mortos nos protestos contra a ditadura do aiatolá Ali Khamenei, Donald Trump fez uma série de declarações apoiando a população local que luta contra o regime. 


Tensões entre Irã e EUA aumentam em meio a protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


No último sábado (10), Trump afirmou que o Irã está “buscando liberdade” e, além disso, enfatizou que os Estados Unidos poderiam colaborar com os manifestantes. Nesse sentido, conforme os veículos de imprensa americanos, há uma chance considerável das tropas estadunidenses serem convocadas para interferir nos protestos.

Além disso, na última terça-feira (13), a Casa Branca emitiu um comunicado solicitando que todos os americanos deixassem o território iraniano urgentemente. França, Polônia e Canadá também emitiram alerta similares aos seus respectivos cidadãos. Já o Reino Unido, fechou temporariamente a embaixada britânica em Teerã, capital iraniana. 

Na última quarta-feira (14), segundo o site FlightRadar24, uma aeronave da Marinha dos EUA apareceu sobrevoando uma área próxima à costa do Irã. Diante disso, o país chegou a fechar o espaço aéreo por quase 5 horas para voos internacionais, com exceção dos voos com destino à capital do país. 

Nesse sentido, os últimos acontecimentos revelam um clima de tensão para possíveis ataques contra o território iraniano. No entanto, segundo a agência de notícias Reuters, o Irã mantém conversas com países vizinhos para que os mesmos tentem impedir um possível ataque estadunidense. 

Conforme o jornal americano The Wall Street Journal, noticiou países rivais do regime do aiatolá Ali Khamenei no Oriente Médio pressionam os EUA para evitar possíveis ataques sob território iraniano, uma vez que poderiam afetar o preço do petróleo e aumentar a instabilidade da região. 

O regime

A República Islâmica do Irã vive sob uma ditadura teocrática, ou seja, a legislação do país segue dogmas religiosos. Como chefe no cargo desde 1989, Ali Khamenei é o líder supremo que administra o território, conhecido como aiatolá. 

Khamenei foi eleito presidente do país em 1981, com 95% dos votos. No entanto, apenas em 1989, com a morte do aiatolá Khomeini, Ali Khamenei ocupou a posição de líder religioso e político do Irã. 

Nesse sentido, o descontentamento da população iraniana com o regime cresceu devido à crise econômica que assola o país, com os altos preços dos produtos básicos e a desvalorização da moeda local, o rial. 

Diante dos protestos crescentes, a administração Khamenei adotou uma política de forte repressão contra os opositores que lutam contra o regime, desde o início das manifestações, somam mais de 500 mortes. Além disso, a rede de internet chegou a ser cortada por mais de 72 horas em todo o território iraniano.

Governo Trump anuncia congelamento do visto para 75 países

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (14), o congelamento de emissão de vistos para o Brasil e 74 outros países. A suspensão não se aplica às categorias de não imigrantes, como os vistos de turismo e de negócios, segundo a agência Associated Press.

Tommy Piggot, o porta-voz do Departamento de Estado, disse à Fox News que a medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, e disse ainda que a suspensão ocorrerá até que o departamento revise todas as diretrizes.

A decisão

Segundo memorando ao qual a Fox News diz ter tido acesso, a medida feita pelo governo Trump deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro deste ano e não tem data exata para terminar. A reportagem diz que a pausa de vistos será temporária e servirá para que haja uma reavaliação dos critérios atuais de concessão de vistos a estrangeiros.


Publicação do Departamento de Estado dos EUA sobre a suspenção de vistos (Foto: reprodução/X/@StateDept)


O Departamento de Estado norte-americano informou nesta segunda-feira (12), que mais de 100 mil vistos foram revogados desde o retorno de Trump à Casa Branca, no ano passado. Além do Brasil, outros 74 países, como Somália, Haiti e Irã também entraram na lista de países com o congelamento de vistos.

Brasileiros deportados dos EUA

Contando com dados oficiais da Polícia Federal, os Estados Unidos deportaram mais de 9 mil brasileiros desde o ano de 2020. O ano que ocorreu mais deportações de brasileiros do país norte americano foi 2025, com mais de 2.262 brasileiros deportados.

  • 2020: 1.138 brasileiros deportados
  • 2021: 2.188 brasileiros deportados
  • 2022: 1.423 brasileiros deportados
  • 2023: 1.240 brasileiros deportados
  • 2024: 1.648 brasileiros deportados
  • 2025: 2.262 brasileiros deportados

Foram mais de 20 voos dos EUA ao Brasil com cidadãos brasileiros deportados somente no ano de 2025. O governo Trump trabalha assiduamente com o ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos) para deportar cidadãos dos EUA, sejam legais ou ilegais.

