Tensões entre Estados Unidos e Irã podem indicar possível ataque

Na última terça-feira (13), Donald Trump declarou, em tom de ameaça, que poderia adotar “medidas muito duras” contra o Irã, caso o regime do aiatolá Ali Khamenei começasse a executar os manifestantes iranianos. 

Isso porque, em dezembro do último ano, por insatisfação com a situação econômica do país, ondas de protestos populares se intensificaram em território iraniano, principalmente na capital Teerã.  Nesse sentido, retaliações do regime contra a população local impulsionaram o presidente americano a fazer declarações que aumentaram o clima de tensão entre os dois países.

Sinais de tensão

Após organizações dos direitos humanos oficializarem que mais de 500 manifestantes iranianos foram mortos nos protestos contra a ditadura do aiatolá Ali Khamenei, Donald Trump fez uma série de declarações apoiando a população local que luta contra o regime. 


Tensões entre Irã e EUA aumentam em meio a protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


No último sábado (10), Trump afirmou que o Irã está “buscando liberdade” e, além disso, enfatizou que os Estados Unidos poderiam colaborar com os manifestantes. Nesse sentido, conforme os veículos de imprensa americanos, há uma chance considerável das tropas estadunidenses serem convocadas para interferir nos protestos.

Além disso, na última terça-feira (13), a Casa Branca emitiu um comunicado solicitando que todos os americanos deixassem o território iraniano urgentemente. França, Polônia e Canadá também emitiram alerta similares aos seus respectivos cidadãos. Já o Reino Unido, fechou temporariamente a embaixada britânica em Teerã, capital iraniana. 

Na última quarta-feira (14), segundo o site FlightRadar24, uma aeronave da Marinha dos EUA apareceu sobrevoando uma área próxima à costa do Irã. Diante disso, o país chegou a fechar o espaço aéreo por quase 5 horas para voos internacionais, com exceção dos voos com destino à capital do país. 

Nesse sentido, os últimos acontecimentos revelam um clima de tensão para possíveis ataques contra o território iraniano. No entanto, segundo a agência de notícias Reuters, o Irã mantém conversas com países vizinhos para que os mesmos tentem impedir um possível ataque estadunidense. 

Conforme o jornal americano The Wall Street Journal, noticiou países rivais do regime do aiatolá Ali Khamenei no Oriente Médio pressionam os EUA para evitar possíveis ataques sob território iraniano, uma vez que poderiam afetar o preço do petróleo e aumentar a instabilidade da região. 

O regime

A República Islâmica do Irã vive sob uma ditadura teocrática, ou seja, a legislação do país segue dogmas religiosos. Como chefe no cargo desde 1989, Ali Khamenei é o líder supremo que administra o território, conhecido como aiatolá. 

Khamenei foi eleito presidente do país em 1981, com 95% dos votos. No entanto, apenas em 1989, com a morte do aiatolá Khomeini, Ali Khamenei ocupou a posição de líder religioso e político do Irã. 

Nesse sentido, o descontentamento da população iraniana com o regime cresceu devido à crise econômica que assola o país, com os altos preços dos produtos básicos e a desvalorização da moeda local, o rial. 

Diante dos protestos crescentes, a administração Khamenei adotou uma política de forte repressão contra os opositores que lutam contra o regime, desde o início das manifestações, somam mais de 500 mortes. Além disso, a rede de internet chegou a ser cortada por mais de 72 horas em todo o território iraniano.

Trump anuncia que os EUA devem administrar a Venezuela

Nesta quinta-feira (8), em entrevista ao jornal americano The New York Times, Donald Trump afirmou que a Venezuela deve seguir sendo administrada pelos Estados Unidos “por muitos anos”. Com isso, as bacias de petróleo do país devem continuar sob controle dos estadunidenses. 

“Mas vamos reconstruir a Venezuela de uma forma muito lucrativa. Vamos usar petróleo e vamos importar petróleo. Vamos baixar os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente disso”, afirmou Trump para o jornal.

Além disso, ao ser questionado sobre o período em que os EUA pretendem permanecer no controle venezuelano, o presidente americano completou: “Só o tempo vai dizer”. 

Nicolás Maduro preso 

No último sábado (3), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e preso por militares norte-americanos em Caracas, capital venezuelana. Além de Maduro, sua esposa, Cilia Flores, também foi alvo da operação que transportou o presidente e a primeira-dama de navio até Nova York, nos Estados Unidos. 

