Alexandre de Moraes autoriza cirurgia do ex-presidente Bolsonaro no dia 25, no Natal

Nesta terça-feira (23), no Diário de Justiça, foi publicada uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizando o pedido da defesa do ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, para que ele pudesse sair da prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. (Condenado a 27 anos e 3 meses por condenação por tentativa de golpe de Estado). 

A decisão autoriza o ex-presidente a realizar uma cirurgia para tratar um quadro de hérnia inguinal bilateral por conta de crises de soluço, no Hospital DF Star, também localizado em Brasília. A defesa do ex-presidente solicitou que seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, acompanhassem o pai deles, Jair, no hospital. No entanto, a única pessoa autorizada a acompanhar Jair Bolsonaro durante toda a internação, em razão da cirurgia, foi sua esposa, Michelle.

O ex-presidente será internado no Hospital DF Star no dia 24 de dezembro, véspera de Natal, para a realização de exames, e passará por cirurgia no dia 25, data do Natal, para a correção de hérnias inguinais que vêm afetando sua saúde há bastante tempo.

Estado de saúde do ex-presidente do Brasil, Bolsonaro 

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, passou por uma perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (PF). Na avaliação, foi concluído que o ex-presidente apresenta soluços intensos e persistentes, com episódios de até 30 a 40 minutos, o que teria agravado seu estado de saúde e contribuído para o desenvolvimento de hérnia inguinal bilateral — um problema que afeta os dois lados da região da virilha —, tornando necessária intervenção cirúrgica. 

A cirurgia é considerada eletiva, ou seja, não se trata de um caso de urgência ou emergência. Porém, para uma melhora de saúde de Bolsonaro, é bom fazer quanto antes.  A hérnia inguinal, também chamada de hérnia na virilha, ocorre quando tecidos do interior do abdômen atravessam um ponto enfraquecido da parede muscular abdominal, formando um abaulamento local, ou seja, um inchaço na região da virilha. Quando essa condição ocorre em ambos os lados, ela é classificada como bilateral.


 

Médico explica a cirurgia que o ex-presidente Bolsonaro vai ser submetido (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018, o que, desde então, tem causado problemas de saúde crônicos e múltiplas cirurgias ao longo dos anos. Em abril deste ano de 2025, o ex-presidente foi hospitalizado em Brasília após sentir fortes dores abdominais por uma obstrução no intestino, consequência da facada sofrida em 2018.

Já em setembro de 2025, Jair Bolsonaro foi ao Hospital DF Star para exames e retirada de oito lesões de pele. As análises indicaram a presença de câncer de pele em estágio inicial. Também foram constatadas anemia persistente e alterações na função renal.

Entre outubro e novembro de 2025, o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, relatou episódios de fortes soluços e vômitos que afetaram a saúde e a comunicação de Jair Bolsonaro. O que levou à necessidade de avaliação médica e ao pedido de autorização judicial para a cirurgia, que ocorrerá no dia 25 de dezembro, no Natal.

Decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes

A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, na última quinta-feira (19). Na ocasião, ele permitiu que a esposa do ex-presidente Bolsonaro, Michelle, o acompanhasse no hospital, mas negou que seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, pudessem estar presentes.

Além disso, o ministro também negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente. Moraes entende não haver requisitos legais para a concessão do benefício e mencionou diversos descumprimentos das medidas cautelares por Jair Bolsonaro, como o uso de telefone irregular e a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica.


Post do Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sobre a decisão de Moraes (Foto: reprodução/Instagram/@carlosbolsonaro)


A defesa do ex-presidente não havia solicitado uma data para a cirurgia na quinta-feira (19); no entanto, submeteu o pedido oficialmente nesta terça-feira (23). Assim, o ex-presidente poderá passar pela cirurgia no dia 25 de dezembro.

Para concluir, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) desde 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica que utilizava. O ex-presidente confessou ter tentado abrir o aparelho com um ferro de solda. Em 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele começasse o cumprimento da pena de mais de 27 anos e 3 meses de reclusão no mesmo local em que já estava detido.

Moraes concede prisão domiciliar a Heleno

O general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, passou a cumprir prisão domiciliar na noite desta segunda-feira (22), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista após as eleições de 2022, Heleno deixou o Comando Militar do Planalto depois que laudos médicos apontaram um quadro de demência compatível com Alzheimer, levando o STF a autorizar a mudança de regime por razões humanitárias.