ONGs denunciam a situação no Irã após a morte de mais de 500 pessoas em manifestações

Neste domingo (11), o número de mortos nas manifestações contra o regime de Khamenei no Irã ultrapassou 500, segundo grupos de ativistas que monitoram os acontecimentos no país. A situação é descrita como caótica, com relatos de massacre e denúncias de que policiais estariam excedendo os limites no confronto com manifestantes. Iranianos ouvidos por jornais dos Estados Unidos afirmaram que a polícia atirou contra pessoas que participavam dos protestos.

Entenda a situação

Conforme informaram algumas ONGs de direitos humanos, o país está totalmente isolado, sem redes de internet em funcionamento, porque o governo determinou o corte do acesso para toda a população. Elas também afirmaram que há um massacre em curso no país em razão desse corte geral. Já organizações da Noruega relataram uma série de assassinatos nas regiões afetadas, indicando a possibilidade de o número de mortos chegar a 2 mil pessoas. As autoridades policiais esclareceram como ocorreu o conflito, confirmando os acontecimentos dos últimos dias.


Incêndio durante manifestações no Irã (Foto: reprodução/Khoshiran/Getty Images Embed)


Masoud Pezeshian fez um apelo aos cidadãos do país que governa para que se mantenham afastados daqueles que chamou de “terroristas e baderneiros”, afirmando ainda estar em busca de diálogo com os manifestantes. Ele também criticou os Estados Unidos, acusando-os de provocar caos e desordem e de agravar o conflito. Após Donald Trump mencionar uma possível intervenção para tentar resolver a crise, a liderança iraniana afirmou que retaliaria, deixando claro que os primeiros alvos seriam no próprio território em questão.

Conflito com os EUA

Conforme informou o jornal “The New York Times”, membros do governo americano teriam comunicado ao presidente Donald Trump a possibilidade de um ataque militar, e o “Axios” divulgou que o governante dos EUA está avaliando alternativas para apoiar os manifestantes iranianos. Marco Rubio também discutiu com Benjamin Netanyahu uma possível intervenção no Irã.

O regime iraniano já declarou que o país está em guerra, e o conflito se encontra em uma situação complexa, avançando em uma escalada de violência.

No momento, ainda não se sabe como esses conflitos serão resolvidos. Os países buscam uma solução na tentativa de encerrar a guerra.

EUA miram o Estado Islâmico em ofensiva militar na Síria

Os Estados Unidos e forças aliadas lançaram, neste sábado (10), ataques em larga escala contra alvos do Estado Islâmico na Síria. À primeira vista, a ofensiva ocorre como represália a um ataque ocorrido em dezembro, que matou três americanos no país.

Segundo o comando militar dos EUA, a operação atingiu posições do grupo jihadista em diferentes regiões sírias. A princípio, a ação integra a chamada operação Hawkeye, anunciada nas redes sociais oficiais do Exército americano.

Ofensiva responde a ataque mortal em Palmira

De acordo com o comunicado, os bombardeios são resposta direta ao ataque registrado em 13 de dezembro, na cidade de Palmira, conhecida como Tadmor, importante centro comercial da antiguidade na Rota da Seda. Na ocasião, um comboio com forças americanas e sírias foi alvo da ação. 


EUA em apoio à Operação Hawkeye Strike (Foto: reprodução/Exército dos EUA/Getty Images Embed)


Consequentemente, o ataque matou dois soldados do Exército dos Estados Unidos e um intérprete civil. Além disso, outros três militares americanos ficaram feridos durante a ofensiva. Ainda segundo o Exército, o agressor foi morto no local. Posteriormente, o Ministério do Interior da Síria afirmou que o autor integrava forças de segurança sírias e simpatizava com o Estado Islâmico.

Até o momento, o comando militar americano não informou se os novos ataques deixaram mortos. Enquanto isso, o Pentágono e o Departamento de Estado não comentaram oficialmente a operação. Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos EUA intensificou ações aéreas e terrestres contra o grupo extremista. Essas operações contam, em muitos casos, com apoio das forças de segurança sírias.

Presença militar americana e cenário político na Síria

Atualmente, cerca de mil militares americanos permanecem em território sírio. Ocasionalmente, a presença tem como objetivo conter o avanço do Estado Islâmico e apoiar forças locais, já que o atual governo da Síria é liderado por ex-rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad no ano passado. O conflito encerrou um ciclo de 13 anos de guerra civil. A coalizão no poder reúne grupos que romperam com a Al Qaeda e passaram a combater diretamente o Estado Islâmico. Desde então, a cooperação com os Estados Unidos foi ampliada.


Trump acompanha o retorno dos restos mortais de membros da Guarda Nacional mortos em ataque na Síria (Foto: reprodução/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP/Getty Images Embed)


No mês passado, Síria e EUA firmaram um acordo de cooperação militar. A decisão ocorreu após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca. Enquanto isso, o governo americano mantém postura mais assertiva na política externa. Recentemente, o presidente Donald Trump anunciou ataques contra uma instalação na Venezuela.