Algumas horas após serem capturados, Donald Trump divulgou, através da sua rede social, Truth Social, uma imagem em que Nicolás Maduro aparece vestindo um moletom cinza, óculos escuros e um fone de ouvido, enquanto segurava uma garrafa de água. 

Após a prisão, a presidência da Venezuela passou a ser comandada pela vice-presidente, Delcy Rodríguez, que, apesar de ser apoiadora do regime de Maduro, contou com o apoio de Trump para assumir o mais alto cargo do executivo venezuelano. 

Ainda, em entrevista para o jornal The New York Times nesta quinta-feira (8), o presidente americano elogiou a administração feita por Delcy desde a prisão de Maduro. “Está nos dando tudo o que consideramos necessário por enquanto”, enfatizou Trump. 

A entrevista 

Além da temática sobre a invasão na Venezuela, os jornalistas do The New York Times abordaram outros temas com o presidente americano nesta quinta-feira (8). A entrevista, que foi concedida no Salão Oval da Casa Branca, também tratou sobre a questão da morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, moradora de Minneapolis, pelos agentes do ICE (Serviço de Imagração e Alfândega dos EUA), nesta quarta-feira (7). 


Falas de Donald Trump sobre a Venezuela (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Donald Trump assistiu ao vídeo que mostra o momento em que a estadunidense foi baleada pelo agente enquanto dirigia. Neste momento, o presidente americano teria acusado a mulher de “tentar atropelar um policial”, por isso, segundo ele, o mesmo teria reagido a tiros. 

No entanto, os jornalistas presentes teriam confrontado Trump afirmando que o vídeo não mostrava nenhuma tentativa de atropelamento por parte da americana baleada. A repercussão da morte de Renee gerou revolta por todo o país, elucidando sobre o modus operandi dos policiais que atuam pelo ICE, que atua reprimindo imigrantes que residem em território estadunidense.

Lula deve vetar PL da dosimetria nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira (8), o presidente Lula deve vetar o projeto de lei (PL) da dosimetria. Segundo interlocutores do Partido dos Trabalhadores (PT), como um gesto simbólico, o veto deve acontecer durante o ato oficial que marca os três anos dos ataques golpistas do dia 8 de janeiro, no Palácio do Planalto. 

De acordo com a apuração feita pelo o jornal O Globo, um auxiliar do governo teria informado que o momento exato da assinatura do veto do PL ainda não teria sido decretado. Segundo o interlocutor, o assunto foi discutido entre o presidente Lula e sua equipe em uma reunião na tarde desta quarta-feira (7). Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e o chefe da Secom, Sidônio Palmeira, participaram da reunião para ajustar a assinatura do veto do PL da dosimetria. 

A cerimônia 

Entre os convidados para participar do ato simbólico desta quinta-feira (8) estão os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB)  do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.


Atos golpista do dia 8 de janeiro de 2022 (Vídeo: reprodução/YouTube/TV Senado)


No entanto, os presidentes do Congresso afirmaram que não poderão comparecer ao evento por conflito de agendas. O presidente do STF ainda não confirmou sua presença. Apesar da ausência de Hugo Motta e Alcolumbre, a assinatura do veto não seria considerada desrespeitosa.

A decisão de anunciar o veto do projeto de lei da dosimetria no dia do ato que marca os três anos dos atos golpistas do 8 de janeiro veio a partir de uma estratégia política, na qual prevaleceu o plano político ao invés do receio de tensão na relação com o legislativo. 

O projeto 

O texto aprovado por deputados e senadores criava mudanças relevantes na execução das penas para crimes ligados à tentativa de golpe e aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Entre os principais pontos, estava a redução de até dois terços da pena para participantes considerados “vândalos comuns” e a aceleração da progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A proposta também previa que, em casos de condenação simultânea, o crime de tentativa de golpe de Estado absorveria o de tentativa de abolição do Estado, o que, na prática, poderia resultar em penas menores. Outro ponto sensível era a diminuição do tempo mínimo de cumprimento em regime fechado para que os condenados pudessem migrar ao semiaberto: o percentual cairia de 25% para 16%.

Críticos do projeto argumentavam que essas mudanças poderiam criar uma espécie de “anistia disfarçada”, além de enfraquecer o efeito pedagógico das condenações. Para aliados do governo, o veto de Lula corrige esse rumo e preserva o espírito das decisões judiciais já tomadas.