Decisão do STF altera regime de cumprimento da pena

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a conversão do regime fechado para prisão domiciliar após analisar laudos médicos produzidos por peritos oficiais que apontaram comprometimento cognitivo e a necessidade de acompanhamento contínuo. A decisão foi tomada no âmbito da execução da pena imposta a Augusto Heleno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento em uma trama considerada antidemocrática após as eleições de 2022.

Na decisão, Moraes afirmou que a mudança no regime não representa revisão da condenação nem redução da gravidade dos crimes, mas uma medida de caráter excepcional, fundamentada em critérios humanitários e previstos na legislação penal brasileira. O ministro também destacou que o cumprimento da pena continua válido e que a prisão domiciliar está condicionada ao respeito a regras rigorosas impostas pelo STF.


Heleno começa a cumprir prisão domiciliar após decisão de Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)


Saída do Comando Militar do Planalto

Augusto Heleno estava detido desde o fim de novembro em instalações do Comando Militar do Planalto, em Brasília, local destinado ao cumprimento inicial da pena em razão de sua condição de general da reserva. Com a nova decisão, ele deixou a unidade militar e seguiu para sua residência, onde passou a cumprir a pena sob monitoramento judicial.

A permanência em unidade militar havia sido definida como alternativa ao sistema prisional comum, mas o avanço do quadro clínico levou a Corte a reavaliar a adequação do local ao estado de saúde do condenado. A defesa vinha sustentando que o ambiente de reclusão poderia agravar o comprometimento cognitivo apontado nos exames.

Laudos médicos e parecer da PGR embasaram decisão

A conversão do regime foi embasada em laudos médicos solicitados pelo próprio Supremo Tribunal Federal, elaborados por peritos da Polícia Federal. Os documentos indicaram um quadro compatível com demência em evolução, exigindo cuidados constantes e acompanhamento especializado, além de apontarem risco de agravamento caso o general permanecesse em ambiente de detenção.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente ao pedido da defesa, entendendo que os elementos médicos apresentados justificavam a adoção da prisão domiciliar. O parecer da PGR foi citado por Moraes como um dos fundamentos para a decisão.

Restrições impostas durante a prisão domiciliar

Apesar de cumprir a pena em casa, Augusto Heleno permanece submetido a medidas cautelares determinadas pelo STF, incluindo monitoramento eletrônico e restrições de comunicação. A decisão estabelece que o ex-ministro não poderá deixar a residência sem autorização judicial, manter contato com outros investigados nem utilizar meios de comunicação que possam interferir no andamento do processo.

O Supremo também determinou que o descumprimento das condições impostas poderá resultar na revogação imediata do benefício e no retorno ao regime fechado, reforçando que a prisão domiciliar não significa liberdade.

Condenação e contexto da investigação

Heleno foi condenado pelo STF por participação em um núcleo estratégico que, segundo a acusação, atuou para desacreditar o processo eleitoral e estimular medidas de ruptura institucional após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O ex-ministro era considerado um dos principais assessores do governo e mantinha forte influência sobre temas ligados à segurança institucional.

A pena aplicada ultrapassa 20 anos de prisão e passou a ser executada após o trânsito em julgado da decisão. O caso integra um conjunto de ações penais que envolvem militares da reserva e civis acusados de atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Repercussão da decisão

A autorização da prisão domiciliar gerou repercussão imediata no meio político e jurídico. Enquanto especialistas destacam que a medida está prevista em lei e pode ser aplicada independentemente da gravidade do crime, desde que haja justificativa médica comprovada, críticos avaliam que o caso reacende o debate sobre tratamento diferenciado a autoridades de alto escalão.

No Supremo, a avaliação é de que a decisão segue parâmetros técnicos e jurídicos, mantendo a execução da pena e assegurando o controle judicial sobre o condenado. O caso segue sob acompanhamento da Corte, que poderá reavaliar o regime caso haja descumprimento das condições ou mudança no quadro clínico.

STF declara sentenças definitivas por tentativa de golpe ao ex-presidente Bolsonaro e outros ex-ministros

Nesta terça-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a execução das sentenças dos condenados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados. O ex-presidente começará a cumprir a sentença na Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal, onde já se encontra em prisão preventiva desde sábado (21).