Além disso, Trump assinou uma proclamação que retira os EUA de dezenas de órgãos internacionais. Segundo a Casa Branca, a medida prioriza interesses nacionais. Dessa forma, os ataques na Síria reforçam uma estratégia de ações diretas. Ao mesmo tempo, indicam uma atuação seletiva dos EUA no cenário internacional.

Trump nega perdão presidencial a Sean “Diddy” Combs

Nesta quinta-feira (8), o jornal americano The New York Times publicou uma entrevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele anunciou que não concederá o perdão presidencial solicitado pelo rapper e magnata da música Sean “Diddy” Combs. Trump confirmou que recebeu a carta enviada por Diddy com o pedido de clemência; no entanto, segundo o próprio presidente, a decisão final foi negar o pedido.

Condenação

Conhecido como P. Diddy, Sean “Diddy” Combs, de 56 anos, continua cumprindo uma pena de 50 meses em uma prisão federal, após ter sido condenado em julho de 2025 por crimes relacionados ao tráfico de pessoas para fins de prostituição dentro dos Estados Unidos. Apesar da condenação, Diddy foi absolvido de acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração de extorsão. O tribunal responsável por seu julgamento o considerou culpado apenas por crimes de menor gravidade, ligados à organização e ao facilitamento dessas atividades ilícitas.


Diddy e Trump juntos em evento (Foto: reprodução/Sonia Moskowitz/ Getty Images embed)


Carta de perdão

Em sua carta ao presidente Donald Trump, Diddy solicitou clemência com base em toda a sua carreira artística e em sua contribuição para a cultura musical mundial. Embora os detalhes do conteúdo da carta não tenham sido divulgados publicamente, a decisão de Trump foi clara ao afirmar que não haverá perdão presidencial, nem para Diddy nem para outras figuras públicas envolvidas em casos semelhantes.

O perdão presidencial é um benefício previsto pela Constituição americana, que permite ao presidente em exercício conceder indultos a condenados por crimes federais. Entretanto, Trump tem demonstrado uma postura mais restritiva quando o assunto envolve personalidades públicas envolvidas em casos polêmicos, como o do rapper.

Diddy continuará cumprindo sua pena até meados de 2028, data estimada para sua possível liberação. A defesa do artista ainda pode recorrer de algumas decisões judiciais ou buscar outras alternativas legais para a redução da pena. Contudo, ficou claro que o perdão presidencial não será uma opção viável dentro do atual governo Trump.

Trump encerra participação dos EUA em 66 entidades globais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação que retira o país de 35 organizações não pertencentes à ONU e de 31 entidades da própria ONU. Segundo a Casa Branca, a medida ocorre porque os organismos “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA”.

A decisão afeta principalmente agências, comissões e painéis ligados a temas climáticos, trabalhistas e de diversidade, reforçando uma abordagem seletiva do governo americano frente ao multilateralismo internacional. Especialistas alertam para os impactos em programas globais de desenvolvimento e cooperação.

Impacto e alcance da decisão

A maior parte das organizações atingidas são agências da ONU ou entidades internacionais que tratam de mudanças climáticas, igualdade de gênero, comércio e desenvolvimento. Entre elas estão ONU Mulheres, UNFCCC, UNCTAD e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O governo Trump passa a escolher financeiramente quais operações e agências apoiará, priorizando apenas aquelas que considera alinhadas à sua agenda.


Trump anuncia retirada dos EUA de 66 organizações internacionais (Foto: reprodução/X/@CasaBranca)


Analistas internacionais avaliam que a medida reforça uma postura “ou do meu jeito ou nada feito” do governo americano. Daniel Forti, do International Crisis Group, observou que essa abordagem redefine a forma como os EUA participam de organismos multilaterais, limitando a cooperação global apenas a iniciativas consideradas estratégicas por Washington.

Consequências para organizações e políticas globais

ONGs e entidades parceiras da ONU já relatam encerramento de projetos devido aos cortes na ajuda externa americana, realizados por meio da USAID, também afetada no ano passado. A saída americana de organismos multilaterais gera impactos diretos em programas de desenvolvimento, preservação ambiental e direitos humanos, forçando ajustes internos nas próprias instituições internacionais.


Trump retira os EUA de organizações internacionais e muda relação com ONU (Vídeo: reprodução/YouTube/OPOVO)


Trump já havia adotado medidas semelhantes em seu primeiro mandato, retirando os EUA da Organização Mundial da Saúde e suspendendo apoio a outras agências da ONU. Com a decisão desta semana, o governo reforça a tendência de selecionar quais iniciativas internacionais receberão apoio, mantendo o foco em ações consideradas estratégicas para os interesses nacionais e limitando compromissos multilaterais de longo prazo.