Com 291 votos favoráveis e 148 contrários, o PL da dosimetria foi aprovado na Câmara dos Deputados no fim de 2025. Já no Senado, o projeto contou com 48 votos a favor e 25 contra.   No entanto, ainda em dezembro, o presidente Lula já havia falado publicamente que vetaria a proposta, uma vez que, segundo ele, o processo da trama golpista ainda não chegou ao fim e a democracia brasileira precisa saber quem foram os financiadores de toda a trama. 

Defesa de Bolsonaro desmente uso de celular durante visita de Nikolas Ferreira

Nesta quinta-feira (27), a defesa de Jair Bolsonaro prestou esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que seria falsa a informação de que o ex-presidente teria utilizado o telefone celular durante o encontro com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). 

De acordo com os advogados, Bolsonaro cumpria “estritamente” as medidas cautelares impostas durante o período que lhe foi imposta a prisão domiciliar, em agosto deste ano. 

Visita de Nikolas Ferreira

Na última sexta-feira (21), o deputado Nikolas Ferreira esteve na residência de Bolsonaro, em Brasília, para realizar uma visita ao ex-presidente, que cumpria prisão domiciliar. De acordo com as regras de restrição impostas pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro não poderia utilizar aparelho celular, bem como acessar as redes sociais ou enviar mensagens por meio de terceiros, as restrições também valiam para  quaisquer pessoas que o fossem visitar. 


 

Nikolas Ferreira (Foto: reprodução/ getty images embed/ EVARISTO SA )


No entanto, drones que circulavam nos arredores da casa do ex-presidente durante a visita do deputado flagraram Nikolas Ferreira na área externa da residência manuseando um telefone enquanto conversava com Bolsonaro. Contudo, a partir da análise das imagens filmadas e divulgadas pela TV Globo é possível observar que o ex-presidente não aparece utilizando o aparelho. 

Nesse sentido, na última quarta-feira (26), Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à defesa, uma vez que, caso comprovada a veracidade das imagens, Bolsonaro estaria violando uma das medidas cautelares da prisão domiciliar. 

Defesa nega violação de medidas cautelares

Após a divulgação das imagens pela TV Globo e a solicitação de esclarecimentos feita por Alexandre de Moraes aos advogados do ex-presidente, a defesa afirmou que Bolsonaro não utilizou e não fez “contato visual” com o aparelho celular de propriedade de Nikolas Ferreira.  

“O Peticionário cumpria à exatidão a determinação de Vossa Excelência, sem uso ou mesmo contato visual com o aparelho celular do deputado federal […] O Peticionário reafirma que sempre cumpriu estritamente todas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, reiterando que não fez o uso de qualquer telefone celular, direta ou indiretamente, ao longo de todo o período em que esteve submetido à prisão domiciliar”, argumentou a defesa. 

Além dos advogados, Nikolas Ferreira também se pronunciou através de sua conta no X sobre o ocorrido. Segundo o deputado, ele não teria sido informado pelas autoridades sobre a restrição de uso de celulares durante sua visita ao ex-presidente. 

Senado articula proposta para tirar Bolsonaro do regime fechado

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) e aliados articulam a tramitação de um projeto de lei (PL) que visa livrar o ex-presidente, Jair Bolsonaro, da prisão em regime fechado. A proposta desconsidera as condenações por abolição do Estado Democrático de Direito e  tentativa de golpe de Estado

Nesse contexto, para acelerar a tramitação do PL, o senador, Carlos Viana, autor do projeto, e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), articulam a votação com caráter de urgência, para que, se aceito, o projeto não passe pelas comissões e seja diretamente votado no plenário do Senado.

O que diz o texto

Caso a proposta seja aprovada, Bolsonaro pode deixar o regime fechado. Isso porque, o novo PL visa desconsiderar suas condenação pelos crimes de abolição do Estado Democrático de Direito e  tentativa de golpe de Estado, nos quais sentenciaram o ex-presidente à 27 anos e três meses de prisão. 


Bolsonaro é flagrado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília no último domingo (23) (Foto: Reprodução/ Sergio Lima / AFP via Getty Images Embed)


Nesse sentido, de acordo com o texto, restaria à Bolsonaro apenas as condenações por dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, somando a pena máxima de seis anos de detenção. 

Desse modo, na tentativa de evitar a prisão do ex-presidente em regime fechado, o novo projeto se apoia na Constituição brasileira, que diz que o réu tem obrigação de cumprir a pena na prisão caso condenado por crimes de dosimetria superior a oito anos. 