Na decisão do relator do processo, Alexandre de Moraes, foi reforçado que a defesa do ex-presidente deixou transcorrer o prazo para apresentar novos embargos de declaração do julgamento. A data-limite era até segunda-feira, 24 de novembro de 2025, às 23h59. Ainda que tivesse sido apresentado algum pedido de recurso, o ministro Moraes informou que dificilmente seria aceito, pois só poderia ter alguma validade caso, durante o julgamento, no momento da sentença, houvesse no mínimo dois votos pela absolvição, o que não ocorreu neste caso.

Decisão do STF

O ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (pena para crimes de regime fechado) e 2 anos e 6 meses de detenção (pena para crimes de regime semiaberto ou aberto) por tentar remover a tornozeleira eletrônica. Bolsonaro vai começar a cumprir a sentença na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília.

Outro condenado pelo STF foi Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, que cumprirá sua sentença de 24 anos de prisão na Penitenciária Federal da Papuda.


Vídeo da tornozeleira eletrônica do ex-presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro (Vídeo: reprodução/Youtube/Itatiaia)


O relator Alexandre de Moraes, após o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, ordenou que o almirante e ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, condenado a 24 anos de prisão, cumprirá sua sentença na Estação Rádio da Marinha, em Brasília.

Os generais e ex-ministros Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, vão cumprir suas penas de 21 anos e 19 anos, respectivamente, no Comando Militar do Planalto, por terem vínculos militares. Já o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, cumprirá a sentença de 26 anos na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, em Deodoro, no Rio de Janeiro.

O caso de Alexandre Ramagem 

O STF, representado pelo relator Alexandre de Moraes, também decidiu pela conclusão do processo para o deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão.


Alexandre Ramagem abraçado com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Mauro Pimentel)


Para concluir, o ministro Moraes determinou que Ramagem perdesse o cargo de delegado da Polícia Federal, assim como o mandato de deputado federal, ficando inelegível. Ramagem está foragido após ter viajado clandestinamente para os Estados Unidos em setembro. Além disso, o ministro determinou a inclusão do mandado de prisão no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).

Ex-ministros e generais aliados de Bolsonaro são condenados pelo STF

Nesta terça-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o trânsito em julgado da trama golpista. A Polícia Federal (PF) e o Exército prenderam os ex-ministros e generais do Exército Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Ambos foram detidos e encaminhados para o Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

Augusto Heleno é ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Paulo Sérgio Nogueira é ex-ministro da Defesa. Ambos são ex-ministros do governo Bolsonaro e foram presos pela trama de golpe de Estado. Ou seja, o STF julgou que não cabem mais recursos e abriu caminho para a execução das penas de prisão para eles.

Prisão de Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira

O ex-ministro Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão. Já o também ex-ministro Paulo Sérgio foi condenado a 19 anos de prisão. Como dito anteriormente, eles foram presos no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, por serem generais do Exército. O Estatuto dos Militares estabelece que militares da ativa ou da reserva condenados por crimes militares devem cumprir pena em instalações militares — e não em presídios comuns.

Porém, diferente do que diz a lei, essa regra não está restrita apenas aos condenados por crimes militares. Entretanto, a jurisprudência admite algumas exceções. Por exemplo: quando há risco à integridade física; quando existe potencial instabilidade institucional; ou quando é difícil acomodar aquele preso no sistema prisional comum.


Vídeo informando onde os condenados do núcleo 1 vão cumprir as penas (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN Brasil)


O STF, os julgados tinham até segunda-feira (24) para apresentarem os segundos embargos de declaração, que seriam como um recurso. Os julgados são: Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente do Brasil; Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça.

Outros condenados também são: Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Walter Braga Netto, general e ex-ministro; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens (delator, que cumpre pena domiciliar de 2 anos).

O caso de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde sábado (22). A prisão, porém, não está diretamente relacionada ao processo do golpe. Jair está preso por um decreto de Alexandre de Moraes, por violação da tornozeleira eletrônica que ele usava em prisão domiciliar e também por risco de fuga, reforçado pela convocação de uma vigília religiosa feita pelo filho e senador Flávio Bolsonaro na porta da casa do ex-presidente.

Por conta de Alexandre Ramagem ter fugido para os EUA, o ministro Moraes avaliou que a situação poderia ocorrer novamente e,  portanto pediu a prisão de Jair Bolsonaro.


Imagem do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (Reprodução/Getty Images Embed/Ton Molina)


Após as prisões de Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, condenados pelo processo contra o “núcleo 1”, que ficou conhecido como o núcleo central, também foi determinado o início de cumprimento de pena para Bolsonaro, pela mesma decisão que atendeu ao fim dos recursos de Augusto e Paulo, ex-ministros. O ex-presidente vai iniciar o cumprimento da pena na Superintendência da PF, em Brasília, mesmo.