A ação também aumenta a pressão sobre as próprias Nações Unidas, que passam a lidar com cortes de pessoal e financiamento, além de reorganizar prioridades diante do afastamento norte-americano. Para especialistas, a decisão evidencia como os EUA definem agora seu papel no cenário internacional, influenciando alianças e programas globais de maneira mais direta e assertiva.

Maduro faz declaração em tribunal dos EUA após captura militar na Venezuela

Nesta segunda-feira (05), o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, compareceu a uma audiência no tribunal federal de Manhattan, em Nova York, onde declarou ser inocente das acusações impostas pelos Estados Unidos. Maduro chegou ao tribunal acompanhado de sua esposa, Cilia Flores; ambos estavam algemados. Durante a sessão, fez uma breve declaração formal ao juiz, negando todas as acusações de narcotráfico e outros crimes relacionados.

Operação dos EUA

A operação que levou o presidente venezuelano ao tribunal ocorreu no último sábado (03). Segundo informações preliminares, se tratou de uma operação militar das forças armadas norte-americanas em Caracas, que resultou na detenção e no transporte de Maduro para os Estados Unidos. Os detalhes da ação não foram divulgados oficialmente, porém os ataques militares levantaram questionamentos significativos sobre a legalidade da operação e a soberania venezuelana.


Nicolás Maduro e Cilia Flores (Foto: reprodução/Jesus Vargas/Getty Images Embed)


De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, são acusados de diversos crimes, incluindo conspiração para o narcoterrorismo, tráfico de drogas, posse ilegal de metralhadoras e dispositivos explosivos, entre outras acusações relacionadas ao crime organizado.

Acusação global

O presidente deposto de 63 anos negou veementemente qualquer envolvimento com o narcotráfico, afirmando ao juiz que foi “capturado” de maneira injusta pelos Estados Unidos e que é um ”homem inocente”. Maduro também reiterou que continua sendo o presidente legítimo da Venezuela, apesar das acusações que enfrenta na Justiça norte-americana.

O juiz Alvin K. Hellerstein será responsável por conduzir os procedimentos iniciais do processo, incluindo a garantia dos direitos legais de Maduro, as notificações formais das acusações e a definição de sua situação judicial até o julgamento.

A prisão de Maduro e a operação conduzida pelos Estados Unidos desencadearam uma crise geopolítica, com diversos países aliados da Venezuela saindo em sua defesa: Nações como Rússia e China classificaram a ação como uma grave violação do direito internacional. Até o momento, o governo venezuelano segue afirmando que Nicolás Maduro é o presidente legítimo do país.

Papa Leão XIV pede soberania da Venezuela após prisão de Nicolás Maduro

O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que acompanha com profunda preocupação os desdobramentos políticos recentes na Venezuela. O pontífice também afirmou defender a soberania venezuelana após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos.

Nesse contexto, o líder da Igreja Católica falou após a oração dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano. Ainda assim, Leão XIV destacou que o bem-estar do povo venezuelano deve prevalecer sobre os interesses políticos ou militares.

Apelo por soberania e direitos humanos

Ainda segundo o papa, a Venezuela deve permanecer como um país independente, com respeito pleno aos direitos humanos fundamentais. Além disso, o líder católico pediu a superação da violência e a abertura de caminhos voltados à justiça e à paz duradoura.

Nesse sentido, o pontífice ressaltou que soluções pacíficas devem ser primordiais para guiar qualquer ação internacional envolvendo o país sul-americano. Por isso, Leão XIV afirmou que a soberania nacional precisa ser preservada em meio à escalada de tensões.

Reações internacionais e posicionamento do Brasil

Anteriormente, a China criticou as apreensões de navios feitas pelos Estados Unidos, classificando-as como violações do direito internacional. Em seguida, autoridades chinesas alertaram que tais práticas comprometem a estabilidade das relações globais.

Já no sábado, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva condenou o que chamou de ataque à Venezuela. Segundo Lula, a ação ultrapassa limites aceitáveis nas relações entre países soberanos. Consequentemente, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para discutir possíveis respostas diplomáticas. Enquanto isso, analistas apontam risco de agravamento do isolamento internacional venezuelano.

Histórico de tensões entre Washington e Caracas

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela se intensificou após a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999. Desde então, nacionalizações e disputas sobre o petróleo ampliaram o desgaste entre os dois países. Posteriormente, sanções econômicas americanas agravaram a crise interna venezuelana ao longo dos anos.


Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)


Em agosto de 2025, os EUA elevaram para 50 milhões de dólares a recompensa por informações sobre Maduro. Além disso, Washington não reconheceu a reeleição do presidente para um terceiro mandato. Como resultado, ações militares e operações marítimas passaram a ocorrer com maior frequência no Caribe e no Pacífico.