Prisão de Bolsonaro

No último sábado (22), Jair Bolsonaro foi levado à prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília pela tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, medida cautelar utilizada pelo ex-presidente desde agosto deste ano. No entanto, apesar de estar preso desde o final de semana, o cumprimento da sua pena pela trama golpista passou a ser contada a partir desta última terça-feira (25).

Caso cumpra toda a condenação, Bolsonaro deve ficar preso em regime fechado por 27 anos e três meses. No entanto, o senador responsável pelo projeto de lei que visa diminuir a pena do ex-presidente, Carlos Viana (PL-MG), garante que a proposta não se trata de uma anistia. 

“Importante ressaltar que a presente iniciativa não configura anistia, indulto ou qualquer forma de extinção seletiva de punibilidade. Trata-se de medida de caráter geral e abstrato, compatível com o sistema constitucional penal, destinada a aperfeiçoar a técnica legislativa e reforçar os limites adequados para responsabilização criminal”, endossou o senador. 

De acordo com Viana, o PL visa beneficiar, além de Bolsonaro, todos os brasileiros que, segundo ele, foram injustamente condenados pelos episódios do 8 de janeiro de 2022.

Projeto da Lei Antifacção deve ser votado na próxima semana

Nesta quarta-feira (12), o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do Projeto Antifacção na Câmara, apresentou a quarta versão do texto que prevê enfrentamento contra o crime organizado no país. A votação, que estava marcada para essa quinta-feira (13), foi adiada para a próxima terça-feira (18). 

Nesse sentido, conforme pedido dos líderes partidários e do relator, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acatou o adiamento devido à divergências entre o governo e a oposição em relação ao conteúdo do projeto. 

Quarta versão do projeto 

A quarta versão da Lei Antifacção prevê algumas mudanças desde a primeira versão, de autoria do governo federal. A principal delas, a não tipificação de um novo crime com a nomenclatura de facção criminosa, ou seja, diferentemente da  proposta inicial, Guilherme Derrite optou por não incluir, nesta nova versão,  “organização criminosa qualificada” como um novo vocabulário para caracterizar esse delito no Código Penal brasileiro.  


Guilherme Derrite (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ton Molina)


Dessa forma, o relator manteve o uso do termo “domínio social estruturado” para enquadrar os crimes cometidos por membros de facções criminosas. Nesse sentido, em concordância com o texto inicial, as facções são denominadas como:  “toda organização criminosa ultraviolenta, milícia privada ou grupo paramilitar, que visa ao controle de territórios ou de atividades econômicas, mediante o uso de violência, coação, ameaça ou outro meio intimidatório”.

Governo X Oposição

No último dia 31 de outubro, após a realização da Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha, o presidente Lula (PT) enviou, com pedido de urgência, o Projeto Antifacção para a Câmara de Deputados. Hugo Motta, chefe da Casa, indicou um opositor ao governo, o deputado Guilherme Derrite, para a relatoria do texto. 

Nesse sentido, até o fechamento desta reportagem, quatro versões diferentes foram apresentadas pelo relator, isso porque, há uma série de divergências entre o governo federal e a oposição em relação a alterações do texto final. 

Entre os principais pontos de desacordo estão: a equiparação de crimes realizados por facções criminosas ao crime de terrorismo, além da retirada da competência da Policia Federal para iniciar investigações contra as organizações criminosas. 

Na proposta inicial enviada pelo Governo Federal, o texto altera a Lei das Organizações Criminosas elevando as penas de três a oito anos para cinco a dez anos de prisão. Já Derrite propõe a inclusão da Lei Antiterrorismo ao projeto, o que sugeriria penas mais rígidas aos criminosos. No entanto, para o governo, a equiparação com o crime de terrorismo poderia resultar em intervenções estrangeiras no país, causando danos econômicos e diplomáticos.

Já em relação ao órgão responsável pela investigação, o texto do relator estabeleceria a competência às polícias civis estaduais no processo de investigar os crimes cometidos pelas organizações criminosas.  Vale enfatizar que devido o projeto ter sido enviado à Câmara com urgência, o texto tem um prazo máximo de 45 dias para aprovação, caso contrário, a proposta passa a trancar a tramitação de outras pautas na Casa.

Megaoperação no RJ: Moraes prorroga prazo de envio dos relatórios

Na última quarta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu o prazo para o envio dos relatórios e imagens da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. O governo do estado do Rio de Janeiro terá até a próxima segunda-feira (17) para entregar os materiais ao STF. 

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RJ) havia solicitado essa prorrogação ao Supremo a fim de garantir que as secretarias envolvidas tivessem tempo suficiente para encaminhar os documentos solicitados pelo requerimento. 