Michelle Bolsonaro se pronuncia após a prisão de Jair Messias Bolsonaro

Na manhã deste sábado (22), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi detido pela Polícia Federal (PF) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente estava sendo investigado por envolvimento na Polícia Federal ainda durante seu governo, que durou de 2018 até 2022.

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil e atual esposa de Bolsonaro, se pronunciou via Instagram com versículos bíblicos.

O pronunciamento

Michelle Bolsonaro disse em seu pronunciamento alguns versículos da Bíblia; um deles foi o Salmo 121, que diz: “Levarei os meus olhos para os montes, de onde vem meu socorro”, fazendo alusão à prisão de seu marido e ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

Outro trecho dos versículos que a esposa de Bolsonaro mencionou foi: “Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará”, levantando comentários nas redes sobre possíveis “indiretas” em correlação à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal de prender Jair Messias Bolsonaro.


 

 

 

 

Prisão de Bolsonaro (Vídeo: reprodução/X/@Globonews)


Prisão de Bolsonaro

Na manhã de hoje (22), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso de maneira preventiva pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A prisão será julgada ainda pela primeira turma do Supremo, e o resultado será determinante para saber se a prisão preventiva continuará ou não.

Uma sessão foi convocada por Alexandre de Moraes para a próxima segunda-feira (24), das 8 às 20 horas. Segundo a PF, a prisão não tem nada a ver com sua condenação por tentativa de golpe, pela qual foi condenado a cumprir prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes alega que a prisão é uma garantia de ordem pública, com risco de aglomeração.

 

Moraes suspende inquérito sobre retirada de corpos na megaoperação do Rio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (10) a suspensão do inquérito instaurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para apurar a remoção de corpos após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. O ministro também ordenou que o governo estadual preservasse as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes na operação e as envie ao STF juntamente com os laudos das autópsias das vítimas.

No dia seguinte à operação mais letal da história brasileira, moradores retiraram mais de 70 corpos da área de mata que separa os dois complexos, gesto que motivou a abertura da investigação posteriormente suspensa.

Acusações de fraude

A Polícia Civil do Rio de Janeiro havia anunciado no fim de outubro que investigaria uma possível fraude processual por parte dos participantes da remoção de corpos no Complexo da Penha. O secretário Felipe Curi afirmou que os moradores estariam retirando roupas camufladas usadas por suspeitos mortos durante o confronto. Além disso, reiterou que o foco da investigação não seriam os familiares das vítimas, e sim possíveis ordens de lideranças de uma facção criminosa que supostamente ocultaria vínculos dos mortos com o grupo.

Durante coletiva, a Polícia Civil exibiu um vídeo que, segundo Curi, mostraria moradores retirando peças de roupas dos cadáveres ainda na mata e levando-os para a via pública. O secretário ironizou a diferença entre as imagens captadas durante o confronto — com suspeitos usando camuflados, coletes e armamento — e o estado em que vários corpos apareceram depois, vestindo apenas roupas íntimas ou peças simples.


Resgate de corpos em megaoperação no Rio (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Wagner Meier)


“Parece que entraram num portal e trocaram de roupa. Então nós temos imagens de pessoas que retiraram esses corpos da mata e colocaram em via pública e (foram) tirando as roupas desses marginais”

Moradores, por outro lado, argumentam que cortaram partes das vestimentas para facilitar a identificação feita por parentes. Segundo relatos no local, familiares pediam que os registros dos corpos fossem feitos sem as camuflagens, para que lesões ficassem mais visíveis no reconhecimento.

Números da operação

Felipe Curi confirmou 119 mortes na Operação Contenção, como foi chamada: sendo de 115 suspeitos e quatro policiais. A operação também resultou em 113 prisões, dez adolescentes apreendidos e na apreensão de 118 armas, incluindo 91 fuzis, além de artefatos explosivos.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que a decisão de levar o confronto para a área de mata foi adotada como uma forma de proteger moradores. Segundo ele, a letalidade elevada era “previsível, mas não desejada”. Repetindo declarações do governador Cláudio Castro, Santos afirmou que as únicas vítimas do ponto de vista oficial foram os policiais mortos.

STF desconsidera requerimento relativo à ‘compatibilidade’ de estado de saúde de Bolsonaro a prisões do DF

O relator do processo da trama golpista e ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, alegou nesta quinta-feira (6) impertinência do pedido do governo do Distrito Federal para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse submetido a avaliação médica no intuito de averiguar a “compatibilidade” de seu quadro clínico com a estrutura prisional da capital federal. Com isso, a solicitação será retirada dos autos da ação penal do núcleo 1 do processo.

Moraes argumentou que o momento processual do pedido não foi o adequado, já que Bolsonaro ainda não recebeu condenação definitiva. Futuramente, no momento oportuno, o governo do DF poderá encaminhar novamente o requerimento.

DF pede avaliação clínica de Bolsonaro

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) demandou ao STF ontem (5) que Jair Bolsonaro passe por uma consulta médica para avaliar se o condenado por tentativa de golpe de Estado está apto para alocação em alguma das unidades prisionais da unidade federativa.

Na demanda, a Seape cita a possível incapacidade do sistema carcerário da região em conceder o devido atendimento médico ao ex-presidente, que desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018, já passou por nove cirurgias abdominais. O órgão indica também a piora de saúde a partir de agosto, quando foi decretada sua prisão domiciliar.


Globo News repercute decisão de Moraes (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)


A Seape justificou a antecipação do pedido pela proximidade do julgamento dos recursos dos réus do núcleo 1 da trama golpista, podendo levar à eventual prisão definitiva de Jair Bolsonaro.

Ex-presidente ainda aguarda condenação definitiva

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no final de setembro por liderar uma tentativa de golpe de Estado, com base em planos apreendidos, diálogos documentados e a delação premiada de seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid.

Antes disso, ele já estava em prisão domiciliar, decretada pelo STF, sob justificativa de desrespeito a medidas cautelares impostas em julho, assim como tentativa de interferência no proceso e risco de fuga.

Cerca de um mês depois, em 22 de outubro, a decisão da condenação foi publicada no Diário da Justiça, abrindo o prazo para recursos. Cinco dias depois, Bolsonaro e mais seis réus do núcleo 1 da trama golpista (apontados como autores intelectuais da tentativa de golpe) entraram com o recurso dos embargos de declaração, destinado ao esclarecimento de omissões ou contradições do acórdão de julgamento. Eles pediram, entre outras questões, revisão de pena e invalidade da delação de Mauro Cid.

Os recursos começam a ser julgados amanhã (7), tendo a Primeira Turma da Corte, responsável pelo caso, o prazo de uma semana para depositar os votos. Caso negado, um segundo e último recurso poderá ser movido, determinando-se, após isso, o trânsito em julgado, que torna a condenação definitiva. Só depois o local de detenção de Jair Bolsonaro será escolhido e o pedido da Seape/GDF poderá ser feito e analisado.

Ministro Alexandre de Moraes vota pela condenação dos líderes das fake news da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (21) pela condenação de sete réus ligados ao núcleo das fake news na tentativa de golpe que ocorreu após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O voto de Moraes, relator do caso na Primeira Turma do STF, considera que o grupo desempenhou um papel fundamental na articulação de desinformação com o objetivo de desestabilizar o processo democrático e manter o ex-presidente no poder. O julgamento do grupo continuará com os votos dos outros ministros, mas já gera repercussões políticas e jurídicas.

Provas apontam ações coordenadas

Moraes destacou que o núcleo de desinformação, composto por militares e aliados políticos, formou uma rede organizada para atacar as instituições democráticas, particularmente a Justiça Eleitoral. Para o ministro, os réus usaram plataformas digitais e redes sociais como ferramentas de ataque, espalhando mentiras sobre a integridade das urnas e criando um ambiente de caos social. A disseminação de fake news, segundo Moraes, tinha como objetivo preparar o terreno para uma possível intervenção militar e a execução de um golpe de Estado.


Publicação da UOL (Vídeo: reprodução/Youtube/Uol)

O uso de instituições públicas, como a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi citado como parte do esquema para abastecer milícias digitais com informações falsas. O voto de Moraes também sublinha a gravidade dos crimes, que vão desde a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito até a formação de organização criminosa armada.

Julgamento ainda está em andamento

Embora a condenação ainda dependa da votação de outros ministros, como Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia, o voto de Moraes marca um momento importante no julgamento da chamada trama golpista. Os réus enfrentam acusações de participação em um esquema de desinformação coordenado para fragilizar as instituições democráticas e abrir caminho para uma ruptura institucional.