Pedido de Moraes 

No último dia 8 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de 48h para o governo do RJ providenciar materiais, entre relatórios e imagens, que demonstrassem a atuação na megaoperação policial ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha. 


Operação Contenção teve 121 mortos, entre quatro policiais (Foto: Reprodução/Wagner Meier/Getty Images Embed)


Entre os materiais solicitados por Moraes estão: as imagens de todas as câmaras corporais dos policiais que atuaram na operação, as cópias de todos os laudos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), relatórios policiais de inteligência que indicavam a presença dos alvos da operação no território, além de todos os documentos relacionados a realização da operação. 

Além disso, o ministro determinou esclarecimentos por parte do Ministério Público (MP-RJ), do Tribunal de Justiça (TJ-RJ) e da Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro. 

Operação Contenção

No último dia 28 de outubro, 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, incluindo o BOPE, realizaram uma operação nos complexos do Alemão e da Penha, localizados na zona oeste do Rio de Janeiro. Com objetivo de apreender um dos líderes do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, a Operação Contenção também tinha como finalidade o cumprimento de 180 mandados de busca e apreensão, além de 100 mandados de prisão, que foram expedidos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes. 

Ao final, a operação resultou na prisão de 113 suspeitos, incluindo 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco. Além disso, considerada a ação policial mais letal da história brasileira, a megaoperação resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais. 

Em tratamento contra câncer de mama, Val Marchiori desabafa sobre problemas com plano de saúde

Nesta terça-feira (4), Val Marchiori, de 51 anos, respondeu algumas perguntas de seus seguidores a respeito de seu tratamento contra o câncer de mama. Nesse contexto, a socialite desabafou sobre problemas que ela teria tido com o seu plano de saúde, cujo nome não foi divulgado.

Por meio de uma “caixinha de perguntas”, recurso do Instagram que permite ao influenciador responder dúvidas de seus seguidores, Marchiori foi questionada sobre o motivo pelo qual seu convênio não arcou com o valor de sua operação para a retirada do tumor cancerígeno. Através da pergunta, Val Marchiori desabafou:

“Infelizmente, hoje não temos leis que realmente nos protejam. Eu, que estou em tratamento do câncer de mama, tenho enfrentado grandes dificuldades — e sei que muitas pessoas passam pela mesma situação. Planos que deveriam amparar acabam negando ou demorando para autorizar procedimentos que são urgentes e vitais”, relatou a socialite.

Cirurgia custou R$ 60 mil

De acordo com a socialite, ela teria desembolsado R$ 60 mil para a realização da cirurgia de retirada do tumor da mama. Em tom de indignação, Marchiori compartilhou que, mesmo possuindo plano de saúde, que ela definiu como “caríssimo”, a empresa só teria arcado com 11% do valor do procedimento. 


Val Marchiori relata problemas com plano de saúde (Foto: reprodução/Instagram/@valmarchiori)


“Plano de saúde só ganha dinheiro e não cobre nada”, comentou Val Marchiori, alertando seus seguidores sobre a importância de analisarem os contratos antes de investirem em um serviço de saúde. 

Ainda nesta terça-feira (4), a socialite compartilhou um convite feito pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados para participar de uma Audiência Pública sobre a relação dos convênios com os usuários. Através dos stories do Instagram, Val Marchiori agradeceu a convocação feita pelos deputados Zé Vitor (PL/MG) e Marussa Boldrin (MDB/GO) para a reunião marcada para o próximo dia 12 de novembro. 

Descoberta do câncer de mama

No último mês de agosto, Val Marchiori compartilhou ao público seu diagnóstico de câncer de mama, descoberto após a realização de um exame de rotina, quando seus médicos identificaram a presença de um nódulo na mama direita. Posteriormente, na biópsia, esse nódulo foi classificado como maligno. 

De acordo com a socialite, serão realizadas sessões de quimioterapia a cada 21 dias. Além das sessões de quimioterapia a cada 21 dias, Val Marchiori passará, a princípio, por outras 15 de radioterapia.

Lista com 99 mortos durante megaoperação é divulgado

Nesta sexta-feira (31), a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou uma lista contendo 99 nomes de suspeitos que morreram durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na última terça-feira (28). 

Entre os mortos, de acordo com o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, 78 tinham histórico criminal por homicídio ou tráfico de drogas, 42 estavam foragidos da Justiça e outros 39 eram residentes de outros estados brasileiros, como: Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraíba.

Operação Contenção

Na última terça-feira (28), 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, incluindo o BOPE, realizaram uma operação nos complexos do Alemão e da Penha, localizados na zona oeste do Rio de Janeiro. Com objetivo de apreender um dos líderes do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, a Operação Contenção também tinha como finalidade o cumprimento de 180 mandados de busca e apreensão, além de 100 mandados de prisão, que foram expedidos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes. 


Dos 100 mandatos de prisão expedidos para a operação, apenas 20 foram cumpridos (Foto: Reprodução/Instagram/@folhadespaulo)

Ao final, a operação resultou na prisão de 113 suspeitos, incluindo 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco. Além disso, considerada a ação policial mais letal da história brasileira, a megaoperação resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais. 

Criminosos fortemente armados

Após megaoperação realizada na última terça-feira (28), imagens obtidas através de drones registraram a presença de criminosos fortemente armados reunidos para fugir da polícia pela mata, conhecida como Serra da Misericórdia,  área que divide  as duas comunidades. 

As imagens, capturadas por volta das 6h enquanto se iniciava a megaoperação,  registram a presença de homens armados do Comando Vermelho (CV). Primeiro, os drones identificam a ação de 23 membros do CV vestindo roupas camufladas e uniformes característicos utilizados por policiais, dificultando a identificação dos criminosos.  Além disso, mais adiante,  as imagens também capturaram a presença de 83 traficantes fugindo pela Serra da Misericórdia. 

Vini Jr. se pronuncia após polêmica no El Clássico

Nesta quarta-feira (29), Vini Jr. se pronunciou oficialmente sobre seu comportamento após a substituição na partida contra o Barcelona no último domingo (26). Por meio de sua conta no X (antigo Twitter), o camisa 7 do Real Madrid pediu desculpas pelo episódio. 

“Hoje quero pedir desculpas a todos os torcedores do Real Madrid pela minha reação quando fui substituído no Clásico. Como já fiz pessoalmente durante o treino de hoje, quero também pedir desculpas novamente aos meus colegas de equipe, ao clube e ao presidente. Às vezes, a paixão me domina; sempre quero vencer e ajudar minha equipe. Meu espírito competitivo vem do amor que sinto por este clube e por tudo o que ele representa. Prometo continuar lutando a cada segundo pelo bem do Real Madrid, como tenho feito desde o primeiro dia”, escreveu o atacante brasileiro. 

Entenda o caso

No último domingo (26), o Real Madrid recebeu o Barcelona no Santiago Bernabéu para a 10ª rodada da La Liga. Enquanto vencia a partida por 2X1, aos 72 minutos, o técnico Xabi Alonso realizou sua terceira substituição no jogo, optando pela saída de Vini Jr. para a entrada de Rodrygo. 

Neste momento, após subir o anúncio na placa de substituição, Vini Jr. ficou visualmente irritado com a escolha do técnico merengue e chegou a questioná-lo se ele iria tirá-lo mesmo do jogo. “Tá de sacanagem”, disse o atacante. 

Assim, sem cumprimentar o treinador, após efetivamente cruzar a linha lateral do gramado, o jogador foi direto ao vestiário proferindo palavrões. No entanto, pouco tempo depois, voltou ao banco de reservas até o final da partida, que terminou com a vitória do Real Madrid por 2X1. 


Vini Jr. pede desculpas pelo comportamento após substituição no El Clásico (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN Brasil

Questionado, durante a entrevista coletiva após o término do El Clásico, Xabi Alonso elogiou a atuação do camisa 7 e disse que o assunto seria tratado internamente. 

Renovação de contrato

Com contrato até junho de 2027, Vini Jr. viu o Real Madrid iniciar o processo de renovação no começo da temporada, propondo a ampliação do vínculo até 2030. No entanto, segundo fontes da mídia espanhola, o processo estaria travado por um desacordo contratual entre o clube e os empresários do jogador.  

Nesse sentido, após a substituição no último domingo (26), Vini Jr. teria proferido uma frase que indicaria possíveis chances de encerramento do vínculo entre o camisa 7 e o Real Madrid. “Me voy de equipo”, em tradução livre, “vou sair da equipe”, disse o jogador. 

Além disso, segundo a rádio esportiva Cadena SER, da Espanha, a relação entre Vini Jr. e Xabi Alonso está estremecida desde julho deste ano, quando ocorria o Mundial de Clubes, pouco depois de o treinador assumir o comando da equipe merengue após a saída de Carlo Ancelotti.