As consequências legais são significativas, não apenas para os réus diretamente envolvidos, mas também para a avaliação de responsabilidades mais amplas, que podem incluir figuras políticas como o ex-presidente Bolsonaro. A continuidade do julgamento promete trazer mais revelações sobre o alcance dessa rede criminosa, que, para Moraes, tinha o intuito claro de destruir a democracia brasileira em nome de um projeto político.

Foi reaberto o inquérito que acusa Bolsonaro de interferência na Polícia Federal

Na última quinta-feira (16), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reabertura do inquérito que investiga possível interferência do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro na Polícia Federal durante seu mandato.

Atraso, arquivamento e reabertura do caso

Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro e atual senador, foi um dos pilares para a reabertura do caso ao apontar uma suposta atuação ilegal de Bolsonaro em relação à Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu oficialmente a retomada das investigações na quarta-feira (15), e o ministro Alexandre de Moraes concedeu 15 dias para que a PGR se manifeste sobre a acusação.


Post do MPF reiterando pedido de prisão por atos antidemocráticos (Reprodução/X/@MPF_PGR)

Na época, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após ser acusado por Moro, denunciou o ex-ministro por calúnia e, em seguida, a Polícia Federal (PF) encerrou a investigação, concluindo que não houve crime na relação de Bolsonaro com a corporação. Augusto Aras, então procurador-geral da República, solicitou o arquivamento do caso após a conclusão da PF sobre a ausência de indícios de crime.

A decisão voltou a repercutir em maio do ano passado, quando Alexandre de Moraes questionou se o atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, manteria o pedido de arquivamento.

Paulo Gonet

Paulo Gonet, procurador-geral da República, defendeu a reabertura do inquérito que investigou Jair Bolsonaro por suposta interferência na Polícia Federal, argumentando que há indícios novos ou subavaliados que merecem apuração mais ampla.

Ele mencionou diálogos de WhatsApp entre Bolsonaro e Sérgio Moro, em 2020, que indicam que o ex-presidente ordenou a demissão de diretores da PF e interferiu em investigações envolvendo deputados aliados.

Próximos capítulos

Nos próximos capítulos do caso, a reabertura do inquérito 4.831 por Alexandre de Moraes, a pedido da PGR, deve intensificar as investigações sobre a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

A PF realizará novas diligências, e o procurador-geral terá 15 dias para se manifestar ao STF. O avanço do processo pressiona as defesas e reacende o debate sobre a legitimidade das investigações, ampliando a tensão entre os poderes e o eleitorado brasileiro, que permanece polarizado desde as eleições presidenciais de 2022.

Eduardo Bolsonaro é notificado pelo Supremo Tribunal Federal em edital

Nesta quarta-feira (30), o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou um edital onde notificou o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A notificação foi feita após uma denúncia da Procuradoria-Geral da República pela sua atuação nos Estados Unidos durante o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, por atos antidemocráticos e que prejudicariam o julgamento de Bolsonaro. 

O edital

Publicado nesta manhã (30), o edital foi uma determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que é relator na Suprema Corte. Com a denúncia, o deputado tem até 15 dias para prestar esclarecimentos à Procuradoria Geral da República. 

A notificação pelo edital é feita quando se tem dificuldade no recebimento da notificação judicial e, de acordo com Alexandre, Eduardo está dificultando o recebimento da denúncia. Na semana anterior, um oficial de justiça informou que não conseguiu entregar a notificação ao deputado pois ele encontra-se fora do país. Ainda de acordo com o oficial de justiça, em nota à Moraes, afirmou que não conseguiu contato com o deputado por outros canais de comunicação, como telefone e semelhantes. 

Situação atual de Eduardo Bolsonaro

Atualmente, o deputado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, se encontra nos Estados Unidos e está sendo acusado de fomentar sanções comerciais e ações de retaliação contra o Brasil após a condenação de Jair Bolsonaro, como o tarifaço em importações brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.


Ministro do STF, Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Bruno Peres/Agência Brasil)

Na denúncia movida por Paulo Gonet, tanto Eduardo quanto o blogueiro Paulo Figueiredo foram denunciados por coação no curso do processo e por influenciar nas sanções econômicas do governo de Donald Trump contra o governo brasileiro. A denúncia da Procuradoria foi feita após apurações sobre a participação dos dois nas retaliações do governo norte-americano, como uma tentativa de prejudicar o STF e não condenar Jair Bolsonaro por golpe de Estado.